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Segundo a edição da World Christian Encyclopedia (2001) existem 33.830 denominações cristãs. Não estamos falando de pessoas que acreditam em outros deuses, ou adoram a qualquer coisa… estamos falando de cristãos. Pessoas que usam a mesma bíblia que eu e você. De certo que o texto bíblico é um pouco complexo, contendo trechos de história e de profecias, poemas e dados de senso, orientações e mandamentos. Tudo isso precisa ser estudado unindo conhecimentos históricos, culturais, linguísticos para que haja uma boa interpretação do texto original.

Ter diversas interpretações possíveis para um mesmo texto é possível, quando não temos a humildade de colocar as nossas vontades de lado para filtrar do texto aquilo que ele realmente quer dizer. Conheço pessoas que vasculham textos e até traduções da bíblia para achar um que justifique seus atos e pensamentos, mesmo quando já encontraram tantos outros afirmando o contrário.

Esse tipo de comportamento afasta as pessoas umas das outras por não concordarem com mutuamente com suas conclusões. Com isso grupos se formam e, convictos de suas verdades, algumas pessoas se afastam das verdades bíblicas e arrastam tantas outras com elas.

Em 1888 a igreja adventista enfrentou uma situação semelhante, onde alguns textos bíblicos despertaram intrigas pessoais entre membros que discordavam de sua interpretação. Ellen White ao comentar o ocorrido disse que não devemos esperar que todas as pessoas compreendam e concordem com a interpretação de todos os textos bíblicos, e quando isso ocorrer o respeito deve superar a discórdia, mas precisamos concordar quando se trata de crenças fundamentais adventistas.

Então fica a pergunta: O que são… ou quais são as crenças fundamentais Adventistas? A lição destaca as seguintes:

  • Salvação em Jesus
  • Ministério de Jesus no santuário celestial
  • Segunda vinda de Jesus
  • Sábado
  • Morte e ressurreição

Salvação em Jesus (leia Romanos 3:22-25)

Esse texto, como tantos outros, deixa claro que estamos vivendo numa condição estranha. Na verdade, nós nascemos e vivemos em pecado, e se não nos atentarmos, acabaremos pensando que esse é o padrão. Mas quando lemos que “estamos destituídos da glória de Deus”, somos levados a perceber que falta alguma coisa, e é natural que passemos a buscar. O problema é que como seres humanos, nunca alcançaremos. Para o alívio dessa ansiedade o texto esclarece: Somos justificados gratuitamente, pela redenção que há em Cristo Jesus.

Não é pelas minhas boas obras que sou salvo, mas por me apoderar da salvação que Jesus me deu de graça…de graça para mim, pois para Jesus teve um preço, um alto preço. A redenção foi custeada mediante uma vida de tormentos, porém imaculada e uma morte cruel e dolorosa.

Ministério de Jesus no santuário celestial (leia Hebreus 8 e 9, especialmente o cap9)

Entender o papel de Cristo após a sua morte e ressureição é de suma importância para a compreensão do plano da salvação. Após a sua morte, Deus o Pai analisou o sacrifício, e aceitou-o. Com isso Jesus assume o papel de Sumo Sacerdote, não na Terra, mas no santuário celestial. Tínhamos um santuário aqui, inspirado completamente no celestial, apenas para compreendermos o que acontece no céu.

Jesus está ali, perante Deus o Pai, nos defendendo perante O Santo. Oferecendo pelos pecadores, o preço pago na cruz. Mas isso não será perpétuo. Como acontecia no tabernáculo em Israel, onde uma vez ao ano uma cerimônia simbolizava a limpeza do santuário, no céu também ocorrerá, de uma vez por todas, a limpeza de todos os pecados de todos os tempos. Quando isso ocorrer, veremos cumprida a promessa da volta de Jesus e extermínio da maldade para sempre.

Segunda vinda de Jesus (leia João 14:1-3)

Após ler de forma enfática que a promessa de Jesus é voltar. Quase não há o que comentar. Apenas me questiono porque pessoas tentam interpretar de formas tão diversas essas palavras tão claras. Precisamos estar unidos nessa crença. Saber que realmente Jesus voltará física e visivelmente a essa Terra, a fim de resgatar os seus santos. Não de forma secreta, nem logo após a morte de cada pessoa, mas o céu e a eternidade tem data para começar e isso se dará após um único evento: a volta de Jesus.

Sábado (lei Êxodo 20:8-11 e Apocalipse 14:12)

Os santos a serem resgatados no dia da volta de Jesus têm duas características básicas: guardam todos os mandamentos de Deus e têm o testemunho de Jesus. Isso distingue dentre as mais de 33.000 denominações cristãs uma em especial que detém em seus estatutos e credos essas duas condições. Mas embora saibamos que o sábado é um símbolo diferencial, também precisamos saber que não basta ser Adventista ou estar batizado para ser resgatado naquele dia. O povo de Deus não está encerrado em livros da igreja.

Morte e ressureição (leia I Coríntios 15:51-54 e I Tessalonicenses 4:13-18)

A última crença que deve ser ponto de união, destacada na lição dessa semana, tem a ver justamente com “QUANDO” essas promessas se tornarão realidade. Muitas crenças errôneas adiantam o cumprimento da promessa como se isso aplacasse a ira da saudade dos que já descansam, ou como se precisássemos de outro auxílio que pudesse superar o de Jesus e dos Seus anjos. Na verdade a bíblia é clara em dizer para não sermos ignorantes quanto a esses assuntos e que consolemos nosso coração e aos nossos queridos quanto a esse assunto. A promessa é dada imediatamente àqueles que aceitam a Jesus, porém o seu cumprimento será no futuro, no glorioso dia de Seu retorno. Até lá devemos manter a fé em união, e Ele é fiel e justo para cumprir o que prometeu, mesmo que pareça demorar.

Considerações finais

Como Adventistas, não podemos ter dúvidas ou restrições quanto a essas crenças tão claras. A bíblia entre tantos outros textos além destes apresentados não deixa margem para interpretações variadas a respeito desses temas. Portanto ao discutir, precisamos ter o discernimento do Espírito Santo para evitar desavenças, porém precisamos ser firmes como é a rocha aonde alicerçamos o nosso conhecimento. Mensagens falsas podem nos desviar do caminho do céu, mas intrigas por buscar a verdade também não é o caminho indicado. Junto com toda a verdade precisa vir o amor.

Quando tudo isso acabar, e estivermos no céu, então teremos clareza de pensamento para esclarecer de uma vez as verdades que hoje ainda não entendemos completamente e aprenderemos aos pés dAquele de quem não ousaremos duvidar.

Comentários de Márcio Metz

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