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03/12/2019
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Meditação diária de 04/12/2019 por Flávio Reti – George Eastman

04 de dezembro

Jó 17:15  “Onde está, então, a minha esperança?”

George Eastman

Se você tem um aparelho de celular hoje, provavelmente nunca soube como se processavam as fotografias antigamente, porque basta clicar e tudo fica gravado na memória do aparelho. A gente ia a uma loja de departamentos, comprava um filme virgem, que era um rolinho de uma fita plástica recoberto com brometo de prata, bem protegido para não tomar luz porque era sensível à luz e introduzia dentro de uma “máquina fotográfica”. Tinha lá uma lente, com algumas regulagens de tempo e abertura de exposição e a gente saía fazendo fotos. Mas depois de terminado o rolinho, normalmente com 12, 24 ou 36 fotos, ele era rebobinado e levado para um laboratório para processar as fotos e a gente chamava esse processo de “revelar as fotos”. Então você pagava duas vezes: Uma vez ao comprar o rolo de filme e a segunda vez ao mandar revelar as fotos. E olha que isso era tecnologia de ponta, imagine poder capturar uma imagem! Imagine eternizar uma paisagem, uma flor, um rosto, era mesmo coisa de muita modernidade. E quem inventou tudo isso foi o Sr. George Eastman, o fundador da Kodak Eastman Company que fabricava os rolos de filme e processava as fotografias. Em 1867 ele perdeu o pai e abandonou o colégio para trabalhar e ajudar sua mãe e suas irmãs. Seu primeiro emprego foi de office boy numa empresa de seguros e enquanto isso estudava contabilidade em casa porque almejava um salário melhor na empresa onde trabalhava. No final ele acabou se empregando em um banco como contador, guarda-livros como chamavam na época. Ele era implicado com o processo de se conseguir uma imagem, porque nos seus dias tudo era feito em uma placa de vidro lambuzada com uma emulsão líquida que tinha de ser usada rapidamente e posta para secar no escuro. Depois de três anos fazendo experiências ele desenvolveu seu método próprio com gelatina e brometo. Não era só a fotografia que precisava se desenvolver, o cinema vinha nascendo e as imagens eram em um rolo numa sequência. Sabendo que a imagem fica gravada na nossa retina por 1/10 de segundo, se se conseguisse fazer passar mais de 10 imagens por segundo antes de apagar uma imagem já entraria a outra e isso daria a sensação de movimento. Então, George Eastman precisava também desenvolver uma maneira de gravar fotos em fita contínua formando o rolo que seria usado no cinema. Ele fez parceria com outro inventor para produzir as câmeras e fundou a Eastman Dry plate and Film Company em 1884 para atender uma necessidade do mercado. Era muita novidade que o mundo ainda ia experimentar. Era complicado, mas era o que existia na arte da fotografia e além do mais era tudo em branco e preto. Então você já pode imaginar quanta experiência não foi feita para se chegar à fotografia colorida. O que se tinha eram artistas que pintavam à mão as fotos, mas nenhuma técnica garantia a fixação das cores e que não iriam desbotar com o tempo. Entra na História um físico de nome James Clerk Maxuell que pela primeira vez conseguiu fotografar três vezes o mesmo objeto, um laço de fita colorido, usando três filtros de cores diferentes, juntando os três negativos sobrepondo-os conseguiu dessa forma uma foto colorida pela primeira vez em 1861. Infelizmente George Eastman cometeu suicídio no final da vida por causa de uma dor na coluna. Escreveu um bilhete e deu um tiro no peito. “Para meus amigos, meu trabalho está feito, por que esperar?” Não é assim que morrem os cristãos, nós morremos com esperança, temos em quem confiar.

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