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Dia Mundial da Escrita Braille

“Não amaldiçoarás o surdo, nem porás tropeço diante do cego, mas temerás ao Senhor teu Deus. Eu sou o Senhor” Levítico 19:14

Em 4 de janeiro de 1809 nascia, nos arredores de Paris, na França, numa família cujo pai era fabricante de arreios, selas para animais, um menino que recebeu o nome de Louis Braille. Quando ainda tinha 3 anos de idade, brincando na oficina de seu pai, ele se feriu no olho esquerdo com uma sovela. A infecção que adveio em seguida se alastrou para o olho direito e acabou por deixá-lo cego de ambos os olhos. Mesmo cego, ele foi matriculado na Escola local e aos 10 anos ele ganhou, devido à sua grande capacidade de aprender pelo ouvido, uma bolsa para estudar no INSTITUT ROYAL DES JEUNES AVEUGLES DE PARIS (Instituto real de jovens cegos de Paris). O fundador do Instituto tentou criar um sistema de letras em alto relevo coladas numa cartolina e as crianças aprendiam a ler com essas letras grossas mas não tinham como escrever. Foi assim, com esse sistema, que Braille aprendeu a ler. Aos 12 anos Braille proferiu uma frase histórica: “Se meus olhos não me deixam obter informações sobre homens e eventos, sobre ideias e doutrinas, terei de encontrar uma outra forma”.

Pensando assim, ele criou seu sistema próprio que se compõe de pontos em alto relevo escritos num quadrado imaginário, tendo duas colunas que podem conter até 3 pontos verticais cada uma. Na sua cabeça ele criava uma célula de 3 pontos de altura por 2 de largura e com esses 6 pontos ele teria a possibilidade de 63 combinações de pontos. Hoje, alguns cegos mais eficientes conseguem ler em Braille até 200 palavras por minuto apenas com o tato nas pontas dos dedos.

O sistema de leitura e escrita criado por Braille veio a ser muito aceitável e adaptável como eficiente meio de comunicação para cegos. O próprio Braille o adaptou para notação musical e funcionou tão bem que ler música passou a ser mais fácil para cegos do que para quem enxerga normalmente. Atualmente, termos matemáticos, químicos e científicos podem ser escritos e lidos em Braille abrindo assim um amplo leque de oportunidades para cegos do mundo inteiro.

Voltando ao conselho bíblico, observe o contraste. Braille, um cego, colocou diante dos cegos a oportunidade de ver com os dedos, de se comunicar com o mundo ao redor, ao passo que há pessoas que colocam empecilhos diante dos cegos. Se assim não fora, Deus não teria pedido para não colocar tropeço diante do cego. Pensando mais profundamente, o mundo inteiro está cego devido a muitas luzes que se acendem aqui e ali, a humanidade é cega quando não vê as maravilhas do Senhor, a bondade de Deus e nesse ambiente ainda há aqueles que colocam tropeços diante dessa humanidade já cega a ponto delas não conseguirem ver a luz que vem de Deus. E você, está conseguindo ver a manifestação de Deus nas coisas que acontecem no mundo físico e espiritual?

Os cegos veem, disse Jesus (Luc.7:22), mas o pior cego ainda é aquele que não quer ver. O apóstolo Paulo, um dos mestres em Israel antes de sua conversão, se julgava muito esclarecido, sabedor

de tudo, enxergava além dos outros, mas leia o que Ellen White escreveu sobre ele depois do seu encontro com Cristo na estrada de Damasco: “Durante as longas horas em que Saulo estivera fechado a sós com Deus, relembrou muitos textos das Escrituras referentes ao primeiro advento de Cristo. Com a memória aguçada pela convicção de que estava possuído, cuidadosamente seguiu o fio das profecias. Ao refletir no significado dessas profecias, ficou pasmado ante a cegueira de entendimento de que estivera possuído, bem como a dos judeus em geral, que os levara à rejeição de Jesus como o Messias prometido. A sua iluminada visão, tudo agora parecia claro. Sabia que seu anterior preconceito e incredulidade tinham-lhe obscurecido a percepção espiritual, impedindo-o de discernir em Jesus de Nazaré o Messias da profecia” (Atos dos Apóstolos, p.119). Pode se dar o caso da nossa visão espiritual estar também obscurecida e precisar ser esclarecida, talvez, cada um sabe de si.

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