Meditação de Pôr do Sol de 05/08/2016 por Leunice Ferreira Morais
05/08/2016
Meditação de Pôr do Sol de 12/08/2016 por Luís Carlos dos Santos
10/08/2016

Comentários da Lição 7 (3º Trim/2016) por Filipe Lima

JESUS DESEJAVA O BEM DAS PESSOAS

Introdução – Texto chave: Mateus 25:34-36

Meus irmãos e irmãs, comunguem com Deus, a fim de que sejam imbuídos do Seu Espírito, e possam ir e repartir com outros a graça que receberam. O exemplo do Salvador deve inspirá-los a fazer um esforço zeloso, e com sacrifício próprio, para o bem de outros. Ele veio a este mundo como um servo convicto da necessidade do homem. Em tudo que disse e fez manifestou amor pela raça perdida. Vestiu a Sua divindade com a humanidade, para viver entre os seres humanos como um deles, participando de sua pobreza e sofrimento. Que vida intensa Ele levou! Dia após dia, podia ser visto entrando nas casas dos mais carentes e sofredores, transmitindo esperança aos deprimidos e paz aos angustiados. Esse é o trabalho que hoje Ele pede ao Seu povo. Humildade, benevolência, sensibilidade, compadecimento. Ele saiu fazendo o bem, levantando os oprimidos e confortando os entristecidos. Ninguém que O buscou saiu desapontado. A todos trouxe esperança e alegria. Por onde andou, transmitiu bênçãos” (Testemunhos Para a Igreja, vol. 7, pág. 221).

João, o discípulo amado, fecha assim o Livro que leva o seu nome: “Há ainda muitas outras coisas que Jesus fez. Se todas elas fossem relatadas uma por uma, creio eu que nem no mundo inteiro caberiam os livros que seriam escritos” (João 21:25).

Com certeza, todos estamos lembrados do texto bíblico que diz “Vinde, benditos de Meu Pai! Entrai na posse do Reino que vos está preparado desde a fundação do mundo. Porque tive fome, e Me destes de comer; tive sede, e Me destes de beber; era forasteiro, e Me hospedastes; estava nu, e Me vestistes; enfermo, e Me visitastes; preso, e fostes ver-Me”. É a famosa passagem de Mateus 25:34-36. Curioso, porém, é que não é dado destaque aos que frequentam regularmente a igreja e até possuem farto conhecimento bíblico. Sabemos que isso tem valor e faz parte da caminhada cristã, mas Jesus chama os que “fazem” alguma coisa em favor do semelhante. Religião, para Jesus, é “servir”. Amar, é “agir”.

Irmãos, que Deus nos ajude a entender “o papel da igreja na comunidade”. Reparem: não o papel da igreja “na igreja”, mas “na comunidade”.

Jonas em Nínive – Texto chave: Jonas 3:4

Jonas, ao que parece, era profeta de poucas palavras. Em geral, os profetas não falavam muito. Mas esse aí era além do normal. Com Deus, inicialmente não falou nada, fugiu. Tivesse tido ao menos um pequeno diálogo com Deus, poderia Este informá-lo sobre sua importante missão. Mas Jonas, nada dizendo a Deus, pegou uma bagagem, e foi em direção contrária, tentando fugir para bem longe. Parece que ele pensava: indo para longe demais, Deus vai escolher outro, ou desiste do empreendimento. Fugir de Deus, ele achava isso possível. Mas o mar se revoltou, o vento forte na direção contrária, o navio não saía do lugar, ameaçava naufragar. O que sabemos sobre a motivação de Jonas fugir?

Como o profeta considerasse as dificuldades e a aparente impossibilidade desta comissão, foi tentado a duvidar da sabedoria do chamado. Enquanto hesitava, duvidando ainda, Satanás o venceu com o desânimo. No encargo que lhe fora dado, havia sido confiada a Jonas uma pesada responsabilidade; contudo Aquele que o havia mandado ir, estava apto a sustentar Seu servo e garantir-lhe o sucesso” (Profetas e Reis, 266).

Também faz sentido lembrar de Moisés. Ele implorou pela misericórdia de Deus em favor de Israel. Se os hebreus fossem riscados do Livro da Vida, que o nome dele também o fosse. Não fazia sentido ser salvo sem o seu povo.

