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17/05/2019
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17/05/2019

Comentários da Lição 7 (2o Trim/2019) por Classe ECC

Comentário da Lição da Escola Sabatina – 2º Trimestre de 2019

Lição nº 7 – Segredos Para a Unidade Familiar

 

E não rogo somente por estes, mas também por aqueles que vierem a crer em Mim por intermédio da Sua palavra, a fim de que todos sejam um; e como És Tu, ó Pai, em Mim, e Eu em Ti; também sejam eles em Nós, para que o mundo creia que tu Me enviaste” João 17:20, 21.

Continuando nas estações da vida, o casamento, a vida familiar, o nascimento e o crescimento dos filhos representam mudanças importantes e que perduram para sempre. Portanto, é importante entender os segredos para a unidade familiar.

Na verdade, a lição inicia entregando o mais importante dos segredos, o aglutinador de todos os outros. Não é algo para ser adquirido, mas sim Alguém para ser conhecido: Cristo é o centro da unidade familiar. É assim que conseguiremos a essência, o Amor, pois Deus é amor (I João 4:8).

Nessa procura pelo “segredo”, precisamos nos lembrar de João, o discípulo amado que não foi sempre amor (Marcos 3:17; Lucas 9: 54 e 55). A aproximação de Jesus e a certeza de que Jesus continuou a amá-lo apesar de seu temperamento de “filho do trovão” fez toda a diferença na transformação de João.

O amor é uma planta de origem celestial e não pode florescer no coração natural. Onde ele existe, há verdade, vida e poder […] Ele realizará aquilo que nem o dinheiro e nem o poder jamais podem fazer (Ellen White, Testemunhos para Igreja, v. 4, pág. 256).

Ah! Se você quer ler uma descrição incrível do amor, veja I Coríntios 13:4-8.

O estudo dessa semana nos lembra que o vínculo da família é o mais íntimo, mais terno e sagrado de todos na terra (Ellen White, A Ciência do Bom Viver, p. 356). O problema é que no nosso caminho existem o egoísmo e o orgulho. Quanta desgraça e ruína esses dois causaram ao planeta e em nossa vida. “Se o orgulho e o egoísmo fossem postos de lado, cinco minutos bastariam para remover a maioria das dificuldades” (Ellen White, Primeiros Escritos, pág. 119). Evidências dos efeitos destes elementos é que, mesmo jurando amor eterno, um em cada três casamentos termina em divórcio e a média de duração dos casamentos que terminam é de 14 anos – e vem diminuindo (IBGE, 2018).

Um passo importante em nossa vida familiar é vencer a tendência de viver somente para nós mesmos, o que pode ser conseguido imitando Jesus (I João 2:6). Lembre-se que a Cruz é o maior exemplo de amor e a maior das evidências dele.

Quanto tempo você passa ao pé da cruz lutando contra o egoísmo?

Nesse contexto, temos o fato de que o amor do marido pela esposa deve ser tal como o amor de Cristo para com a igreja (Efésios 5:22 a 28). Isso facilitará o respeito e submissão da esposa pelo marido e a obediência dos filhos.

Essa questão da submissão abordada por Paulo é algo que intriga algumas pessoas. Infelizmente essa palavra perdeu muito do seu significado no vocabulário moderno. Mas é importante lembrar que quando o marido se submete a Cristo e ama sua esposa como Cristo amou Sua igreja a ponto de dar a vida por ela, esse processo será natural, pela entrega completa da vida um ao outro e ambos a Cristo.

Marido e mulher desempenham papéis distintos na relação, mas ambos têm a responsabilidade de cuidar um do outro, e juntos, dos filhos.

O comentário da lição esboça que, ou a submissão funciona como princípio dentro da família, ou não existe de maneira nenhuma. Se um membro da família tem vontades que imponham exigências, mas não submissão, não haverá unidade. Quando formos tentados a olhar a submissão pelo ângulo errado, lembremos que o maior modelo de submissão é a vida de Jesus. Se a cruz foi o ápice do amor, o Getsêmani foi o ápice da submissão, e ocorreu primeiro.

Há muitas dicas para a unidade familiar.

O livro missionário do ano, “Esperança para a Família” faz uma excelente abordagem nesse sentido, mas percebemos nessa semana que o verdadeiro segredo para a unidade familiar é o aproximar-se de Cristo. Uma aproximação verdadeira, real, constante e profunda: Eis o segredo! Que possamos colocá-lo em prática. E, como consequência, estaremos nos preparando para o céu!

Que seu casamento seja um ambiente de segurança emocional para todos que dele participam. Que haja ajuda mútua e compartilhamento das responsabilidades, inclusive domésticas. Que haja amor e submissão na prática, pela atenção, carinho e dedicação. Isso é real em sua vida?

Espero sinceramente que a correria ou qualquer outra coisa não o estejam impedindo de amar profundamente, e, assim fazendo, imitar Jesus.

 

Comentário escrito por Edilei Rodrigues de Lames, Professor da Classe do ECC.

É contador, administrador e professor, atua na coordenação do Curso de Ciências Contábeis do UNASP HT.

 

Referência:

IBGE – Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística. Casamentos que terminam em divórcio duram em média 14 anos no país.  2018. Disponível em: <https://veja.abril.com.br/brasil/um-a-cada-tres-casamentos-termina-em-divorcio-no-brasil/>. Acesso em: 15 maio 2019.

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