Culto de Adoração (Sábado 09/11/2019)
08/11/2019
Meditação de Pôr do Sol 08/11/2019 por Ernesto Bussacarini
08/11/2019

Comentários da Lição 6 (4o Trim/2019) por Classe dos Pais

6 – A leitura da Palavra

“Leram no livro, na Lei de Deus, claramente, dando explicações, de maneira que entendessem o que se lia” (Ne 8:8)

O capítulo 8 de Neemias vem nos relatar a maravilhosa reunião do povo de Deus para ouvir e entender a Sua Palavra. O sétimo mês do calendário judaico é muito significativo, quando o povo se reunia para a celebração das três grandes festas: a Festa das Trombetas, o Dia da Expiação e a Festa dos Tabernáculos.

Porém, muito mais do que a celebração, o maior atrativo deste povo era a Palavra de Deus. Haviam deixado para trás a Babilônia, assim como um dia seus pais deixaram o Egito. Estavam no local escolhido por Deus para manifestar a Sua Glória e não possuíam uma maior preocupação a não ser que o sacerdote lesse e explicasse a Palavra perante todos que tinham idade, homens e mulheres, e que “eram capazes de entender o que ouviam.”

Deus voltava a possuir um testemunho na terra, agora, novamente, havia um povo que saíra, que fora resgatado de seu lugar de escravidão, eles deixaram a Babilônia e estavam experimentando um verdadeiro avivamento, tinham fome e sede da Palavra, não queriam ouvir palavras e pensamentos humanos, queriam a Palavra de Deus lida e explicada aos seus corações.

Por mais que muitos não observassem a lei, eles sentiam o desejo de ouvi-la, permanecendo por horas, “desde a alva até ao meio dia” escutando e entendendo a Palavra que era lida e explicada.

A Palavra era lida e explicada sem se preocupar com o que é ou não agradável ao homem, o verdadeiro interesse dos levitas eram explicar, corretamente, a Palavra de Deus, confiando que o Espírito Santo há de aplicá-la aos sedentos corações.

E aqui chegamos ao verso da lição: “Leram no livro, na Lei de Deus, claramente, dando explicações, de maneira que entendessem o que se lia.”(Ne 8:8).

O entendimento da Palavra era tão impressionante que levava o povo a enxergar o seu pecado no transgredir dos mandamentos de Deus e as punições que poderiam sofrer. E o povo chorou.

A comunhão com a Palavra e seu entendimento nos ajuda a sentir dor pelo pecado que habita em nossa natureza. A pregação genuína da Palavra sempre revela e desvenda nosso coração pecador e nos impulsiona a conversão e mudança de direção. Basta aceitarmos.

Quando investimos horas na leitura e entendimento da Palavra de Deus, somos convencidos de Seu amor e Suas misericórdias. Percebemos que Deus é fiel. Através das escrituras percebemos que Deus nos busca e suplica para que voltemos para Ele “…a alegria do Senhor é a vossa força.”(Ne 8:10).

A tristeza segundo Deus tem um propósito específico a cumprir: ela gera arrependimento para a Vida. Uma vez que cumpre este propósito, uma vez que houve arrependimento, conversão e abandono completo do pecado, então a tristeza vai e uma grande alegria toma seu lugar. “Porque a tristeza segundo Deus produz arrependimento para a salvação, que a ninguém traz pesar; mas a tristeza do mundo produz morte.”(2Co 7:10).

Quando há uma recusa em deixar o pecado, ou seja, quando identificamos o erro em nossa natureza e em nossos atos, mas preferimos renunciar a Palavra, somos identificados como o jovem rico que “retirou-se triste, porque era dono de muitas propriedades.”(Mc 10:22) Assim esta tristeza fica impregnando a vida, a religião é aparente, não tem profundidade, é apenas superficial e de conveniência, não vivendo a alegria no Senhor.

Que como cristãos possamos passar mais horas em comunhão com a Palavra de Deus, que deixemos que Seu Santo Espírito atue em nossos corações nos convertendo e que após o nosso choro de arrependimento, tenhamos uma vida alegre no Senhor, pois somente Ele é a nossa força.

(Comentário escrito por Emerson Gonçalves, membro da classe dos pais do UNASP-HT)

 

 

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