Meditação diária de 18/02/2017 por Flávio Reti
18/02/2017
Meditação diária de 19/02/2017 por Flávio Reti
19/02/2017

Comentários da Lição 8 (1o Trim/2017) por Ligado na Videira

Há uma “obra” em andamento.  O Espírito Santo está trabalhando em sua vida e através da sua vida. Assim aconteceu com outras pessoas e assim está acontecendo com você. Deus trabalhou para que a salvação chegasse até você, e, através de você, tem trabalhado para que a salvação chegue a outras pessoas. Nessa “obra”, Ele achou por bem o envolvimento da humanidade. Há uma razão para assim ser.

Essa “obra” é completa. Tem a ver com a restauração da imagem e semelhança de Deus na vida de cada um daqueles que serão encontrados na multidão dos remidos.

Até agora, vimos que o Espírito Santo tem agido em favor do “arrependimento” e da “novidade de vida”, a vida “santificada”. Os atos passados são deixados para trás e são produzidos atos que dão honra e glória ao Redentor – ou seja, a pessoa passa a revelar o “fruto” da nova relação, o fruto do Espírito Santo.

Nessa nova semana, veremos que ajudar outras pessoas é mais uma das maneiras de sermos ajudados também. Somos aprimorados quando em atividade em favor de nossos semelhantes. Além de trazer mais um “tijolinho”, nos tornamos um “tijolinho” mais resistente – e assim vai sendo edificada a igreja de Cristo.

Em tempo, é bom lembrar que Deus não chama capacitados, mas capacita os que são chamados. E essa ”capacitação” é chamada de “dom” – os dons do Espírito Santo. Para a minha espiritualidade, e da igreja, são concedidos “dons”.

Já no domingo, a Lição nos faz entender a “diferença” entre fruto e dons do Espírito Santo, bem como entre dons do Espírito Santo e talentos naturais do ser humano.

Cristo revelou em Sua própria vida o “fruto” – que é: amor, alegria, paz, paciência, amabilidade, bondade, fidelidade, mansidão e domínio próprio. Nós, cristãos, Seus filhos, devemos ser semelhantes a Ele. É uma questão de princípio. Não há como um ramo estar ligado na Videira e dar um fruto diferente da Videira. Se isso estiver acontecendo, na verdade o ramo não está ligado. Não há como um ramo estar ligado na Videira e não dar fruto. Se isso estiver acontecendo, na verdade o ramo não está ligado. O ramo está com problema!

Então, devemos entender que é natural para todo cristão, em resultado de sua ligação com Cristo, manifestar amor, alegria, paz, paciência, amabilidade, bondade, fidelidade, mansidão e domínio próprio. A lista toda será manifestada por todos os cristãos. Toda. Todos.

Está você permitindo essa “obra” do Espírito Santo em você?

Bem, em relação ao “dom”, a situação se modifica. São vários os dons, e Deus os distribuiu diferentemente entre os Seus filhos, e o faz sempre de forma organizada e para o propósito de edificar a Sua igreja. Por exemplo, a alguns foi dado o dom de “pregar” no púlpito; para outros, o de cantar; para outros ainda, o de trazer visitas. Nesses casos, dons diferentes, mas para o mesmo objetivo, e todos revelando o mesmo fruto.

É verdade que alguns demonstram ter recebido mais de um dom, mas também é verdade que ninguém ficará sem pelo menos um deles. Todos receberam um dom, e devem ser estimulados a usarem.

Está você permitindo que o Espírito Santo faça a Sua obra “através” de você?

Mas, antes que eu continue, numa linha da Lição está escrito isso: “Os dons espirituais são inúteis sem o fruto do Espírito”.

Continuando, o que é chamado de talento natural é, na verdade, um dom de Deus. Aparentemente herdado ou, quem sabe, adquirido pela educação – mas é um dom de Deus – e é reconhecido na sociedade e tem o seu papel orientado pela sociedade. No entanto, enquanto não identificado como vindo da providência divina, e enquanto não dirigido pela providência divina, o seu papel será a satisfação do próprio eu. Enquanto não for utilizado para a edificação da igreja de Cristo, será apenas um talento humano. Muitos falam bem em público, mas não falam do Evangelho. Muitos cantam bem, mas não louvam e não dão glórias ao Redentor.

Está você disposto a “devolver” a Deus o que você entendia ser o seu talento natural para que seja usado em sua verdadeira razão, como dom do Espírito?

