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02/10/2019

Meditação diária de 02/10/2019 por Flávio Reti – Francisco de Assis Chateaubriand Bandeira de Mello

02 de outubro

Isaías 54:13  “E todos os teus filhos serão ensinados do Senhor, e a paz dos teus filhos será abundante”

Francisco de Assis Chateaubriand Bandeira de Mello

Assis Chateaubriand ou “chatô”, como era seu apelido, foi um jornalista, empresário, político e mecenas mais influente no Brasil, especialmente nos meios de comunicação lá pela década de 50 e de 60. De quebra ele foi advogado, professor de direito e escritor até morrer como membro da Academia Brasileira de Letras. Era o dono do conglomerado de jornais, Diários Associados, que contava com mais de cem jornais, dono também de Emissora de Televisão, aliás foi o iniciador da televisão no Brasil inaugurada em 1950, a extinta hoje TV Tupi. Tinha várias emissoras de Rádio, revistas e uma agência telegráfica. Na política ele chegou a Senador da República. Mas era um indivíduo polêmico e contestado, odiado e temido, acusado pelos funcionários e por outros empresários de falta de ética, porque apreciava chantagear outras empresas que não se utilizavam de seus meios de comunicação, não anunciavam com ele e frequentemente ele insultava outros empresários. Era filho de um casal de brasileiros, nascido na Paraíba, e o nome Chateaubriand foi seu pai que admirava um poeta francês e grande pensador de nome François René de Chateubriand e lhe deu esse nome. Ele se sentia lisonjeado com esse nome e montou no sertão do Cariri uma escola com o nome do pensador francês. Ele começou cedo, com 15 anos, escrevendo para jornais e em seguida comprando pequenos jornais e foi crescendo comprando outros mais fortes e de repente ele era dono dos maiores jornais de todo o país de todas as capitais brasileiras, lembrando que a ética nunca constava na sua estratégia empresarial. Se os jornais estavam tornando-o enfadonho, ele partiu para novas empresas de Rádio e de Televisão.  Como se pode perceber, um grande empresário, custava-lhe dirigir tudo a seu modo e isso foi minando sua saúde até ser acometido por uma trombose que o deixou paralisado, impossibilitado, e só conseguia se comunicar balbuciando e escrevendo numa máquina adaptada. Morreu em 1968 e no seu velório colocaram dois quadros de grandes artistas, um cardeal de Ticiano e um nu de Renoir representando as três coisas que mais amou na vida: O poder, a arte e a mulher pelada. Assis Chateaubriand criou e dirigiu a maior cadeia de imprensa do país, os Diários Associados: 34 jornais, 36 emissoras de rádio, 18 estações de televisão, uma agência de notícias, uma revista semanal (O Cruzeiro), uma revista mensal (A Cigarra), várias revistas infantis (iniciada com a publicação da revista em quadrinhos O Guri em 1940) e a editora O Cruzeiro.. Mas as relações de Chatô, especialmente com os filhos, foram conturbadas e repletas de grandes conflitos e separações radicais. Ele nunca foi feliz na sua própria casa. Muitos homens nesta vida viveram a derrocada de seus lares e se o lar estiver desmoronado, é certo que tal homem também estará. Ele pode viver uma farsa, mas no íntimo ele não é feliz. Que diferença entre os filhos de Deus que na linguagem do Salmista “muita paz têm os que amam a sua lei” (Sal.119:165). De que adiantou a Assis Chateaubriand ter sido tão influente fora de casa e não ser feliz com seus filhos? Na volta de Jesus, ele nunca vai poder dizer: “Eis-me aqui com os filhos que me deste” (Heb.2:13).

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