Meditação diária de 31/05/2019 por Flávio Reti – Elizabeth Gladys Millvina Dean
31/05/2019
Meditação de Pôr do Sol 31/05/2019 por Wellyngton Bassi
31/05/2019

Comentários da Lição 9 (2o Trim/2019) por Classe ECC

Comentário da Lição da Escola Sabatina – 2º Trimestre de 2019

Lição nº 9 – Perdas

“Sim, deveras considero tudo como perda, por causa da sublimidade do conhecimento de Cristo Jesus, meu Senhor; por amor do qual perdi todas as coisas e as considero como refugo, para ganhar a Cristo” (Filipenses 3:8).

Depois de passar por várias estações da vida, a lição dessa semana estaciona em algo doloroso, mas de reflexão necessária: as perdas. Que já não passou por elas em algum momento?

Se retornarmos ao Éden, perceberemos que foi a partir da transgressão de Eva e Adão  que começaram as perdas. A perda da inocência, da harmonia, do jardim, do direito de viver para sempre, da primeira vida… E de lá para cá, contabilizamos perdas e ganhos consecutivamente. Enquanto Cristo não retorna, o maior desafio a ser enfrentado será a morte dos entes queridos e, finalmente a própria morte. “Deus plantou a eternidade no coração do homem” (Eclesiastes 3:11), por isso é tão difícil aceitar o término da existência.

Quando se trata da perda de um ente querido, é bom que saibamos que há fases naturais no processo de recuperação e que precisam ser respeitadas. Felizmente, há grande consolo em saber de que a pessoa que morreu no Senhor não se foi para sempre, e que a próxima coisa que presenciará será a transformação para a imortalidade, na volta de Jesus (I Coríntios 15:52).

Também nos conforta o coração saber que está chegando o momento em que Deus enxugará dos nossos olhos toda lágrima (Apocalipse 21:4). Quando se trata de nós, cabe uma sincera reflexão sobre nosso preparo para a eternidade. É um sonho “aparentemente possível” a muitos da nossa geração ver Jesus sem passar pela morte, mas, caso isso não ocorra, precisamos estar preparados, vivendo diariamente com Deus.

Também é necessário que nos lembremos que Jesus veio a este mundo morrer em nosso lugar para garantir, aos que desejarem, que a morte e sofrimento não sejam para sempre. Pensar no sacrifício de Cristo por nós, nos transforma. Ellen White recomenda que “far-nos-ia bem passar diariamente uma hora a refletir sobre a vida de Jesus. Deveremos tomá-la ponto por ponto, e deixar que a imaginação se apodere de cada cena, especialmente as finais” (O Desejado de Todas as Nações, pág. 83). Jesus passou pelas piores perdas possíveis ao ser humano e compreende profundamente a nossa dor.

A perda da saúde também é outro desafio. Quão difícil é para nós lidar com isso na família. Ter que aceitar a realidade da degradação natural do corpo, num mundo com mais de 6 mil anos de pecado, infelizmente é parte integrante da vida deste lado da eternidade. É verdade que a doença impacta desde os mais jovens até os idosos e o apoio emocional da família faz toda a diferença para superar estes obstáculos.

A perda da confiança é outro processo doloroso, especialmente na família. Aliás, alguém disse certa vez que o lar é um lugar de especialistas em reconstruir o relacionamento, a confiança. A perda de confiança pode acontecer de diversas formas e a mais acentuada é a traição. Há diversas outras situações tais como o abuso familiar quer seja físico, verbal, emocional, sexual ou mesmo a negligência que merecem a nossa atenção.

A verdade é que quando ocorre a perda da confiança, levará tempo para a restauração. Deus é o maior interessado na restauração do seu lar. Especialistas em aconselhamento indicam que na maioria dos casos há possibilidade de restauração. Porém, a “vítima” não é obrigada a viver num ambiente em que não há essa restauração da perda da confiança com confissão e transparência por parte do agressor, independente do perdão oferecido por parte do ofendido.

Pâmela Consuegra, co-autora da lição argumenta que perdão não é um sentimento, mas  uma escolha a ser feita. Falhar em perdoar dói mais em você que na outra pessoa. Independente das circunstâncias, a proposta do perdão é restauradora, especialmente para a pessoa ofendida.

A lição dessa semana discutiu também a impensável situação do lar ser um dos ambientes mais violentos da sociedade. A possiblidade de perda da integridade física de um membro da família é algo assustador, ainda mais acontecendo em nome da educação e em lares ditos cristãos. A própria pedofilia é outro ato desumano.

Enquanto cristãos, precisamos combater veementemente esses atos, impedir que sejam realidade em nosso contexto e ficar atentos às possibilidades de existirem vítimas necessitando de nosso apoio. A boa notícia é que há perdão para o pior dos pecadores que vai a Jesus em busca de auxílio. Mas é necessário informar que, infelizmente, muitos desses casos criminosos de violência, estatisticamente tendem a se repetir se nada for feito a respeito.

Outra perda, a perda da liberdade, também acontece pelos vícios. Conhecemos muito bem alguns deles, mas é importante ressaltar que tem havido muita gente refém de vícios ocultos, menos palpáveis como a pornografia, sexo e jogos de azar. Pedro afirma que o homem é escravo daquilo que o domina (2 Pedro 2:9).

Que Deus nos ajude a eliminar o pecado antes que se torne um vício e, caso isso já tenha ocorrido, clamar pelas misericórdias de Deus por um novo coração e lembrar-se que ele é fiel e justo para nos perdoar todos os pecados e nos livrar de qualquer injustiça, se confessarmos o nosso pecado a Deus (I João 1:9).

Que a bênção dos céus repouse em nossa vida e nos habilite a lidar com as perdas, enquanto almejamos muito em breve adentrar os portais da cidade eterna – a única e definitiva garantia de que todas estas coisas terão ficado para trás.

 

Comentário escrito por Edilei Rodrigues de Lames, Professor da Classe do ECC.

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