Meditação diária de 09/11/2018 por Flávio Reti
09/11/2018
Meditação diária de 10/11/2018 por Flávio Reti
10/11/2018

IMAGENS DE UNIDADE

“Assim como o corpo é um e tem muitos membros, e todos os membros, sendo muitos, constituem um só corpo, assim também com respeito a Cristo” (ICo 12:12).

A riqueza de imagens e metáforas apresentadas na Bíblia mostram, ao mesmo tempo, a simplicidade e profundidade do nosso Deus. Mostram também Sua preocupação em alcançar a todos.

A maneira como essas metáforas são utilizadas mostram que o evangelho é para todos e independentemente das figuras de linguagem utilizadas, o propósito é só um: SALVAÇÃO.

A unidade ilustrada como sendo um corpo composto por vários membros alerta-nos sobre a importância de reconhecermos que sozinhos não podemos ir longe. Dependemos uns dos outros para seguir rumo ao céu. Ajudando-nos, levantando-nos e trabalhando juntos. Um bom relacionamento com Deus e com os que nos cercam é mais poderoso do que se possa imaginar.

“Pela comparação da igreja com o corpo humano, o apóstolo ilustrou habilmente a íntima e harmoniosa relação que deve existir entre todos os membros da igreja de Cristo”. (EGW, AA, p. 176.4).

Uma igreja que não sente a dor do outro não pode ser chamada de corpo.  Mas quem é a igreja? Sou eu, é você! Os que aceitam a Jesus e a Ele são obedientes. E a maneira como nos relacionamos com Deus reflete bem a nossa empatia (ou a ausência dela) em relação à necessidade do outro.

A igreja (você e eu) foi e salva por amor, e nada mais! Não há em nós nada, absolutamente nada que possa nos salvar, aumentar ou diminuir o amor de Deus. Somos propriedade de Deus, Seu povo escolhido, para cumprir o propósito a que Ele mesmo nos chamou, em comunhão com Ele e uns com os outros.

A imagem de unidade relacionada à casa de Deus, ilustra bem as características que Deus espera de Sua igreja. Ele conta com uma igreja sólida, firmada na Pedra Angular que é Jesus que se une pelo mesmo propósito e através das experiências de conversão, possa ser firme (como um edifício, que não é construído com pedras isoladas, mas umas ligadas às outras) e composta por ‘pedras vivas’ (os crentes como uma grande família) pois assim, seremos capazes de suportar os dias difíceis que se aproximam. Essa casa deve estar em condições para abrigar e proteger seus membros. Nosso maior desafio é aceitar as mudanças que o Construtor quer fazer em nós!

Fomos também chamados para ser “santuário do Espírito Santo”. Para que se isso aconteça em nós, não deve haver entre nós a inveja, divisão e sim a comunhão e paz que refletem a unidade, que é motivo de atração para novos discípulos. Só há uma maneira de atingir este alto propósito: praticando amor.

Deus deseja que apartemos de nosso meio qualquer tipo de atitude que ameace a unidade de Sua igreja!

Quando permitimos atitudes nocivas entre nós, mostramos de fato de onde tem vindo o pão que nos alimenta. Cristo é o cabeça da igreja, e nós os membros. Ligados ao mesmo corpo, devemos buscar alimento que nos nutra de forma que o corpo trabalhe junto e em harmonia. Para trabalharmos em união, é necessário que nos conheçamos. Se somos parte de um mesmo corpo, não faz sentido vivermos isoladamente. Cristo deseja que sejamos uma grande família, que se apoia, ri e chora junto, que ultrapasse as barreiras digitais e leve mais calor e amor aos nossos membros! Como temos demonstrado isso ao nosso próximo?

Somos suas ovelhas e Ele o nosso pastor. Quem bebe da água que Ele dá, permanecerá em união. O recado que Jesus nos dá com a parábola das ovelhas e do pastor é que não há outro modo de permanecermos em união a não ser sendo cuidados por Ele. A preocupação do pastor com a ovelha perdida, nos diz muito sobre os esforços que Deus é capaz de fazer por cada um de Seus filhos. Ele sente falta quando não estamos junto Dele, busca e cuida quando somos resgatados. Somos chamados também a ser úteis no resgate de outras ovelhas.  “Quantas das ovelhas extraviadas e perdidas vocês buscaram e trouxeram de volta para o aprisco com um coração repleto de compassiva ternura, perdão e amor? Quantas palavras de encorajamento proferiram para as ovelhas extraviadas, que lhes causaram dor, ansiedade, e muito incômodo?”. (EGW, Ex., p.234.1).

“Ao conduzir o pastor seu rebanho pedregosas colinas acima, através de florestas e barrancos abruptos, a relvosos recantos à margem da corrente; ao vigiá-lo sobre as montanhas através da noite silenciosa, protegendo-o contra os ladrões, cuidando ternamente da enferma e da fraca, sua vida se chega a identificar com a das ovelhas. Um forte e terno apego o liga aos objetos de seu cuidado. Por grande que seja o rebanho, o pastor conhece cada ovelha. Cada uma tem seu nome, e a ele atende, ao chamado do pastor”. (EGW, DTN, p. 339.3).

Ele nos reconhece em meio à multidão. Ele nos capacita a viver unidos. Reconhece nossas dificuldades individuais e coletivas e disponibiliza métodos e estratégias para que Seu povo, o povo escolhido, a casa de Deus, santuário do Espírito Santo, ovelhas, membros de um só corpo esteja preparado para vê-Lo voltar nas nuvens do céu e subir com Ele rumo à eternidade, reunindo famílias, enxugando lágrimas e cumprindo a promessa de estarmos juntos para sempre!

Brenda Pimenta

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