Meditação de Pôr do Sol de 26/08/2016 por Maria Amélia Gonçalves Fellao
24/08/2016
Meditação de Pôr do Sol de 02/09/2016 por Lucia Bonazzi
02/09/2016

Comentários da Lição 9 (3º Trim/2016) por Filipe Lima

JESUS MINISTRAVA ÀS NECESSIDADES DAS PESSOAS

 

Introdução – Texto chave: Mateus 9:35

No estudo da semana passada, tocamos na questão sobre o tempo de Deus, quando passamos por algum sofrimento. Quando a vida não vai bem, e precisamos da ajuda de Jesus, às vezes, parece que Ele não ajuda. Assim como aconteceu na história da ressurreição de Lázaro, pode ser que Deus tenha algo muito maior em mente. Nesta semana, veremos algumas histórias sobre o modo como Deus ajuda nos momentos de dificuldade. Por que Deus age de um modo que nem sempre é claro para nós? Vamos mergulhar em nosso estudo bíblico e ver se podemos obter pelo menos alguma clareza!

Bem, a Lição deu um rápido passeio no Antigo Testamento. Da semana 1 até a 4, a Lição nos mostrou que o nosso Salvador já era o nosso Salvador desde o Antigo Testamento. Eu vejo muita importância nisso. Na Lição da semana passada (semana 8), depois da pergunta nº 1, nos foi dada a seguinte notinha: “Ao contrário da noção popular de que o Deus do Antigo Testamento era severo, cruel, implacável e impiedoso, em contraste com Jesus e com a maneira pela qual Ele é representado no Novo Testamento, essas passagens são apenas algumas das muitas do Antigo Testamento que revelam a compaixão de Deus pela humanidade”. Entendo a preocupação da igreja nesse sentido. Nós precisamos ver os atos de salvação também no Antigo Testamento.

 

Interrupções: oportunidades inesperadas para servir – Texto chave: Marcos 5:22-43

Jesus foi com ele”.

Impressionante! Sou pai. Eu pediria o mesmo que esse pai pediu a Jesus. Sinto a sua emoção ao ver Jesus chegando à beira da praia. Vejo ele se ajoelhando aos pés do Senhor. E entendo que Jesus estava ansioso pela oportunidade ao ser chamado por um pai que pedia em favor de sua querida filhinha de 12 anos. E com carinho leio as palavras de Marcos: “Jesus foi com ele”.

Bem, a Lição começa com essa história para nos chamar a atenção para o “planejamento”. É preciso saber onde estamos, onde queremos ir, e como chegar lá. Também é preciso identificar o nosso público alvo e as suas necessidades. E, então, mãos à obra! Marcos termina a história contando que, depois de Jesus ter parado para servir a mulher enferma, chegou a notícia de que a menininha havia falecido. E, cumprindo o que estava planejado e combinado, olhando nos olhos do pai, Jesus lhe disse: “Não temas, crê somente”. E ao chegar no quarto da menina, tomando-a pela mão, disse: “Menina, Eu te mando: levanta-te!

Imediatamente, a menina se levantou”.

 

Posso ajuda-lo – Texto chave: João 5:1-9

Trabalho em uma livraria e quando os clientes entram os vendedores (as) se colocam à disposição. Geralmente perguntam: “posso ajudar?” ou “quer que lhe ajude?” (entre outros).

São perguntas bem óbvias, parece que nem necessitariam ser feitas. Mas abrem uma conversa, um diálogo, quebram o gelo social, criam início a um vínculo. Quando já somos conhecidos de quem vai nos atender, o início da conversa é diferente. Geralmente a pessoa que nos irá atender nos saudará pelo nome. Bons vendedores são especialistas em decorar nomes. Fico bem feliz em uma loja que o vendedor me chame pelo nome. Algumas vezes saudavam do outro lado da rua, sempre pelo nome.

Pois foi isso que JESUS queria quando dialogava com pessoas que tinham necessidades. Percebam bem, os dois casos que a lição nos oferece para estudar hoje, são de pessoas tímidas, como aquela mulher que estudamos ontem. Bartimeu clamava a JESUS, pedindo que Ele tivesse misericórdia dele. O outro doente há 38 anos, deitado perto do tanque de água, simplesmente nada falou. A Bartimeu JESUS perguntou: “que queres que Eu te faça”, e ao outro: “queres ser curado?”

 

As necessidades mais profundas – Texto chave: João 4:18

Pode ser que um pecador não esteja interessado em ouvir sobre Deus. Até porque o peso esmagador de seus pecados embota todas as vias de acesso para a mensagem da salvação. E o que fazer? Lançar a semente e ficar por isso? Nosso papel é apenas lançar a semente? Bem, a Lição está nos ensinando o jeitinho mineiro de tratar as coisas: comer pelas beiradas. Aproximação. Silêncio, se for o caso. Palavras bondosas, quando possível. Amizade. Carinho. Compaixão. Ministrar as necessidades mais urgentes, as mais básicas. Até que, desembotadas as vias de acesso, plantar a semente do evangelho no terreno preparado para a frutificação e colheita.

Ou seja, para que a pessoa entenda que Jesus Cristo deseja e é capaz de suprir a maior e a mais profunda de todas as suas necessidades: perdão – restauração – liberdade – paz.

“Ninguém caiu tão fundo, ninguém é tão vil, que não possa encontrar libertação em Cristo. Nenhum grito de uma pessoa em necessidade, embora deixe de ser expresso em palavras, ficará desatendido. Os que consentirem em entrar com o Deus do Céu num concerto, não serão deixados entregues ao poder de Satanás, ou às fraquezas de sua própria natureza. São convidados pelo Salvador: ‘Que se apodere da Minha força, e faça paz comigo; sim, que faça paz comigo’” (O Desejado de Todas as Nações, capítulo 26 – Em Cafarnaum).

