Programação de Sábado – 23/05 Ao vivo
22/05/2020
Meditação diária de 23/05/2020 por Flávio Reti – Ferro de ferrar
23/05/2020

Comentários da Lição 8 (2o Trim/2020)

Lição 8 – A criação: Gênesis como fundamento (parte 1)

 1.Abertura 16 a 22 de maio

Verso para memorizarNo princípio era o Verbo, e o Verbo estava com Deus, e o Verbo era Deus. Ele estava no princípio com Deus. Todas as coisas foram feitas por intermédio Dele, e, sem Ele, nada do que foi feito se fez. A vida estava Nele e a vida era a luz dos homens” (Jo 1:1-4).

Reflexão

Os primeiros capítulos do livro de Gênesis são fundamentais para o restante das Escrituras. Os principais ensinamentos ou doutrinas da Bíblia têm sua fonte nesses capítulos. Neles, encontramos a natureza da Divindade trabalhando em harmonia como Pai, Filho (Jo 1:1-3; Hb 1:1, 2) e Espírito Santo (Gn 1:2) para criar o mundo e tudo o que nele há, culminando na humanidade (Gênesis 1:26-28).

Comentário

Se a revelação de Cristo para nós, Sua Palavra, a Bíblia, deve ser o fundamento de nossa vida, em que se fundamenta toda a Escritura? A resposta está em Gênesis, o primeiro livro da Bíblia, no qual os principais ensinamentos ou doutrinas têm sua fonte.

Ali encontramos o ensino fundamental da criação e de Deus, o Criador.

2-No princípio…

Verso: No princípio, criou Deus os céus e a terra (Gênesis 1.1).

Comentário

Bíblia inicia com as palavras mais sublimes e profundas, palavras simples, mas que ao mesmo tempo contêm uma profundidade incomensurável quando estudadas cuidadosamente. Na verdade, as perguntas mais importantes da filosofia a respeito de quem somos, por que estamos aqui e como chegamos aqui são respondidas na primeira frase da Bíblia.

Aplicação

Os grandes filósofos ponderam sobre as grandes questões existencialista (quem sou? De onde vim? Para onde vou?)  há milênios. Essas questões estão no centro da narrativa da criação e, de fato, são respondidas nos dois primeiros capítulos de Gênesis. Ao longo da história, esses capítulos ofereceram à humanidade dignidade, significado e propósito, e inspiraram as maiores mentes a explorar o mundo ao redor e descobrir as maravilhas da criação de Deus.

3-Os dias da criação

Verso: E disse Deus: Haja luz; e houve luz.

E viu Deus que era boa a luz; e fez Deus separação entre a luz e as trevas.

E Deus chamou à luz Dia; e às trevas chamou Noite. E foi a tarde e a manhã, o dia primeiro (Gêneses1:3-5).

Comentário

Nos últimos anos tem havido uma tendência de se entender a semana da criação como não literal, como uma metáfora, uma parábola ou até mesmo um mito. Isso surgiu como resultado da teoria da evolução, que supõe longos períodos para explicar o desenvolvimento da vida na Terra.

A palavra hebraica yôm, ou “dia”, é usada constantemente em toda a narrativa da criação para designar um dia literal. Em Gênesis, nada indica que algo diferente de um dia literal tenha sido pretendido. Alguns estudiosos que não creem que os dias foram literais admitem, no entanto, que a intenção do autor era retratar dias literais.

Aplicação

Aqueles que usam a ciência histórica (como é proposto por pessoas que resistem a revelação escrita de Deus) para interpretar a Bíblia e para nos ensinar coisas acerca de Deus, correm o risco de inverter a ordem das coisas. Porque somos criaturas falíveis e pecadoras, precisamos da Palavra escrita de Deus, iluminada pelo Espírito Santo, para entendermos adequadamente a história natural.

Se estamos preparados para deixar a palavra inspirada falar  de acordo com o contexto e definições normais, sem estarmos influenciados por ideias exteriores, então a palavra para ‘dia’ vista em Génesis 1 – que é qualificada por um número, a frase ‘tarde e manhã’ e para o Dia 1, as palavras ‘luz e trevas’ –  significa um dia comum (cerca de 24 horas).

4-O sábado e a criação

Verso: Assim, pois, foram acabados os céus e a terra e todo o seu exército. E, havendo Deus terminado no dia sétimo a sua obra, que fizera, descansou nesse dia de toda a sua obra que tinha feito. E abençoou Deus o dia sétimo e o santificou; porque nele descansou de toda a obra que, como Criador, fizera (Genes 2:1-3).

Comentário

Hoje em dia, o sábado está sob forte ataque na sociedade secular e nas comunidades religiosas. Por exemplo, empresas multinacionais têm tentado mudar o calendário em muitos países europeus, designando a segunda-feira como o primeiro dia da semana e o domingo como sétimo dia. Além disso, a recente encíclica papal sobre mudança climática, na qual o sábado é chamado de “sábado judaico”, exorta o mundo a observar um dia de descanso para reduzir o aquecimento global. Em tempos de pandemia alguns municípios no Brasil já têm pensado em fechar todo o comercio aos domingo para forçar um lookdown. Em alguns países asiáticos, a semana de trabalho é de seis dias – de segunda a sábado – enquanto em alguns países muçulmanos, em deferência à sexta-feira como dia de santa adoração, a semana de trabalho -também de seis dias – vai de sábado a quinta-feira.

