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10/08/2016
Meditação de Pôr do Sol de 19/08/2016 por Marcos Carlos Silva
18/08/2016

Comentários da Lição 8 (3º Trim/2016) por Filipe Lima


JESUS MANIFESTAVA COMPAIXÃO PELAS PESSOAS

Introdução – Texto chave: Mateus 9:35 e 36

Se Jesus vivesse hoje na minha ou na sua cidade, Ele estaria cercado por pessoas, assim como nós: em grandes multidões, sozinhas, em casas, carros e escritórios, em favelas, em prisões, em hospitais. É incrível ver como Jesus lidou com todos os tipos de personalidades de maneira inteligente, sensível e respeitosa, mostrando amor e aceitação. Ao fazermos uma avaliação do retrato do Salvador, como a lição vem propondo, isso fica muito claro. Analisando a forma com que Ele tratou pecadores, mulheres, líderes religiosos, os pobres, entre outros, conseguimos atentar-nos ao tamanho da compaixão que tinha e ainda tem hoje por nós e por nossos semelhantes.

“Com graça no coração devem os crentes fazer as obras de Cristo, colocando-se, alma, corpo e espírito, ao Seu lado, como Sua mão humana, para distribuir o Seu amor com os que estão fora do aprisco. Os crentes devem associar-se uns com os outros em companheirismo cristão, considerando-se uns aos outros como irmãos e irmãs no Senhor. Devem amar-se uns aos outros como Cristo os amou. Devem ser luzes para Deus, brilhando na igreja e no mundo, recebendo graça por graça, ao distribuírem a outros” (Medicina e Salvação, págs. 315 e 316).

A palavra chave para a Lição desta semana é “compaixão”.

“E percorria Jesus todas as cidades e povoados, ensinando nas sinagogas, pregando o evangelho do reino e curando toda sorte de doenças e enfermidades. Vendo Ele as multidões, compadeceu-Se delas, porque estavam aflitas e exaustas como ovelhas que não têm pastor” (Mateus 9:35 e 36).

