Meditação diária de 03/11/2019 por Flávio Reti – Nicolau Copérnico
03/11/2019
Nota de falecimento: Severino Alexandre Sobral
04/11/2019

Meditação diária de 04/11/2019 por Flávio Reti – Jean François Champollion

04 de novembro

Isaías 58:1  “Clama em alta voz, não te detenhas, levanta a voz como a trombeta e anuncia ao meu povo a sua transgressão…”

Jean François Champollion

Um gênio que viveu apenas 42 anos. Ele é descrito como linguista e egiptólogo francês, mas pelos acadêmicos ele é considerado o pai da Egiptologia e a quem o mundo deve a tradução, interpretação dos hieróglifos e de outros achados na paleontologia. Ainda era muito criança quando demonstrou habilidade para aprender línguas a ponto de aos 16 anos já saber 12 línguas diferentes, e aos 20 anos já dominava, falava e escrevia, Latim, grego, amárico, sânscrito Hebraico, árabe, vesta, pálavi, persa, siríaco, caldeu, chinês, copta e obviamente sua língua materna, o Francês. Com 19 anos já era professor de história. Tanto era seu interesse pelas línguas que ele se interessou em decifrar a recém descoberta Pedra de Roseta e ele passou dois anos em cima desse compromisso assumido por si mesmo. Infelizmente ele morreu ainda muito jovem, com apenas 42 anos. A pedra de roseta, que deixou o nome de Champollion famoso, era um fragmento de uma estrela de granito encontrada no Egito e escrita em três línguas diferentes, hieróglifos do Egito antigo, demótico e em Grego antigo. Ela foi encontrada no Delta no Rio Nilo em 1799, na cidade de Raxide (Roseta) por soldados franceses que acompanhavam Napoleão Bonaparte na sua incursão no Egito. As inscrições na pedra despertou muito interesse nos arqueólogos porque poderia por ela se chegar à tradução de outros tabletes e papiros Egípcios e tornar a língua Egípcia antiga conhecida, traduzida, porque até aquela data não era conhecida. Foram feitas várias cópias de gesso e espalhadas pelos museus do mundo na tentativa de elucidar o texto. Como as tropas britânicas derrotaram os franceses no Egito, a pedra foi levada para a Inglaterra e lá se encontra até hoje no Museu Britânico, desde 1802. A pedra de Roseta representa um valor incalculável para a compreensão da literatura e da língua egípcia e também da civilização que a antecedeu.

Você há de se lembrar da entrada triunfal de Jesus em Jerusalém, quando a multidão o seguia com ramos de palmeiras e gritando Hosanas e dizendo “bendito o que vem em nome do Senhor”, alguns do fariseus do meio da multidão ordenaram que Jesus dissesse aos discípulos para se calarem. Não era pra falarem aquilo, mas Jesus respondeu em tom de reprovação: “Digo-vos que, se estes se calarem, as pedras clamarão”. E não é exatamente isto que estamos vendo e assistindo hoje? Quantas relíquias desenterradas nas escavações que estão clamando e dando provas de que a palavra de Deus tem razão. Os achados arqueológicos estão clamando a verdade que os fariseus queriam ver encoberta, proibidas de clamarem. Champollion faleceu, passou para a eternidade, mas sua contribuição está até hoje fazendo as pedras clamarem. Fazer pedras clamarem é sem dúvida um milagre, mas o milagre maior será fazer os moucos ouvidos humanos ouvir o que Deus tem para falar. Dizem por aí que o pior cego é aquele que não quer ver, mas semelhantemente o maior surdo é aquele que não quer ouvir e desses as ruas estão superlotadas. Se temos que pedir que Deus nos abra os olhos, melhor seria se pedíssemos que nos abrisse os ouvidos também, só assim poderemos ouvir suas ordenanças.

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