Meditação diária de 03/04/2017 por Flávio Reti
03/04/2017
Meditação diária de 05/04/2017 por Flávio Reti
05/04/2017

Meditação diária de 04/04/2017 por Flávio Reti

Dia Nacional do Parkinsoniano

“… não necessitam de médicos os sãos, mas sim os enfermos; eu não vim chamar justos, mas pecadores”  Marcos 2:17

Em Junho de 2016 perdemos para a doença de Parkinson um professor nosso, o professor Valdir Negrelli. Ele era natural de Estrela do Oeste, interior de São Paulo, e veio para o IASP em 1962 como aluno bolsista, hoje chamado de assistido. Aqui ele trabalhou inicialmente na agricultura, calejou as mãos para poder estudar, terminou o primeiro grau, o segundo grau e foi para São Paulo fazer faculdade. Logo que terminou voltou para o IASP para ser professor de Inglês e acumulou a função de diretor interno. Trabalhou vários anos aqui e foi chamado para o UNASP campus São Paulo onde foi professor de Inglês e posteriormente diretor da Faculdade de Letras. Como apresentava grande potencial, a organização adventista o enviou para fazer mestrado nos Estados Unidos, em nossa Universidade em Keene, no estado do Texas. Enquanto estava lá percebeu os primeiros sintomas da doença de Parkinson: mãos trêmulas, pernas trôpegas que foram se agravando. Fez cirurgia invasiva na cabeça, lá mesmo, nos Estados Unidos. Voltou para o Brasil e por pouco tempo mais conseguiu trabalhar, mesmo doente. Fez mais duas cirurgias e foi obrigado se afastar devido ao avanço da doença. Era meu amigo particular. Fomos colegas de classe, colegas de profissão nas mesmas escolas e moramos várias vezes vizinhos.

Quando Jesus esteve neste mundo, ele andava por vilas e cidade e diz o relato bíblico que ele curava as pessoas das suas enfermidades. Mateus diz que ele percorria cidades e aldeias curando toda sorte de doença e enfermidades (Mat.9:35). Ellen White afirma que “havia aldeias inteiras onde não existia mais nenhuma casa em que se ouvissem lamentos de enfermo, porque Jesus por elas passara e lhes curara os doentes. Sua obra dava testemunho de sua unção divina” (Caminho a Cristo, p.11)

Fico acalmado ao saber que um dia doenças e mortes não mais existirão. No céu não vai haver tristeza, gemido, dor, doença e nem morte. Pelo contrário, no céu “os remidos terão asas e alçarão voos incansáveis para os mundos distantes” (Vida e Ensinos, p.97). Ele enxugará dos olhos toda lágrima e não haverá mais morte, nem haverá mais pranto, nem lamento, nem dor, porque já as primeiras coisas são passadas” (Apoc.21:4). Eu quero estar lá. Oro para que Deus me conceda a força espiritual suficiente para estar diante do Senhor naquele grande dia e viver com ele para sempre. “Deus põe perante nós a eternidade, com suas realidades solenes, e concede-nos a posse de temas imortais, imperecíveis. Apresenta uma verdade valiosa, enobrecedora, a fim de que avancemos numa vereda segura e certa, na realização de um objetivo merecedor do fervoroso empenho de todas as nossas faculdades. Deus olha o interior da pequenina semente que Ele próprio criou e nela vê encoberta a bela flor, o arbusto ou a grande e frondosa árvore. Assim vê Ele as possibilidades em toda criatura humana. Achamo-nos aqui para determinado fim. Deus nos deu o plano que tem para nossa vida e deseja que alcancemos a mais alta norma de desenvolvimento” (Ciência do Bom Viver, p.397). “E não vos conformeis com este mundo, mas transformai-vos pela renovação do vosso entendimento, para que experimenteis qual seja a boa, agradável e perfeita vontade de

Deus.” Rom. 12:2. Tudo nesse mundo é muito imprevisível. Pode ser que ainda tenhamos um longo caminho a percorrer e poder que não. Essa vida é muito incerta, só a vida eterna é certa. O Valdir estava cheio de planos para o futuro e foi tolhido ainda na fase produtiva da vida. Nosso verso diz que Cristo veio “chamar justos”, logo Deus sabe o porquê de como as coisas aconteceram. Nossa é a oportunidade de preparo para o grande dia de Deus. O que não podemos fazer é deixar apagar em nós a chama da esperança. Manter nossa lâmpada sempre ardendo porque um dia ele virá e dessa vez para chamar justos e não pecadores.

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