Meditação diária de 31/08/2019 por Flávio Reti – Dilma Vana Roussef
31/08/2019
Indicação de literatura: “Música na Igreja”
01/09/2019

Meditação diária de 01/09/2019 por Flávio Reti – Luiz Waldvogel

01 de setembro

Salmos 101:6  “Os meus olhos estão sobre os fiéis da terra para que habitem comigo; o que anda no caminho perfeito, esse me servirá”

Luiz Waldvogel

Para o dia de hoje praticamente transcrevi parte da biografia do Tio Luiz. Pastor, escritor, tradutor, redator da Casa Publicadora Brasileira (CPB). Nasceu no dia 27 de outubro de 1897, em Santa Cruz da Conceição, SP. Era filho de uma brasileira descendente de alemães e João Conrado Waldvogel (suíço). Era calmo e tranquilo e, embora morasse em uma cidade onde os professores apareciam uma vez por mês, concluiu o curso primário de forma honrosa na escola pública de Vila Natal. Aproximadamente aos sete anos de idade, uma parente da família começou a enviar do Rio Grande do Sul cartas e revistas (O Arauto da Verdade), publicadas pela Igreja Adventista do Sétimo Dia. Nessa mesma época, foi enviado a Santa Cruz da Conceição o pastor Frederico Spies, que iniciou estudos bíblicos suplementares com a família. Sua mãe e irmãs se converteram, seu pai, porém, não aceitou a doutrina adventista. Aos 12 anos Luiz ajudava o pai no armazém de secos e molhados da família e mesmo não sendo batizado, recusava-se a vender bebidas alcoólicas e a trabalhar aos sábados. Enquanto a mãe o apoiava, o pai o repreendia. Isso causava-lhe revolta e desejo de fugir de casa para ser livre. Porém, continuou fiel ao seu lar até o dia em que seu pai faleceu quando estava com 17 anos de idade. Muito abatido com a morte de seus queridos, decidiu aceitar o convite para estudar no Seminário Adventista, atual Unasp-SP. Partiu de casa rumo a Santo Amaro, no dia 8 de abril de 1916, onde Gustavo Storch o esperava e juntos caminharam até o Seminário. Completou o número de 35 alunos e foi levado para o seu quarto, que fora construído para ser um galinheiro. Meses depois, os alunos foram transferidos para o sótão do edifício. Em meio às suas atividades, manifestou o desejo de ser batizado e no dia 15 de novembro de 1916 ele foi batizado. Desde sua adolescência, admirava muito o trabalho e a liberdade dos colportores e ao final do primeiro ano letivo, resolveu colportar. Um pouco antes do final das férias, foi convidado para trabalhar na Casa Publicadora Brasileira (CPB) e logo retornou à colportagem com o objetivo de voltar para o colégio. Após a formatura, Luiz voltou para a CPB no dia 31 de dezembro de 1922, e ali completou uma trajetória de 42 anos de trabalho. Por sua conduta, honestidade e respeito consideravam-no o “dono” da CPB. Realizou Semanas de Reavivamento e várias palestras sobre seu assunto predileto: amor, noivado e casamento. Através desse trabalho ficou conhecido como Tio Luiz. Após sua aposentadoria, mudou-se juntamente com a esposa para Hortolândia, SP, em 1970. Ali permaneceu até 1980, quando sua esposa faleceu. Posteriormente, mudou-se para Brasília, indo morar com a filha. Escreveu vários livros: Rastos Luminosos; Vencedor em Todas as Batalhas; Cântaro Partido (versos); Matrimônio Feliz; A Fascinante História do Livro; Homens que Fizeram o Brasil; Serões de Tio Silas; O Triunfo Sobre a Dor; Sabiá na Gaiola; Jesus de Nazaré; Memórias de Tio Luiz; Oásis no Deserto (última obra com poesias suas e de sua esposa e cartas e poemas da filha). Por ocasião do nonagésimo aniversário, foi homenageado pela CPB, que hoje possui uma biblioteca com o seu nome e também a Escola Adventista Luiz Waldvogel, em Santo André, SP. Faleceu no dia 11 de agosto de 1990, aos 93 anos de idade.

Que história de vida bonita, digna de imitação e na qual se vê a direção de Deus nos detalhes.

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