“As circunstâncias podem separar amigos; as ondas desassossegadas do vasto mar podem rolar entre nós e eles. Mas nenhuma circunstância, distância alguma nos pode separar do Salvador. Estejamos onde estivermos, Ele Se acha à nossa mão direita para sustentar, manter, proteger e animar. Maior que o amor de uma mãe por seu filho, é o de Cristo por seus remidos. É nosso privilégio descansar em Seu amor; dizer: ‘Nele confiarei; pois deu a Sua vida por mim’” (A Ciência do Bom Viver, pág. 72).

 

Dorcas em Jope – Texto chave: Atos 9:36

“Havia em Jope uma discípula por nome Tabita, que traduzido quer dizer Dorcas, a qual estava cheia de boas obras e esmolas que fazia. Ora, aconteceu naqueles dias que ela, adoecendo, morreu; e, tendo-a lavado, a colocaram no cenáculo. Como Lida era perto de Jope, ouvindo os discípulos que Pedro estava ali, enviaram-lhe dois homens, rogando-lhe: não te demores em vir ter conosco. Pedro levantou-se e foi com eles; quando chegou, levaram-no ao cenáculo; e todas as viúvas o cercaram, chorando e mostrando-lhe as túnicas e vestidos que Dorcas fizera enquanto estava com elas. Mas Pedro, tendo feito sair a todos, pôs-se de joelhos e orou; e voltando-se para o corpo, disse: Tabita, levanta-te. Ela abriu os olhos e, vendo a Pedro, sentou-se. Ele, dando-lhe a mão, levantou-a e, chamando os santos e as viúvas, apresentou-a viva. Tornou-se isto notório por toda a Jope, e muitos creram no Senhor. Pedro ficou muitos dias em Jope, em casa de um curtidor chamado Simão” (Atos 9:36-43).

Em Atos 9:36-42, temos a exemplar história de uma mulher e sua igreja. E diz a Bíblia que quando Dorcas morreu, a igreja sentiu a sua falta. Tal qual Jesus, ela entendia o que era “servir”, “ministrar”. E fazia isso com grande alegria, como se ao Senhor estivesse fazendo.

Amar como Cristo amou significa manifestar abnegação em todos os tempos e em todos os lugares, por meio de bondosas palavras e olhares de agrado. … O amor genuíno é precioso atributo de origem celeste, que aumenta sua fragrância na proporção em que é dispensado aos outros.

O amor de Cristo é profundo e fervoroso, fluindo como irreprimível corrente para todos quantos o aceitam. Não há egoísmo em Seu amor. Caso este amor nascido do Céu seja um princípio permanente no coração, dar-se-á a conhecer, não somente aos que mais amamos em sagrada relação, mas a todos com quem nos pusermos em contato. Ele nos levará a dispensar pequenas atenções, a fazer concessões, a praticar atos bondosos, falar palavras brandas, verdadeiras e animadoras. Inspirar-nos-á simpatia para com aqueles cujo coração anseia benévola compreensão” (Filhos e Filhas de Deus, pág. 101 – Meditação Matinal de 04/04/1956).

A igreja em ação – Texto chave: Lucas 14:25-35

A sugestão do autor da lição é que se desenvolva um Plano Estratégico para a igreja. Isso é uma novidade em nosso meio, muito embora, no âmbito empresarial, seja rotina. Faltam pessoas capazes de orientar em como se elabora um Plano Estratégico, e mais especificamente, como fazê-lo para uma igreja, que é diferente de um plano desses para uma empresa. Planos Estratégicos tem sido os instrumentos de gestão em empresas vencedoras. É de destacar que, em alguns poucos casos, empresas ou outras organizações obtiveram êxito pela gestão de algum visionário, mas esses casos são raros. O mais comum é que equipes se organizem e elaborem um Plano Estratégico. Um Plano Estratégico viabiliza a ação em equipes e organiza o pensamento na organização, ou seja, o que ali é importante. Aqui anexamos um pequeno esboço, apenas para ilustração. Não é um modelo completo, apenas exemplifica o que pode ser feito. A ordem das etapas pode ser diferente.

“Tudo quanto o Céu contém está à espera para ser utilizado pela alma que trabalha com Cristo. Quando os membros de nossa igreja iniciarem individualmente o trabalho que lhes é indicado, serão circundados por uma atmosfera totalmente diversa. Suas atividades serão acompanhadas de bênção e poder. Experimentarão mais elevado cultivo de espírito e coração. O egoísmo que lhes atava a alma será vencido. Sua fé será um princípio vivo. Serão mais fervorosas as orações. A vivificante e santificadora influência do Espírito Santo será derramada sobre eles, e estarão mais perto do reino de Deus.

Os que avaliam a miséria do pecado, e a divina compaixão de Cristo em Seu infinito sacrifício pelo homem caído, terão comunhão com Cristo. Seu coração estará cheio de benignidade; a expressão da fisionomia e o tom da voz manifestarão simpatia, seus esforços se caracterizarão por sincera solicitude, amor e energia, e, ajudados por Deus, serão uma força para ganhar almas para Cristo” (Testemunhos Para a Igreja, vol. 6, págs. 267 e 268).

 

Comentário de Ellen G. White

“A menos que bebamos da água que Cristo dá, não poderemos melhorar nossa própria condição ou a dos que nos rodeiam. Unicamente sendo providos com a graça que Jesus Cristo pode dar-nos e anseia nos conceder, serão supridas as necessidades das pessoas prestes a perecer” (Este Dia com DEUS, MM 1980, 299).
Filipe Lima
Diretor de Publicações da Igreja do IASP

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