Ouvindo os gemidos – Texto chave: Salmos 147:3

A lição de hoje é bastante especial e esclarece um ponto que algumas pessoas encontram dificuldades: encontrar a compaixão divina para com o povo inclusive no antigo testamento. Nós vemos a justiça de Deus se destacando bastante nessa parte da Bíblia, mas a verdade é que possuímos inúmeras passagens bíblicas que demonstram compaixão por parte dos céus, uma delas está em Juízes 2:16-18 onde claramente lemos que Deus teve compaixão de Seu povo e em Êxodo 2:23-25 notamos que antes da providência Divina é preciso vir o clamor por nossa parte. Precisamos de relacionamento com o Mestre dos mestres para que Deus possa agir em nossa vida.
Eis uma palavra para “todos”, que prova que Deus ouve os nossos gemidos: “Exponde continuamente ao Senhor vossas necessidades, alegrias, pesares, cuidados e temores. Não O podeis sobrecarregar; não O podeis fatigar. Aquele que conta os cabelos de vossa cabeça, não é indiferente as necessidades de seus filhos. ‘Porque o Senhor é muito misericordioso e piedoso’ (Tiago 5:11). Seu coração amorável se comove ante as nossas tristezas, ante a nossa expressão delas. Levai-Lhe tudo quanto vos causa perplexidade. Coisa alguma é demasiado grande para Ele, pois sustém os mundos e rege o Universo. Nada do que de algum modo se relacione com a nossa paz é tão insignificante que o não observe. Não há em nossa vida nenhum capítulo demasiado obscuro para que o possa ler; perplexidade alguma por demais intrincada para que a possa resolver. Nenhuma calamidade poderá sobrevir ao mais humilde de seus filhos, ansiedade alguma lhe atormentar a alma, nenhuma alegria possuí-lo, nenhuma prece sincera escapar-lhe dos lábios, sem que seja observada por nosso Pai celeste, ou sem que Lhe atraia o imediato interesse. Ele ‘sara os quebrantados de coração e liga-lhes as feridas’ (Salmos 147:3). As relações entre Deus e cada pessoa são tão particulares e íntimas, como se não existisse nenhuma outra por quem Ele houvesse dado Seu bem-amado Filho” (Caminho a Cristo, pág. 100).
Nosso compassivo Salvador – Texto chave: Lucas 7:11-15
Em voz clara, cheia de autoridade, são proferidas as palavras: ‘Jovem, Eu te mando: Levanta-te’. Aquela voz penetra nos ouvidos do morto. O jovem abre os olhos. Jesus o toma pela mão, e o ergue. Seu olhar pousa naquela que lhe chorava ao lado, e mãe e filho unem-se num longo, estreito, jubiloso abraço. A multidão, silenciosa, contempla a cena, como fascinada. ‘E de todos se apoderou o temor’. Mudos e reverentes permaneceram por algum tempo, como em presença do próprio Deus. Depois ‘glorificavam a Deus, dizendo: Um grande profeta se levantou entre nós, e Deus visitou o Seu povo’. A procissão fúnebre volveu a Naim como um cortejo triunfal” (O Desejado de Todas as Nações, capítulo 32 – O Centurião).
Nós poderíamos continuar o belo texto, o qual mostra que, hoje, as mães enlutadas podem ter absoluta certeza de que Jesus “vela ao pé de todo enlutado, à beira de um esquife”. No entanto, para seguir o foco da Lição, precisamos fazer uma aplicação para nós, a igreja de Cristo. O mundo está a perecer. Muitos estão se encaminhando para a segunda morte, a morte eterna. E nós, representantes de Cristo, temos a palavra que vivifica. Nós temos a graça do Salvador para libertá-los. Nós recebemos os benefícios de sua compaixão. Nós representamos a Sua compaixão.
“Oh, não deixeis escapar nenhuma palavra que vá causar dor mais profunda ainda! À alma cansada de uma vida de pecado, mas não sabendo onde encontrar alívio, apresentai o compassivo Salvador. Tomai-a pela mão, erguei-a, dirigi-lhe palavras de animação e segurança. Ajudai-a a segurar a mão do Salvador” (Mente, caráter e Personalidade, vol. 2, pág. 514).

Colocando-se no lugar das pessoas – Texto chave: Colossenses 3:12

A Lição nos apresenta alguns versículos bíblicos. Eles nos chamam para a responsabilidade de nos colocarmos no lugar dos necessitados. Em outras palavras, devemos calçar os sapatos de quem padece alguma necessidade.
“Revesti-vos, pois, como eleitos de Deus, santos e amados, de ternos afetos de misericórdia, de bondade, de humildade, de mansidão, de longanimidade” (Colossenses 3:12).
“Finalmente, sede todos de igual ânimo, compadecidos, fraternalmente amigos, misericordiosos” (1Pedro 3:8).
“Ora, aquele que possuir recursos deste mundo, e vir a seu irmão padecer necessidade, e fechar-lhe o seu coração, como pode permanecer nele o amor de Deus?” (1João 3:17).
“Se um irmão ou uma irmã estiverem carecidos de roupa e necessitados do alimento cotidiano, e qualquer dentre vós lhes disser: Ide em paz, aquecei-vos e fartai-vos, sem, contudo, lhes dar o necessário para o corpo, qual é o proveito disso?” (Tiago 2:15 e 16).
“A religião pura e sem mácula, para com o nosso Deus e Pai, é esta: visitar os órfãos e as viúvas nas suas tribulações e a si mesmo guardar-se incontaminado do mundo” (Tiago 1:27).
Precisamos voltar ao pai, todos os dias. Ele nos perdoa, mesmo o pior dos pecados. Esse pai representa DEUS, que quer que voltemos. Ele quer nos restaurar e nos dar de volta tudo o que perdemos por causa do pecado.