Na segunda, Deus é reconhecido como “o Soberano Doador” – e veio ao meu entendimento separar as duas palavras. É mais fácil entender que Deus é o “Doador” dos dons e talentos. NEle se originam. DEle vem os dons. Porém, não que seja difícil entender, mas pouco falamos sobre isso, Deus é o “Soberano” em relação a doação de dons. DEle é o poder. Ele sabe como conduzir a doação de Seus dons, e em que medida, e em que momento. Nada é concedido em discordância com Sua sabedoria e vontade. Até nisso Ele é Soberano!

A igreja é suprida “como Lhe apraz”!

Na terça, o “propósito” da igreja receber os dons espirituais. Aqui devo ser bastante sucinto. Breve e direto. O propósito é “servir”. No entanto, é bom destacar que até nisso o inimigo coloca sua mãozinha. Cuidado!

O propósito não é servir a si próprio, mas servir a Deus. O Plano da Salvação é de Deus e vem de Deus! Então, o Seu propósito em conceder dons espirituais tem a ver com o bem da Sua igreja e, ao mesmo tempo, das pessoas que serão alcançadas para a salvação. Deve sim promover a unidade e a edificação da igreja, mas deve também promover a atividade missionária da igreja. Deve fazer com que a igreja dê glória, honra e louvor ao nome de Deus.

Embora “tendo”, o foco não é ter, mas “servir”.

Está você disposto a “servir a Deus”?

Na quarta, tudo o que foi dado para a igreja do passado será dado em maior abundância para a igreja de hoje. É com a igreja de hoje que o evangelho será pregado em todo o mundo, e então virá o fim. E em vez de se assustar com a grandeza dessa obra, coloque-se à disposição do Espírito Santo para fazer a parte que Ele entende que você deva fazer. Entenda que Ele revelou em Sua Palavra que há uma tarefa para você. Você é importante para a “obra” dEle!

Fico imaginando o encontro entre os remidos do Senhor. A eternidade nos espera com grandes encontros! O que me parece aqui uma pequena tarefa, que proporção quando ampliada pela poderosa mão de nosso Senhor, o Espírito Santo! Quantos desdobramentos!

Aceita participar dessa “obra”?

Na quinta, a Lição destacou um dom. São vários os dons, mas a Lição destacou um. E é importante o destaque. O dom do discernimento.

Cuidado com o que tem sido apresentado como dom espiritual! É verdade que não somos chamados a ser “juízes”, mas devemos ser cuidadosos, devemos ser prudentes.

No Espírito de Profecia é dito que “muitas coisas estranhas parecerão admiráveis maravilhas, que deveriam ser consideradas enganos manipulados pelo pai da mentira” (Mensagens Escolhidas, vol. 2, pág. 53).

É verdade que somos levados a olhar para as outras igrejas, principalmente no que concerne ao chamado dom de cura e o dom de falar línguas estranhas. Mas o “dom de discernimento” deve nos fazer olhar para a nossa igreja também. Para a nossa família. Para a nossa vida pessoal.

Numa outra passagem, o Espírito de Profecia nos diz:

“Minha alma está muito preocupada, pois sei o que diante de nós está. Todo o engano concebível fará sentir seus efeitos sobre os que não têm com Deus uma ligação diária viva. Em nossa obra não deve haver esforços colaterais enquanto não houver completo exame das ideias sustentadas para que se possa averiguar de que fonte se originam. Os anjos de Satanás são sábios para fazer o mal, e criarão o que alguns pretenderão ser luz avançada, proclamarão como sendo coisas novas e maravilhosas, e embora em alguns respeitos seja a mensagem uma verdade, estará misturada com invenções humanas, e ensinará como doutrinas os mandamentos de homens. Se jamais houve um tempo em que deveríamos vigiar e orar com real fervor, é agora. Pode haver coisas supostamente boas, e que no entanto necessitam ser cuidadosamente consideradas com muita oração, pois são especiosas artimanhas do inimigo para conduzir almas numa vereda que esteja tão perto do caminho da verdade que muito pouco se distinga do caminho que leva à santidade e ao Céu. Mas os olhos da fé podem discernir que isto diverge do caminho certo, embora quase que imperceptivelmente. Pode a princípio ser julgado positivamente certo, mas depois de algum tempo verifica-se divergir amplamente do caminho da segurança, da vereda que leva à santidade e ao Céu. Meus irmãos, aconselho-vos a fazer caminhos retos para os vossos pés, para que o que coxeia não seja desviado do caminho” (Testemunhos Para Ministros e Obreiros Evangélicos, pág. 229).

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