Meditação diária de 14/02/2020 por Flávio Reti – Bolas de Natal
14/02/2020
Meditação diária de 15/02/2020 por Flávio Reti – Bomba Atômica
15/02/2020

Comentários da Lição 7 (1o Trim/2020)

Lição 7: “Da cova dos leões à cova dos anjos”.

Então, os presidentes e os sátrapas procuravam ocasião para acusar a Daniel a respeito do reino; mas não puderam achá-la, nem culpa alguma; porque ele era fiel, e não se achava nele nenhum erro nem culpa” (Dn 6:4).

No capítulo 6 do livro de Daniel, vemos o profeta passar por uma tremenda prova. Enxergamos nesse relato o recorte de um conflito cósmico, que ocorre entre Deus e as forças do mal. Por meio deste estudo, podemos fazer um paralelo entre a perseguição sofrida por Daniel e as provações que marcarão a experiência do povo de Deus no tempo do fim. Entendemos que Seu povo não será isento de sofrimentos, mas Deus o vindicará, e dará a ele a vitória final.

Pessoas invejosas

Daniel se destacou nas funções que lhe foram designadas pelo rei, fato que suscitou a inveja dos presidentes e sátrapas, os quais procuraram elaborar um plano para dar fim a vida do profeta (Dn 6;1-5).

A inveja surgiu no coração de Lúcifer, quando estava no Céu, e desencadeou a trágica história do pecado. José foi alvo da inveja de seus irmãos (Gn 37:11). Saul teve inveja de Davi (1 Sm 18:6-9).

Todos nós estamos sujeitos a esse sentimento, pois somos pecadores. Ellen G. White nos dá um importante conselho no que diz respeito a este pecado: “Hoje vocês devem se entregar a Deus, para que Ele os torne vasos para honra, e aptos para Seu serviço. Hoje devem entregar-se a Deus para que sejam esvaziados do próprio eu, esvaziados da inveja, ciúmes, ruins suspeitas, pelejas, tudo quanto seja desonroso para Ele. […] É nossa obra hoje entregar nossa vida a Cristo, para estarmos preparados para o tempo de refrigério pela presença do Senhor – preparados para o batismo do Espírito Santo (Mensagens Escolhidas, v. 1, p. 190, 191).

A trama contra Daniel

Leia Daniel 6:6-9.

Um aspecto importante a ser ressaltado é que a integridade de Daniel foi reconhecida por seus inimigos, os quais sabiam que não poderiam encontrar nada contra ele em seu serviço ao rei (Dn 6:4). Todos sabiam que a única forma de vencê-lo seria atacá-lo em algum ponto relacionado a sua fé. Sabiam que Daniel não recuaria, mas permaneceria fiel a seu Deus. Impressionante!

Encontramos uma atitude semelhante no livro de Atos, quando o sumo sacerdote ordena a Pedro e aos demais apóstolos que não preguem e ensinem no nome de Jesus. Então eles dizem: Antes, importa obedecer a Deus do que aos homens (Atos 5:27-32).

As experiências mencionadas acima nos dão admoestações precisas, contudo quando nos opomos à lei humana, devemos estar certos de estarmos levando a efeito a vontade de Deus.

A oração de Daniel

Daniel sabia o que estava por trás do decreto do rei. As verdadeiras causas diziam respeito ao grande conflito que se originou no céu. Na ocasião dessa grande prova para Daniel (539 a.C.), ele já havia recebido as visões mencionadas em Daniel 7 (553 a.C.) e 8 (551 a.C.). A visão do Filho do Homem entregando o reino ao povo do Altíssimo e o auxílio animador do anjo intérprete (Dn 7) podem tê-lo fortalecido para enfrentar a crise com determinação.

Daniel poderia ter fechado as janelas para orar. Nesse caso ficaria a dúvida: Ele está orando ou não? O profeta sabia que era necessário deixar explícita a sua posição. Não deveria haver dúvida de qual lado ele estava.

Há várias situações, no dia a dia, que requerem uma posição de nossa parte. As “janelas devem estar abertas”. Devemos deixar evidente que servimos ao grande Deus. Como diz o apóstolo Paulo: “…porque nos tornamos espetáculo ao mundo, tanto a anjos como a homens.” (1 Co 4:9). Essa é uma forma de levar as pessoas a tomar sua decisão ao lado de Cristo.

Na cova dos leões

Leia Daniel 6:11-23.

Dario percebeu que havia sido enganado ao assinar o decreto. Ele se empenhou de todas as formas para evitar que Daniel fosse lançado na cova dos leões, porém a lei dos medos e persas era irrevogável. Quando Daniel estava sendo conduzido à cova dos leões, Dario expressou algumas palavras que soaram como uma oração: “O teu Deus, a quem tu continuamente serves, que Ele te livre” (Dn 6:16). E de fato, para alegria de Daniel e do rei, Deus promoveu o miraculoso livramento.

É importante ressaltar que a história dos filhos de Deus nem sempre tem um final feliz, em nosso mundo. Lembramos de John Huss, o reformador, que por defender sua fé, no século XV, foi executado em uma fogueira. João Batista, na prisão, foi assaltado pela dúvida, mas sua fé prevaleceu. Em Hebreus 11, Paulo menciona os heróis da fé, que tinham como foco uma pátria superior. Essa é a esperança maior de todos os cristãos.

Vindicação

Leia Daniel 6:24-28.

O livramento de Daniel  dos leões possivelmente seja o fato mais marcante da narrativa. O próprio Dário louva a Deus, reconhece a Sua soberania e reverte o decreto, ordenando que todos tremessem e temessem “perante o Deus de Daniel” (Dn 6:26). Esse relato nos remete ao futuro, quando, em escala universal, o povo de Deus será salvo, o mal erradicado e o nome do Senhor será vindicado perante o universo.

Conclusão

No capítulo 6 de Daniel compreendemos que: 1) A lei de Deus está acima da lei dos homens; 2) Mesmo em meio às perseguições e ultrajes, devemos nos apegar a certeza de que Deus está conosco, não importando o fim que tenhamos neste mundo. Nosso foco deve estar em Deus e na vida eterna que Ele nos concede; 3) Mesmo sob pressão, não devemos ocultar a nossa fé e nossa relação com Deus, pois esta é uma das formas de evangelizarmos; 4) A história de Daniel na cova dos leões está em harmonia com a própria macronarrativa da Bíblia, que termina com a destruição do mal e o estabelecimento do reino eterno de Deus.

Por Humberto Costa Cezar

 

 

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