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04/12/2019

Meditação diária de 03/12/2019 por Flávio Reti – Christian Neethling Barnard

03 de dezembro

Provérbios 4:23  “Guarda com toda diligência o teu coração, porque dele procedem as fontes da vida”

Christian Neethling Barnard

Se você já ouviu a palavra “transplante”, por certo gostaria de saber quem começou essa onda no mundo, porque hoje se fala tanto em transplante de todo tipo (coração, fígado, pâncreas, córnea, rins, medula, até de cabelo), mas tudo se iniciou com o Dr. Christian Barnard lá na África do Sul. Ele foi o primeiro no mundo a realizar um transplante de coração em um senhor de nome Louis Waskansky, de 53 anos. A operação de transplante durou 5 horas e o coração transplantado era de uma jovem de 25 anos que morreu num acidente. Infelizmente o Sr. Waskansky morreu depois de 18 dias após a cirurgia por causa de uma infecção pulmonar. Como era a primeira cirurgia desse tipo, a equipe de Barnard lutou muito para evitar a rejeição e com isso baixou muito a imunidade do paciente e ele sucumbiu, mas o Dr. Barnard não se deu por vencido. Depois de um mês, ele fez um segundo transplante, dessa vez de um dentista, Philip Blaiberg, com tanto sucesso que ele sobreviveu um ano e sete meses com o novo coração. A notícia incendiou a comunidade médica e se espalhou pelo mundo todo, porque era até então um acontecimento do qual nunca se ouviu sequer falar a respeito. Para transplantar o coração, o Dr. Barnard teve que lutar contra os obstáculos morais uma vez que todo mundo acreditava que os sentimentos, as emoções estavam no coração, então, ao transplantar um coração todas essas características do doador iriam para o recebedor e assim estaria entrando na vida particular do outro e como o mundo é supersticioso, a resistência foi grande. Para muitos, o coração não era apenas um órgão do corpo, era a morada da alma, o centro das emoções e o núcleo da personalidade. Um transplante de coração não é mais do que um transplante”. O maior problema enfrentado na época era mesmo a rejeição, porque o organismo animal reage contra tudo que representa pra ele um corpo estranho que é introduzido. Até um espinho é rejeitado e expulso do organismo. A rejeição era e ainda é quem decide se vai dar certo ou errado um transplante. Os médicos fazem a parte deles, mas o organismo pode se negar a fazer a sua e daí o trabalho todo estará perdido. Christian Barnard foi um estudante sossegado e tranquilo quando estava na faculdade de Medicina da cidade do Cabo, mas ele vinha lendo e tomando conhecimento que vários médicos americanos estavam tentando o transplante em animais, por isso ele se adiantou e fez o primeiro em humanos. Ele acabou fazendo vários outros depois na sequência, mas com o tempo, ele mesmo começou a sofrer de artrite reumatoide e se viu obrigado a interromper sua carreira, mas o pontapé estava dado e o mundo pode agora fazer quantos transplantes quiser sem medo de dar errado.

Mudar o coração do homem já era planos de Deus desde que o homem pecou lá no Éden. Através do profeta Ezequiel Deus declara sua intenção de mudar o coração, dizendo “Também vos darei um coração novo e porei dentro de vós um espírito novo e tirarei da vossa carne o coração de pedra e vos darei um coração de carne” (Ezeq.36:26). Seu coração não precisa ser de pedra, ele pode ser de carne, transplantável e mais susceptível de reter as impressões de Deus. Jesus é o médico que opera até milagres se necessário for.

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