Bem, por falar em Israel, depois de Sua entrada triunfal em Jerusalém, Jesus deu uma olhada na cidade, e chorou muito. Muito! Como vocês sabem, o olhar de Deus não é um olhar superficial. Ele olha o fundo. Vê o coração. E agora, tendo vindo para os Seus, os Seus não O receberam. Recusaram a salvação. Desprezaram o tempo de graça. Estavam selando a separação eterna. E Jesus chorou.

Que diferença entre Jonas e Jesus! Que diferença entre Nínive e Jerusalém!

Cumprindo a missão, apesar de tudo – Texto chave: Lucas 23:34, 42 e 43

Precisamos orar para saber onde ir. Parece que já chegou o tempo como foi nos dias posteriores a Jesus, os tempos do Pentecostes. Por exemplo, o Espírito Santo ordenou Filipe que fosse pela estrada de Damasco. Depois, que caminhasse ao lado de uma carruagem. E o resto Filipe já sabia o que fazer. O eunuco da carruagem já sabia quase tudo, só faltava ser batizado, estava desejoso que alguém viesse e lhe explicasse sobre o texto 53 de Isaías. Só o Espírito Santo sabia de sua situação, e como se fosse um software de comunicação, encontrou o servo de Deus mais perto, ou em melhor situação, e sincronizou um com o interessado em entender sobre Jesus. Depois do batismo do eunuco, Filipe se achou em Azoto, para outra missão.

A situação de Pedro, por exemplo, quando negou três vezes a Jesus, não era muito melhor que a de Judas. Pedro não chegou ao ponto de trair, mas negou, e não uma nem duas, mas três vezes! Ante os olhos humanos, provavelmente seria descartado de participar da missão. Mas Jesus conhece os corações, as tendências das pessoas, a autenticidade delas. Sabia que Pedro se arrependeria. Aliás, após a ressurreição, quando Jesus foi falar com ele em particular, já se havia arrependido. Na mesma hora da terceira negação, quando JESUS olhou para Ele, quando sentiu o perdão do Mestre, ele se arrependeu. “‘Dizei a Seus discípulos, e a Pedro’, disseram os anjos, esse homem estava na lista dos alinhados com Jesus. Desde a morte de Cristo, Pedro se achava sucumbido pelo remorso. Sua vergonhosa negação de seu Senhor, e o olhar de amor e de angústia do Salvador, achavam-se sempre diante dele. De todos os discípulos, fora o que mais pungentemente sofrera. A Pedro é dada a certeza de que seu arrependimento fora aceito e seu pecado perdoado. É mencionado nominalmente” (O Desejado de Todas as Nações, 793).

Quanto ao Salvador, se antes Ele havia chorado por Jerusalém, agora, já pregado na cruz, disse o que é próprio do coração de Deus: “Pai, perdoa-lhes, porque não sabem o que fazem”. E uma pessoa – “apesar de” – acabou por aceitar o Seu perdão, dizendo-Lhe: “‘Jesus, lembra-Te de mim quando vieres no Teu Reino’. E Jesus lhe respondeu: ‘Em verdade te digo hoje: estarás comigo no Paraíso’” (Lucas 23:34, 42 e 43).

O amor jamais acaba – Texto chave: Lucas 10:27, 28

Não importa quão elevada seja a profissão, aquele cujo coração não está impregnado do amor por Deus e por seus semelhantes, não é discípulo de Cristo. Embora possa ter grande fé e mesmo o poder de operar milagres, sem amor, todavia, sua fé será inútil. Ele pode até demonstrar espírito de liberalidade, mas seria por algum outro motivo que não o amor genuíno; pode distribuir todos os seus bens para alimentar os pobres; no entanto esse ato não o recomendaria ao favor divino. Em seu zelo pode até sofrer a morte de mártir, todavia, se destituído do áureo amor, seria ele visto por Deus como um iludido entusiasta ou um ambicioso hipócrita” (Testemunhos Para a Igreja, vol. 5, pág. 168).

Ao longo da história os cristãos deixaram um rastro de crueldade como mau testemunho. Muitos massacres e perseguições. Por exemplo: inquisição, tortura da pior espécie como empalar pessoas, cruzadas, guerras santas, matança de índios (nativos) na América do Norte, escravidão de negros (a igreja naqueles tempos ensinava que os negros não eram seres humanos, que não tinham alma), perseguição aos judeus, apoio ao nazismo, tentativa de destruição da Bíblia, pedofilia, corrupção na luta pelo poder, falar línguas falsificadas, fazer milagres em nome de Deus, ensinar o domingo em lugar do sábado verdadeiro, perseguição passada e futura de quem não santificar o domingo, e muitas coisas mais. Os cristãos, da Babilônia atual, são muito cruéis, como já foram durante a Idade Média. Isso nada tem a ver com Deus e com o amor, mas está ligado intimamente com satanás.

