Meditação diária de 01/02/2017 por Flávio Reti
01/02/2017
Meditação diária de 03/02/2017 por Flávio Reti
03/02/2017

Meditação diária de 02/02/2017 por Flávio Reti

Dia de Iemanjá

A palavra Iemanjá tem sua origem no dialeto Iorubá, falado na Nigéria e no Congo, às vezes é referido como nagô. Com a vinda dos escravos para as plantações de cana no início do Brasil colônia, estes trouxeram com eles seus costumes, suas tradições, sua língua e suas crenças. Há uma série de palavras, na língua Portuguesa do Brasil, que têm origem nesse contexto. Veja algumas: Orixás, Logun, Obaluaiê, Ogun, Olodum, Ossoxi e centenas de outras. A palavra Iorubá (por eles pronunciada Yeyé omo ejá) significa “mãe cujos filhos são como peixes”

Seu culto está ligado às águas, daí Iemanjá ser a padroeira dos pescadores. Ela seria responsável pelo destino de todos que navegam pelos mares. Em Salvador, na Bahia, todo ano, no dia 2 de fevereiro uma grande festa é dedicada a Iemanjá. Nesse dia, forma-se uma enorme procissão com milhares de pessoas vestidas de branco que vão ao templo de Iemanjá, na praia do rio vermelho. Lá todos deixam seus presentes que depois são carregados num barco e levados para o mar. Alguns preferem entrar no mar até uma profundidade razoável e atirar sua oferenda pessoalmente.

Bem, é um culto como qualquer outro e nós, dentro da política da boa vizinhança e premidos pela liberdade de consciência e de culto, temos que respeitar.

Saímos do mar e vamos para o céu. A bíblia fala de um outro culto, inverso desse, dedicado à rainha dos céus. E quem é, então, essa rainha dos céus? Esse título aparece duas vezes no livro de

Jeremias (7:18), uma referência Astarote, uma deusa canaanita e considerada como a esposa de Baal, também conhecido como Moloque. Os israelitas sempre faziam coisas que provocavam a ira do Senhor. Quase a nação inteira estava envolvida na idolatria nos dias de Jeremias, aliás, em seus dias a nação estava às bordas do cativeiro. Astarote era uma deusa Assíria e Babilônica exageradamente adorada pelas mulheres especialmente porque se acreditava que era a deusa da fertilidade e como produzir filhos homens para garantir a segurança da nação e ir às guerras de conquistas era interessante, o fator ter filhos era muito desejado pelas mulheres e assim se tornou popular também entre os israelitas e Jeremias chega a citar o costume das mulheres de preparar bolos e outras ofertas chamadas de libações (água, vinho, azeite ou sangue) para oferecer à rainha dos céus com consentimento de seus maridos (Jer.44:17 – 20).

Foi a desobediência do povo escolhido que sempre trouxe reprovação de Deus. A mistura de paganismo com o culto designado pelo Deus dos céus sempre trouxe consequências desastrosas para o povo que deveria ser a cabeça e nunca a cauda (Deut. 28:13).

Havia, da parte de Deus uma ordem clara, proferida pela boca de Jeremias: “Ora, não façais essa coisa abominável que odeio” (Jer.44:4). “Uma religião legal nunca poderá conduzir almas a Cristo; pois é destituída de amor e de Cristo. Jejuar ou orar quando imbuídos de um espírito de justificação própria, é uma abominação aos olhos de Deus. A solene assembleia para o culto, a rotina das cerimônias religiosas, a humilhação externa, o sacrifício imposto, mostram que o que pratica essas coisas se considera justo, e com títulos ao Céu, mas tudo é engano. Nossas próprias obras jamais poderão comprar a salvação” (Ciência do Bom Viver, p.280).

Seria o caso de estarmos fazendo alguma coisa abominável que o Senhor odeia? Se sim, que tal parar e reconfirmar nossa dedicação a Deus e renovar nossos votos de fidelidade manifestando irrestrita obediência às suas ordens expressas?

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