Meditação diária de 04/01/2017 por Flávio Reti
04/01/2017
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06/01/2017

Meditação diária de 05/01/2017 por Flávio Reti

Dia da Tipografia no Brasil

“Tomara as minhas palavras fossem escritas! Tomara fossem gravadas num livro! Que, com pena de ferro e com chumbo, fossem para sempre esculpidas na rocha!” Jó 19:23 e 24

O dia 5 de janeiro de 1808 é oficialmente considerado o dia da inauguração da primeira tipografia no Brasil. Isso porque em 1806 Dom João VI, quando ainda era um príncipe regente, aportou no Brasil trazendo consigo a família real portuguesa meio que fugindo porque as tropas do imperador francês, Napoleão Bonapart, estavam se enfileirando para invadir Portugal. Sua saída honrosa foi vir para o Brasil com toda a família real e a coorte portuguesa totalizando mais de

10.000 pessoas em 19 navios.

Mas aqui chegando, a colônia ainda era precária, não oferecia as comodidades a que a família real estava acostumada em Portugal. Assim, D. João VI se lançou na tarefa de melhorar as condições da colônia, com sede no Rio de Janeiro, para dar o mínimo de bem estar à família e à coorte. Criou, entre muitas outras coisas, o Banco do Brasil, o Jardim Botânico do Rio, fundou a Academia militar, a Escola de Belas artes, A biblioteca real, os Correios, a Casa da moeda, e no dia 5 de janeiro de 1808

emitiu o alvará autorizando a primeira imprensa tipográfica do Brasil. Falando assim parece tudo muito fácil, mas não era. Para imprimir uma linha, e depois várias linhas formarem uma página, o tipógrafo tinha à sua disposição 25 gavetas cheias de cubinhos de chumbo com as letras do alfabeto gravadas em alto relevo na ponta desses cubinhos e depois tinha que juntar um a um, lado a lado, formando uma linha e várias linhas até formar uma página. Cada gaveta continha centenas da mesma letra. Era um trabalho minucioso e o tipógrafo precisava enxergar bem para não trocar cubinhos entre si errando assim a palavra que seria escrita. Depois de tudo isso estar preso num molde, era levado a uma prensa, literalmente uma prensa, e se imprimia apenas uma página, depois mais horas de trabalho e a próxima página até se obter o jornal da província. Muito trabalho, mas escrever era preciso. Veja que nos anos 1800 a imprensa já era uma realidade avançada na Europa. Johannes Gutemberg já havia inventado a imprensa em 1455, lá na Alemanha. Mas ele não inventou a escrita. Desde os sumérios a escrita já era conhecida. Hieróglifos cuneiformes já eram usados.

Jó manifestou o desejo de que suas palavras fossem escritas, não em tabletes de barro, antes da imprensa, ou em pergaminhos como faziam os Egípcios, mas na rocha. O que Jó gostaria

de escrever? Ele queria deixar para as gerações futuras um certo desabafo pela maneira que a vida tinha lhe sido adversa. Ele achava que Deus o havia abandonado, até seus amigos íntimos o

censuravam. No capítulo 19 do livro de Jó ele expõe seu lamento. Mas em meio à sua agonia, ele no verso 25 declara o porquê queria suas palavras escritas na rocha. Era porque ele tinha certeza que,

a despeito dos dissabores e sofrimentos, seu redentor estava atento. E tem mais, seu redentor um dia se levantaria sobre a terra e, mesmo depois de ter seu corpo apodrecido no pó da terra, ele, Jó, ainda veria a Deus. Deus nunca deixou o ser humano à mercê da incerteza, da insegurança. Desde o pecado de Adão as profecias vêm sendo dadas sobre a vinda do prometido salvador. O próprio Jesus nos assegurou que “se eu for e vos preparar lugar, virei outra vez e vos levarei para mim mesmo” (Jo.14:13) São palavras que infundem certeza, segurança. A postura de Jó é invejável para qualquer crente sincero. Sinta a postura de Ellen White ao falar desse assunto: segurança, certeza. “Ao recapitular a nossa história passada, havendo revisado cada passo de nosso progresso até ao nosso nível atual, posso dizer: Louvado seja Deus! Ao ver o que o Senhor tem executado, encho- me de admiração e de confiança na liderança de Cristo. Nada temos que recear quanto ao futuro, a

menos que esqueçamos a maneira em que o Senhor nos tem guiado, e os ensinos que nos ministrou no passado” (E Recebereis Poder, Meditação Matinal, p.231).

Que certeza, que confiança! E agora, você também tem essa mesma confiança, essa mesma

certeza, essa mesma esperança de que um dia verá a Deus? Um dia você vai vê-lo, ainda que não queira!

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