Meditação de Pôr do Sol de 28/10/2016 por Roosevelt P. Cangussú
27/10/2016
Meditação de Pôr do Sol de 04/11/2016 por Sandra Cordeiro Viotto
31/10/2016

Comentários da Lição 6 (4º Trim/2016) por Flavio Reti

MALDIÇÃO SEM CAUSA?

Introdução

-Os amigos de Jó vieram consolá-lo, mas só trouxeram acusações

-Eles tentavam fazer sentido do que não tinha sentido

-Sofrimento interminável diante de um Deus que se diz amoroso, poderoso

-Bem, quatro amigos apareceram, mas os outros conhecidos, onde estavam?

-Jó deveria ter outros amigos além desses quatro e muitos conhecidos

-Quem já leu todo o livro de Jó sabe que Jó era mais íntegro do que seus amigos

-Porém, eles assumiram ar de superioridade e julgavam Jó como grande pecador

-Premissas falsas – Tiradas da concepção de vida deles

-A voz do povo, da maioria, não é a voz de Deus – premissa é falsa

-O livro não cita outras pessoas conversando com Jó, apenas sua esposa

-Esses quatro vieram visitar e ficaram com ele mais tempo do que uma visita

-Até certo ponto, um acompanhante do enfermo é bom, pode ajudar, mas 4 de uma vez?

-No final, depois da cura, seus parentes aparecem para um almoço em família (Jó 42:11)

-Cada um deu até dinheiro e uma joia de ouro – gente boa, na hora da festa

-Muitas pessoas hoje vivem abandonadas pelos parentes, pelos amigos, até pela igreja

-Até os pastores não visitam mais idosos e doentes, limitam-se a coordenar os anciãos

-Quer saber quem são seus amigos, é só ficar doente, como Jó

 

DOMINGO – A Grande Questão – 30\10\2016

-Sem o diálogo entre Deus e Satanás ninguém entenderia a história de Jó

-Nós também diríamos bobagens como disseram os quatro amigos dele

-No final do livro, Deus aparece falando e explicando para Jó

-Sem esse diálogo entre Deus e Jó, Nós também não entenderíamos

-Como você reagiria se não soubesse do final da história de Jó?

-Se não soubéssemos o final, pensaríamos como pensavam seus 4 amigos

-Quando não temos toda a informação, podemos também entender errado

-E podemos querer defender nossos erros, jurando que estão certos

-Podemos estar conscientemente corretos, mas redondamente enganados

-Nossa tendência é nos convencer daquilo que imaginamos

-E se outras pessoas pensarem como nós, podemos criar um grupo de pessoas erradas

-Como não temos todas as explicações, devemos tomar cuidado ao expressar nossa opinião

-Está escrito – Esse deve ser o melhor caminho. Nunca deve ser o “eu acho que…”

 

SEGUNDA – Já pereceu algum Inocente? – 31\10\2016

-Minha resposta: Já. Urias, soldado de Davi – Jesus

-Desde crianças, idosos, todos os dias muitos inocentes morrem

-Os amigos de Jó ao saber da desgraça dele, ficaram assustados

-Se Jó caiu em desgraça, ele deve ter cometido alguma coisa muito grave

-E se ele está sofrendo, ele deve ser culpado. Não acontece com inocentes

-Os amigos rasgaram as vestes. Como Jó foi fazer isso?

-Para eles, Jó havia feito alguma coisa grave – eles ignoravam o contexto

-Lição: Nunca emitir opinião sem total conhecimento do fato

-Vieram consolar e ficaram sete dias sem falar absolutamente nada

 

TERÇA – Um Homem e seu Criador – 01\11\2016

-Os quatro amigos de Jó não eram dali de perto. Vieram de longe

-Elifaz o temanita; Bildade o suíta; Zofar o naamatita (Inicialmente só três)

-Um deles, Elifaz, era filho de Esaú, logo, neto de Abraão (Gen.36:10, 35)

-Pelo jeito o mais idoso, o mais influente, por isso falou primeiro

-Ele fez duas perguntas iniciais para Jó, na primeira vez que fala:

= Qual o inocente que jamais pereceu? (Todos morrem)

= E quando foi que os retos foram eliminados? (4:7)

-Na segunda vez que falou ele perguntou:

=O que você sabe que nós não sabemos? (15:9)

=Ele disse que Jó vivia nas tendas do suborno

=Disse que Jó era um homem cheio de engano

-Ele demonstra que Jó queria ser mais sábio do que Deus

-Na sua terceira fala ele acusa Jó de todos os crimes (capitulo 22)

=tomou dinheiro dos irmãos (v.6)

=tomou até as roupas dos que não tinham, nus

=negou água e pão ao faminto (v.7)

=Negou ajuda às viúvas e aos órfãos (v.9)

-Em nenhum momento Jó disse ser mais justo do que Deus

-Mas foi também disso que Elifaz o acusou

-De onde Elifaz tirou aquelas ideias de acusação contra Jó?

