Meditação diária de 03/09/2019 por Flávio Reti – Ferdinando Porsche
03/09/2019
Culto de Oração (04/09/2019 às 20h00)
04/09/2019

Meditação diária de 04/09/2019 por Flávio Reti – Charles Burke Elbrick

04 de setembro

Isaías 53:5  “Mas ele foi ferido por causa das nossas transgressões e esmagado por causa das nossas iniquidades”

Charles Burke Elbrick

Você está tomando conhecimento de Charles Burke Elbrick que nada significaria se não fosse o fato dele ser um diplomata americano, embaixador dos Estados Unidos no Brasil e que foi sequestrado por guerrilheiros brasileiros que lutavam a mão armada contra o regime militar autoritário que se instalou no Brasil em 1964.  Ele já vinha como diplomata de longa data, falava fluentemente Português, Espanhol, Francês e alemão, além de Inglês sua língua materna, tendo servido ao seu país no Panamá, Haiti, Polônia, Portugal, Iugoslávia, e no momento estava servindo no Brasil, mas em 1969, no auge do regime ditatorial, ele foi sequestrado em represália ao regime militar instaurado. Os sequestradores pertenciam a uma organização de extrema esquerda denominada DISSIDÊNCIA COMUNISTA DA GUANABARA, popularmente chamada de MR-8. Há um livro escrito por Fernando Gabeira, um dos sequestradores, “O que é Isso, Companheiro” que narra o fato com detalhes. Franklin Martins foi o idealizador do sequestro, inicialmente para trocar por alguns membros do grupo que estavam presos pela ditadura. Conhecendo o trajeto que Elbrick fazia todos os dias de sua casa até a embaixada, Franklin julgou fácil sequestrá-lo e usar como moeda de troca. O sequestro durou apenas 20 minutos e rendeu ao sequestrado apenas uma coronhada na cabeça por tentar se desvencilhar dos sequestradores que estavam armados. Eles interceptaram o cadilac do embaixador com um fusca e depois mudaram para uma Kombi. Nesse ponto libertaram o motorista do embaixador com uma carta na mão com as exigências. O local do cativeiro foi uma casa na Rua Barão de Petrópolis, n.1026, no Rio Comprido, que estava alugada por Fernando Gabeira. Treze guerrilheiros urbanos estavam envolvidos no sequestro do embaixador. A carta que pedia a libertação de 15 presos em troca da liberdade de Elbrick foi lida em cadeia nacional de rádio e televisão. Constava de denúncia de cima a baixo contra os militares do golpe de 1964. Um dos presos que foram libertados e degredados para o México era José Dirceu, ex-ministro da casa civil de Lula e que se encontra novamente preso. A polícia investigativa da ditadura descobriu o local do cativeiro, mas preferiu ceder às exigências para poupar a vida do embaixador. Uma tropa de paraquedistas, revoltada com a negociação frouxa do governo, invadiu o aeroporto para fuzilar a todos os presos, mas voltou atrás na última hora e apenas leu na Rádio Nacional uma nota de repulsa ao comportamento do governo. Assim que os exilados chegaram ao México, o embaixador foi solto no próximo sábado nas proximidades do Maracanã, durante um jogo, e no meio da multidão para facilitar a fuga dos sequestradores no meio da turba. Os militares até que tentaram seguir o carro Fusca que levava o embaixador, mas os sequestradores abandonaram o carro e fugiram a pé no meio da multidão. Na semana seguinte o embaixador retomou suas atividades e só morreu em 1983 no hospital da Georgetown University com pneumonia.

Você deve estar se sentindo revoltado ao ver o governo trocando um embaixador por terroristas, não é? Mas não foi a mesma coisa que Deus fez ao entregar Jesus para morrer pelos pecadores deste mundo? O embaixador não morreu, mas o filho de Deus morreu por nossa causa. Nós somos os presos ao pecado e o que fazemos agora? Estamos valorizando essa dádiva de vida oferecida por Deus em nosso favor? É um caso a pensar seriamente!

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