Jesus chorou – Texto chave: João 11:35

Sua mente estava sempre carregada com as consequências do pecado. A raça humana, Suas criaturas, estava sofrendo. Era o mesmo que algum de nossos filhos estar em grande sofrimento, em algum momento, e sempre um deles estar sofrendo. Há muitíssimos casos de pais que veem seus filhos sofrerem por causa de decisões erradas. Esses pais tentaram evitar tragédias e sofrimentos, mas as decisões de seus filhos foram diferentes. Vi há algum tempo um pai que foi chamado à delegacia de polícia, e a reportagem flagrou o momento do encontro do pai com seu filho preso na delegacia. Os dois choraram abundantemente, e a certa altura, o pai disse: “filho, por que você não seguiu os conselhos meus e de tua mãe?” O filho não teve nada a dizer. Quanta tristeza nessa cena.
Em “O Desejado de Todas as Nações”, está escrito assim: “Não foi, porém, simplesmente pela simpatia humana para com Maria e Marta, que Jesus chorou. Havia em Suas lágrimas uma dor tão acima da simples mágoa humana, como o Céu se acha acima da Terra. Cristo não chorou por Lázaro; pois estava para o chamar do sepulcro. Chorou porque muitos dos que ora pranteavam a Lázaro haviam de em breve tramar a morte dAquele que era a ressurreição e a vida. Quão incapazes se achavam, no entanto, os incrédulos judeus de interpretar devidamente Suas lágrimas!” (Capítulo 58 – “Lázaro, sai para fora”).
Bem, como a Lição nos sugere nos limitarmos ao fato de que Jesus chorou pela morte de Lázaro, tiremos alguma lição para nós. Vamos nos fazer algumas perguntas: E nós, como indivíduos e como igreja organizada? Estamos chorando com os enlutados? Estamos atentos a tristeza das pessoas? Cuidamos das viúvas e dos órfãos?
Outro tipo de consolador – Texto chave: João 16:8

No momento de uma situação difícil, a palavra poderosa é “credibilidade”. Ser amigo (a) da pessoa conta muito. Ter experiência também. Por sua vez, quem não tem essa credibilidade ou experiência, pode fazer o quê? Pode, ou deve ir lá, e simplesmente ficar presente, ouvindo e apoiando no que for preciso. Em casos de falecimento, por exemplo, simplesmente estar presente faz grande benefício. Abraçar a pessoa, suprir com água ou chá, é forte apoio. Isso é fácil fazer.

Ia ser dado [o Espírito] como agente de regeneração, sem o qual o sacrifício de Cristo de nenhum proveito teria sido. O poder do mal se estivera fortalecendo por séculos, e alarmante era a submissão dos homens a esse cativeiro satânico. Ao pecado só se poderia resistir e vencer por meio da poderosa operação da terceira pessoa da Trindade, a qual viria, não com energia modificada, mas na plenitude do divino poder. É o Espírito que torna eficaz o que foi realizado pelo Redentor do mundo. É por meio do Espírito que o coração é purificado. Por Ele torna-se o crente participante da natureza divina. Cristo deu Seu Espírito como um poder divino para vencer toda tendência hereditária e cultivada para o mal, e gravar Seu próprio caráter em Sua igreja.
Enquanto nos entregamos como instrumentos para a operação do Espírito Santo, a graça de Deus opera em nós para que reneguemos velhas e fortes tendências formando novos hábitos.
Comentário de Ellen G. White

“Deus fez Sua avaliação do homem ao dar Jesus para uma vida de humilhação, pobreza e abnegação, para desprezo, rejeição e morte, a fim de que o homem, Sua ovelha perdida, pudesse ser salvo. É notável, portanto, que todo o Céu esteja interessado no resgate do homem? É um fato maravilhoso que dez mil vezes dez mil, e milhares e milhares de anjos se ocupem em subir e descer pela escada mística para ajudar os que hão de herdar a salvação? Os anjos não vêm à Terra para denunciar e destruir, para governar e para exigir homenagem, mas são mensageiros de misericórdia para cooperar com o Capitão do exército do Senhor, para cooperar com os instrumentos humanos que sairão para buscar e salvar as ovelhas perdidas. Anjos são enviados para acampar-se ao redor dos que temem e amam a Deus” (Exaltai-O, MM 1992, 208).

Filipe Lima
Diretora do Depto. de Publicações da Igreja do IASP

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