Meditação diária de 03/10/2019 por Flávio Reti – Giovanni di Pietro di Bernardone
03/10/2019
Culto de Adoração (Sábado 05/10/2019)
04/10/2019

Meditação diária de 04/10/2019 por Flávio Reti – Jean Claude Duvalier

04 de outubro

Isaías 59:14  “Pelo que o direito se tornou atrás, a justiça se pôs de longe, porque a verdade anda tropeçando pelas ruas e a equidade não pode entrar”

Jean Claude Duvalier

Mais um ditador, este do Haiti, que sucedeu seu pai no cargo de presidente da República Haitiana. Seu apelido, como era costumeiramente chamado, era Baby Doc, porque seu pai era também chamado de Papa Doc. Inicialmente um menino normal como todos os haitianos, nasceu e foi criado num ambiente de fazenda, depois estudou direito na Universidade Estatal, filho único de François Duvalier, que assumiu a presidência e continuou com o regime de terror implantado por seu pai. Pior é saber que o regime era vitalício, seu pai torturou os haitianos até morrer e agora Baby Doc continuava. Baby Doc sucedeu seu pai com 19 anos e torturou e matou centenas de haitianos. Ele tinha uma milícia particular que espalhava o terror, eram soldados cruéis conhecidos por “tonton macoutes” significando “bicho papão”. Por outro lado, no seu governo a taxa de analfabetismo era estúpida enquanto a expectativa de vida era lá em baixo, no fundo do poço ao mesmo tempo em que a AIDS grassava sem controle em todo o pais. O caos social se instalou violentamente e dezenas de haitianos buscaram socorro nos Estados Unidos e muitos eram degredados pelo próprio governo porque não tinha condição de tratá-los. Grande número de miseráveis se arriscavam em barcaças superlotadas buscando uma saída daquela situação miserável e vergonhosa. A crise econômica foi tão grande, o empobrecimento tão violento que o próprio regime de terror perdeu força e em 1986 Baby Doc fugiu, ele mesmo, para a França. Com sua saída do pais, sua vida nababesca ficou escancarada. Eram malas e malas das melhores marcas cheias de roupas e malas e malas carregadas de dólares além das contas abarrotadas nos bancos suíços. Só o seu casamento em 1980 custou ao pais 5 milhões de dólares. Mas a miséria assolava a população implacavelmente e o Haiti era considerado o país mais pobre do mundo. Os pobres haitianos não tinham como ser felizes, porque na ausência de Baby Doc houve uma série de golpes militares querendo o poder que impedia qualquer forma de organização do país. Isso aconteceu em 1986 e em 2011 Baby Doc mostrou a cara-de-pau voltando ao Haiti dizendo que voltava para ajudar seu povo, após o terremoto de 2010. Um tribunal de Port-au-Prince bem que tentou incriminá-lo por prisões ilegais, torturas, corrupção, roubo de dinheiro público, mas nunca conseguiu julgá-lo. Felizmente, para a população, em 2014 ele sofreu um ataque cardíaco e morreu em Port-au-Prince e se foi sem deixar saudades. Diante desse relato, várias perguntas podemos fazer: Onde andava o senso de humanidade deste homem? Será que alguma vez não lhe bateu na consciência uma pontinha de remorso por tratar tão mal seus próprios irmãos, seus concidadãos? O que pensava ele quando via passar pelas ruas aquela multidão de esqueléticos perambulando mal trapilhos e com fome? No céu há um anjo relator anotando tudo que os homens fazem nesta vida e um dia todos se defrontarão com seu relatório, quer seja mau ou bom. Se neste mundo não vemos a justiça, um dia Deus vai fazer justiça e trazer a descoberto tudo que os homens fizeram, quer você aceite isso ou não, quer você entenda ou não, porque não depende da nossa ignorância. É uma prerrogativa de Deus.

Os comentários estão encerrados.