Culto de Oração (02/10/2019 às 20h00)
02/10/2019
Meditação diária de 04/10/2019 por Flávio Reti – Jean Claude Duvalier
04/10/2019

Meditação diária de 03/10/2019 por Flávio Reti – Giovanni di Pietro di Bernardone

03 de outubro

Provérbios 30:8  “…Não me dês nem a pobreza nem a riqueza, dá-me só o pão que me é necessário”

Giovanni di Pietro di Bernardone

Não temos um foto dele para mostrar, porque ele nasceu em 1182, muito antes da fotografia existir. Foi um frade católico, nascido em Assis, na Itália, daí ele ser conhecido no meio católico como São Francisco de Assis. Nosso Chiquinho, quando jovem, levava uma vida mundana e irrequieta, mas lá um belo dia ele se voltou para a vida religiosa e adotou para si um estilo de vida de extrema pobreza até fundar a Ordem Mendicante dos Frades Menores a quem deu o nome de Franciscanos. Os demais religiosos normalmente ficavam nos mosteiros e se fossem mulheres nos conventos, mas os Franciscanos eram itinerantes pregando e mendigando para sobreviver fora dos mosteiros. Eles defendiam que o evangelho deveria ser levado ao mundo conforme as instruções de Jesus. Ao perambular ele ia se identificando com os pobres, com os animais e ia chamando a todos de irmãos. Dant Alighieri, um poeta e escritor de Florença, também na Itália, afirmou que ele foi “uma luz que brilhou sobre o mundo” porque para quem o conheceu ele incarnava a figura de Jesus. Pelo seu grande apreço à natureza ele veio a ser conhecido como patrono dos animais e da natureza. Há quem diga que aonde ele ia era sempre acompanhado de animais, cães, gatos, passarinhos além de pessoas que o admiravam. Francisco de Assis era filho de um comerciante italiano de origem francesa que progredindo nos seus negócios chegou a ser considerado rico e bem de vida. Sua mãe o batizou com o nome de Giovanni porque ela era devota do apóstolo João Batista, que para os católicos ele foi o São João Batista. O nome Francesco era mais um apelido que seu pai lhe dera porque em Italiano Francesco quer dizer francês exatamente porque Francisco gostava da língua francesa. Dinheiro a família tinha e ele, um jovem popular, indisciplinado e extravagante era rodeado de amigos levados pela paixão, pelas aventuras, usavam roupas caras e bebiam livremente porque tinham dinheiro pra bancar aquele tipo de vida liberal e preguiçosa, mas no íntimo era uma pessoa boa de coração. Ele chegou a se alistar no exército por duas vezes, esteve preso e o retorno que teve foi infecções na visão e problemas estomacais que o acompanham por toda a vida. Certa vez, andando como sempre fazia pelos campos e vilas ao redor, ele entrou num local desmatado e limpo enquanto ouvia som de sinos. Ele não entendeu de imediato, mas eram sinos que os leprosos tocavam para que as pessoas não se aproximassem e foi aí que ele percebeu que estava entrando numa colônia de leprosos. Era um dia frio e ele divisou um leproso com trapos sobre o corpo tilintando de frio. Ele se aproximou, tirou seu próprio manto e cobriu o leproso. Ele se chocou com sua própria atitude, chorou enquanto o leproso também chorava enquanto ele o abraçou e beijou aquele rosto deformado pela lepra. Aquele foi o momento exato de sua vida em que ele descobriu sua vocação e saiu dali muito mais interessado e ser útil aos pobres.

Muito do que você leu até aqui pode não ser verdade, porque chegou até nós pela tradição católica, mas Francisco de Assis existiu, que foi um frade itinerante é verdade, a história secular evidencia. Da mesma maneira, Jesus Cristo existiu, foi um judeu itinerante que andava fazendo o bem, com uma única diferença: Cristo era de fato o filho de Deus, nosso salvador, não criou uma ordem, mas fundou uma igreja.

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