-Esse é o perigo. Podemos estar enganados ao fazer acusações

-Olha o absurdo: Elifaz disse que Deus não confia nem nos anjos (15:15)

-Seu amigo Elifaz não conhecia a Deus – Deus é amor, perdão, justiça, misericórdia

 

QUARTA – O Louco Lançando Raízes – 02\11\2016

-Existia uma crendice: O castigo de Deus só recai sobre os maus

-Jó também pensava dessa maneira, era a onda corrente do momento

-Elifaz queria descobrir que pecado desencadeou tamanho castigo

-Era o contrário: Jó estava sendo provado pela sua integridade e não pelo seu pecado

-Seus amigos foram duros com ele. Só o fizeram sofrer mais ainda

-Nenhum deles foi objetivo: é por causa desse pecado específico

-Eles foram evasivos, subjetivos, genéricos, jogaram palavras aleatoriamente

-Disseram também alguma coisa boa que aparecem noutros lugares da lição:

=Mais um pouco de tempo e não existirá mais o ímpio

=Deus derrubou tronos de poderosos e exaltou os humildes

=A sabedoria deste mundo é loucura para Deus

=Clamou o aflito e o Senhor o ouviu

=Não menospreze a correção do Senhor

=No tempo da fome, Deus o conservará a vida

 

QUINTA – Julgamento Apressado – 03\11\2016

-Elifaz disse que o sofrimento é por causa do pecado e insistia nisso

-Ele disse ter tido uma visão de um espírito (4:11-21)

-A visão era que o sofrimento por causa do pecado é inevitável

-E como não há homem justo diante de Deus, todos têm que sofrer

-Seu grande erro: Acusou Jó de algo que ele não tinha feito

-Ele não sabia da conversa entre Deus e Satanás

-Ele não sabia detalhes da vida de Jó. Era um amigo de longe (de Temã)

-Falava de coisas das quais ele não tinha conhecimento

-Esse é o problema de muitos: Falar, julgar sem ter todas as informações

-Comissão de igreja precisa ter esse cuidado

-Líderes precisam ter esse cuidado. Nós precisamos ter esse cuidado

-Em todas as igrejas há muitos Elifazes acusando sem provas

-Isso fazia o papado no tempo da inquisição. Acusava os cristãos sem provas

-Lembra que somos o povo de Deus e não um tribunal da inquisição

 

SEXTA – 04\11\2016

-Elifaz não foi simpático e nem empático com Jó, tinha uma religião viciada

-Nossos conhecimentos e preconceitos podem nos confundir, nos enganar, criar problemas

-Eu sou vegetariano e acho que o irmão aí não vai para o céu porque come carne

-Eu não sou vegetariano e acho que o irmão aí é um grande fanático, não é comida que salva

-E daí o vegetarianismo que é uma boa coisa que se torna um problema

-O que é uma boa pregação está se tornando uma polêmica dentro da igreja

-Foi desse jeito que os amigos foram levados ao erro – visão distorcida

-Aconselhar estrita obediência era correto, mas acusar não é correto

-Quiseram descrever a Deus e quiseram rotular Jó sem conhecer os dois

-Nem Jó e nem Deus era do jeito que eles pintaram

-Nem Jó cometeu erro e nem Deus estava castigando

-Era tudo coisas da cabeça deles, da cultura deles, da crendice deles

-Temos que aprender a evitar duas coisas:

=Falar de uma situação sem ter todas as informações

=Não agir precipitadamente por conta própria

-Leia a citação abaixo, de Ellen White

“Os professos amigos de Jó eram fracos confortadores, tornando seu caso mais amargo e insuportável, e Jó não era culpado como eles supunham. Os que estão sob a dor e a angústia de seus próprios malfeitos, enquanto Satanás procura levá-los ao desespero, são justamente as pessoas que mais necessitam de auxílio… E muitos dos que se supõem justos tornam-se confortadores irritantes; agem asperamente com essas almas. Ao manifestarem essa dureza de coração, ofendendo e oprimindo, estão fazendo a mesma obra que Satanás se deleita em fazer. A alma provada e tentada, não pode ver nada claramente. A mente está confusa; não sabe justamente que passos deve dar. Oh, então, nenhuma palavra seja proferida que cause dor mais profunda!” (Testemunhos para Ministros e Obreiros Evangélicos, 350 e 351).

Flavio Reti
Membro e Ancião da Igreja do IASP.

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