Nós, adventistas, devemos dar um choque de misericórdia ao mundo, inclusive ao cristianismo. Devemos demonstrar amor incondicional, baseados no exemplo de Jesus.

O segundo toque – Texto chave: Gálatas 5:6

O fermento na massa opera imperceptivelmente. Transforma o caráter, e a pessoa raciocina conforme o princípio do fermento ideológico desses fariseus. “Uma religião legal é insuficiente para pôr a alma em harmonia com Deus. A dura, rígida ortodoxia dos fariseus, destituída de contrição, ternura ou amor, era apenas uma pedra de tropeço aos pecadores. Eles eram como o sal que se tornara insípido; pois sua influência não tinha poder algum para preservar o mundo da corrupção. A única fé verdadeira é aquela que “atua pelo amor” (Gál. 5:6), para purificar a alma. É como o fermento que transforma o caráter” (O Maior Discurso de CRISTO, 53).

Esse, em poucas palavras, era o contexto da cura do cego, em duas etapas. Provavelmente a cura esteja muito mais vinculada com as pessoas ali em redor do que com o próprio cego. Um dia saberemos. Mas fica uma lição: ou não somos curados totalmente por falta de fé em nós mesmos, ou a cura não é completa porque pessoas ao redor estão perturbando. Ellen G. White disse que a igreja deverá ter mais da metade de seus membros fiéis para a igreja ter poder do alto.

Nós fazemos ou não diferença na vida dos “cegos”? Parecemos cristãos ou parecemos mundanos?

Bem, então, não desistindo do homem, Jesus lhe tocou pela segunda vez. E, agora, a pergunta foi repetida: “O que você está vendo?” E a resposta foi diferente: “Agora vejo o Senhor”.

A igreja centralizada nos outros – Texto chave: Mateus 9:2

Um grupo de crentes pode ser pobre, sem instrução, desconhecido; todavia, estando em Cristo, podem fazer no lar, na vizinhança, na igreja, e mesmo nas regiões distantes, uma obra cujos resultados serão de alcance eterno. É porque essa obra é negligenciada, que tantos jovens discípulos nunca avançam além do simples alfabeto da experiência cristã. A luz que resplandeceu em seu próprio coração quando Jesus lhes disse: ‘Perdoados te são os teus pecados’ (Mateus 9:2), devem conservar viva mediante o auxílio prestado a outros em necessidade. A irrequieta energia, tantas vezes fonte de perigo para os jovens, poderia ser encaminhada de maneira que fluísse em correntes de bênção.

As horas tantas vezes gastas em divertimentos que não refrigeram nem o corpo e nem a alma devem ser despendidas em procurar ajudar alguém que esteja em necessidade.

Diz Ellen G. White, pouco respeitada em nossos dias, sobre a qualificação espiritual dos membros da igreja: “Quando a alma se rende inteiramente a Cristonovo poder toma posse do coraçãoOpera-se uma mudança que o homem não pode absolutamente operar por si mesmo. É uma obra sobrenatural introduzindo um sobrenatural elemento na natureza humana. A alma que se rende a Cristo, torna-se Sua fortaleza, mantida por Ele num revoltoso mundo, e é Seu desígnio que nenhuma autoridade seja aí conhecida senão a SuaUma alma assim guardada pelos seres celestes, é inexpugnável aos assaltos de Satanás” (O Desejado de Todas as Nações, 324).

Comentário de Ellen G. White

Devemos advertir homens e mulheres contra a adoração da besta e sua imagem – contra o culto ao ídolo do domingo. Mas, ao realizar essa obra, não precisamos começar uma guerra contra os descrentes. Devemos simplesmente apresentar a Palavra de Deus em sua verdadeira dignidade e pureza, diante da mente dos que são ignorantes ou indiferentes acerca de seus ensinos. … Não precisamos dizer-lhes que irão para o inferno a menos que guardem o sábado do quarto mandamento. A própria verdade, acompanhada do poder do Santo Espírito, convencerá e converterá os corações” (Cristo Triunfante, MM, 2002, 177).

Felipe Lima

Os comentários estão encerrados.