Aplicação

O sábado não foi feito apenas para o povo hebreu, mas para toda a humanidade. Ele foi disposto em função do relacionamento entre os corpos celestes que governam os anos, meses, dias e estações do ano. O sábado está alicerçado na semana da criação de Gênesis, o que estabelece seu lugar e significado na Palavra de Deus.

Na narrativa da criação, os animais são abençoados (Gn 1:22), e Adão e Eva são abençoados (Gn 1:28), mas, entre os seis dias da semana, apenas o sétimo dia foi abençoado. Deus “o santificou” (Gn 2:3). Isso implica que Ele o separou como dia santo designado para a comunhão com Sua criação. Como Criador, essa era uma prerrogativa Dele, não nossa. Nenhum outro dia da Bíblia recebe essas designações; somente o sábado.

5-Criação e casamento

Verso: Disse mais o Senhor Deus: Não é bom que o homem esteja só; far-lhe-ei uma auxiliadora que lhe seja idônea. E a costela que o Senhor Deus tomara ao homem, transformou-a numa mulher e lha trouxe. E disse o homem: Esta, afinal, é osso dos meus ossos e carne da minha carne; chamar-se-á varoa, porquanto do varão foi tomada.

Por isso, deixa o homem pai e mãe e se une à sua mulher, tornando-se os dois uma só carne (Gênesis 2:18-23-24).

Comentário

A última década testemunhou enormes mudanças na maneira como a sociedade e os governos definem o casamento. Muitas nações aprovaram casamentos entre pessoas do mesmo sexo, derrubando leis anteriores que protegiam a estrutura familiar, cujo centro é um homem e uma mulher. Esse é um acontecimento sem precedentes em muitos aspectos e levanta novas questões sobre a instituição do casamento, a relação entre Igreja e Estado e a santidade do casamento e da família, conforme definida nas Escrituras.

Aplicação

Os seres humanos deveriam viver em comunhão com Deus e entre si. O Senhor planejou que homem e mulher fossem biológica, física e emocionalmente a contrapartida um do outro. Eles foram criados para se complementarem. Eles eram o “encaixe perfeito” um para o outro, de modo que Adão pôde exclamar quando Eva mais tarde foi retirada de Sua costela: “Esta, sim, é osso dos meus ossos e carne da minha carne!” (Gn 2:23, NVI). Assim, Adão a chamou de “mulher”. O casamento requer que o homem deixe pai e mãe e se una à sua mulher, tornando-se os dois uma só carne (Gn 2:24, NVI).

A base da cultura e da civilização na Terra era a unidade de marido e mulher e os filhos que nasceriam desse relacionamento por meio da procriação. É por isso que a Bíblia coloca tanta ênfase na unidade familiar. Essa ênfase também é destacada nos Dez Mandamentos.

Os quatro primeiros mandamentos descrevem o relacionamento da humanidade com Deus, culminando no sábado, que solidifica a obediência e a honra dada ao Criador por meio de um relacionamento especial de semana a semana. Observe que, após o preceito do sábado, a transição para o quinto mandamento se concentra principalmente na família, pois é ali que o caráter divino deve ser transmitido para as gerações futuras: “Honra teu pai e tua mãe, para que se prolonguem os teus dias na terra que o Senhor, teu Deus, te dá” (Êx 20:12).

6A criação, a queda e a cruz

Verso: E tomou o Senhor Deus o homem, e o pôs no jardim do Éden para o lavrar e o guardar. E ordenou o Senhor Deus ao homem, dizendo: De toda a árvore do jardim comerás livremente, mas da árvore do conhecimento do bem e do mal, dela não comerás; porque no dia em que dela comeres, certamente morrerás.

(Gênesis 2:15-17)

Comentário

A tentativa de Satanás de destruir o propósito divino na queda levou à separação entre Deus e a humanidade e depois entre Adão e Eva. A separação de Adão e Eva proporcionou a Satanás uma abertura. Num momento em que estava desprotegida, Eva se aproximou curiosamente da proibida árvore do conhecimento do bem e do mal. Satanás, ao insinuar dúvidas sobre a palavra divina, conseguiu distorcer e interromper o plano do Criador. Os resultados imediatos foram devastadores.

Aplicação

No início, Satanás insinuou a dúvida: “‘Foi isto mesmo que Deus disse […]?’” (Gn 3:1, NVI). Esse questionamento ainda ressoa por meio da teoria da evolução. A Palavra de Deus testifica claramente que Ele falou e os céus e a Terra passaram a existir. As Escrituras declaram que “Todas as coisas foram feitas por intermédio Dele, e, sem Ele, nada do que foi feito se fez” (Jo 1:3).

Cristo veio para resgatar o mundo e Sua criação para Si mesmo e para o Pai. Jesus disse: “Antes que Abraão existisse, EU SOU” (Jo 8:58). Com essas palavras, Ele Se declarou como o autoexistente Deus do Universo

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Elna Pereira Nascimento Cres

Professora do Ensino Superior do Unasp-HT.

 

 

 

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