Meditação de Pôr do Sol de 29/07/2016 por José Luis Menegoro
28/07/2016
Meditação de Pôr do Sol de 05/08/2016 por Leunice Ferreira Morais
05/08/2016

Comentários da Lição 6 (3º Trim/2016) por Filipe Lima

 

JESUS SE MISTURAVA COM AS PESSOAS

 

Introdução – Texto chave: Lucas 15:1, 2

 

Que lição espetacular que temos essa semana! Nos ajuda a entender um pouco melhor o quanto podemos ser representantes de Cristo nesta Terra dominada pelo ódio.

Jesus veio para alcançar a salvação aos publicanos, aos pecadores, aos fariseus, aos escribas, aos saduceus, aos zelotes, aos herodianos, aos essênios, aos samaritanos e a todo mundo. Mas nem todos estavam interessados na salvação; alguns da elite da nação, já se achavam salvos, embora estivessem perdidos. A estes, Jesus como que dissesse: Não vou perder tempo com vocês. Eles não sentiam necessidade do médico espiritual. Na realidade, o povo de Deus não deve se dividir em grupos e facções, deve viver unido. Essas divisões só criam favoritismos e enfraquecem o povo de Deus.

 

Comunidade é o resultado de intimidade nutrida pelo ambiente da graça, do amor e da compreensão mútuos. As Escrituras relacionam nossa saúde espiritual ao envolvimento com outros cristãos. Só os que podem falar a verdade em amor uns aos outros crescerão “em tudo nAquele que é a cabeça, Cristo” (Ef 4:15). Somente quando forem “fortalecidos em seu coração”, serão “unidos em amor” e alcançarão “toda a riqueza do pleno entendimento”(Cl 2:2).

 

Êxito unicamente pelos métodos de Cristo – Texto chave: Mateus 1

 

“Ele assumiu voluntariamente a natureza humana. Foi um ato realizado por Sua própria iniciativa e consentimento. Revestiu Sua divindade com a humanidade. Durante todo o tempo na Terra, Ele era como Deus, mas não tinha a aparência de Deus. Velou as demonstrações da divindade que haviam merecido a homenagem e inspirado a admiração do Universo de Deus. Ele era Deus enquanto estava na Terra, mas Se despiu da forma de Deus e, em seu lugar, tomou a forma e a aparência humanas. Andou na Terra como homem” (Comentário Bíblico Adventista, vol. 5, pág. 1258).

Irmãos, quando somos chamados a sair da zona de conforto (o que nos exige um custo enorme), lembremos de algo muito mais forte do que isso: Deus só podia Se misturar conosco se assumisse a nossa natureza – e foi justamente isso que Ele fez.

 

Hoje, poderia Ele enviar anjos para falar do Evangelho Eterno para pecadores? Sim. Poderia. Ele é Deus! Mas os pecadores entenderiam a mensagem que transforma se ela viesse de anjos que não precisam de transformação? Bem, nesse caso, porque Deus é Deus, é melhor ficarmos com a resposta dEle:

“O Senhor deu a Sua igreja uma obra especial, de serviço pessoal, a realizar. Deus poderia haver enviado anjos para trabalharem pela reforma do homem, mas não o fez. A humanidade precisa pôr-se em contato com a humanidade”

Traduzindo o método e suas etapas, em outras palavras, a partir de EGW, citada na lição:

  1. Jesus Se misturava com as pessoas, ou seja, convivia com elas, na intenção de fazer essas pessoas felizes.
  2. Ele tinha compaixão pelas pessoas, isto é, buscava ajudar nas dificuldades sentimentais e físicas, resolvendo seus problemas.
  3. Complementar à anterior, aprofundando, cuidava das necessidades das pessoas, isto quer dizer que Ele era uma espécie de socorro para quem as pessoas buscavam quando estavam doentes ou passavam por sofrimento. Ele era o último recurso, que se buscado, nunca falhava e resolvia qualquer problema ou situação. É claro, nós para fazermos as mesmas coisas pelas pessoas, necessitamos de Jesus.
  4. Com isso tudo, ganhava a confiança das pessoas, ou seja, O viam como confiável, (sempre foi, é o Criador), porém, num mundo onde não se pode confiar em ninguém, é preciso demonstrar na prática que somos confiáveis. Detalhe, os vigaristas são expert em ganhar confiabilidade, mas sempre o fazem por meios onde só caem os tolos. Eles enganam na conquista da confiança e depois aproveitam-se da confiança obtida para enganar outra vez, de uma maneira muito maior, para explorar as pessoas. Pois bem, devemos conquistar a confiança das pessoas sendo autênticos e fiéis a Deus. A confiabilidade de Jesus não é no sentido de explorar as pessoas, mas no de salvar suas vidas da morte.
  5. Então, quando as pessoas percebiam que Jesus era bem-intencionado, as convidava para segui-Loou seja, para que as pudesse salvar.

 

 

Perdido e achado – Texto chave: Lucas 15

 

Lucas 15 começa assim: “Aproximavam-se de Jesus todos os publicanos e pecadores para O ouvir. E murmuravam os fariseus e os escribas, dizendo: ‘Este recebe pecadores e come com eles’” (versos 1 e 2).

Em cem ovelhas, uma se perdeu, e o pastor foi em sua procura. Quando a achou, não bateu nela. Ao contrário, colocou-a em seu cangote, e a trouxe para a mesma segurança que as demais desfrutavam.

Em dez moedas, uma caiu, e a dona da casa se agachou em sua procura. Revirou toda a casa. Quando a achou, não disse que ela valia menos. Ao contrário, colocou-a junto das demais.

Em dois filhos, um quis ir embora. Quando quebrado e falido, desejou voltar. Voltando, não encontrou nenhuma placa dizendo “Proibido o retorno de um filho ingrato”. Não! Ao contrário! Ainda fedido, foi abraçado e beijado por seu pai, e trazido para dentro de casa.

Logo, temos três situações, 1ª) alguém que se afastou por descuido ou por esfriamento do amor; 2ª) alguém que se afastou porque a igreja o ofendeu ou criou uma situação para que saísse e; 3ª) alguém que se afastou por sua livre vontade própria. Nos três casos, atitudes diferentes foram tomadas para obter o mesmo resultado, a recuperação. Nos dois primeiros casos, a igreja foi atrás, no terceiro caso, a igreja aguardou o retornoE, nos três casos, a igreja se alegrou porque os perdidos foram encontrados ou retornaram. As estratégias para recuperação podem ser diferentes, devem se diferentes, adequadas a cada caso, mas os resultados são sempre semelhantes: há o retorno e há alegria e comemoração. Essa comemoração simboliza em sua maior intensidade a festa que vai haver no Céu quando todos formos salvos. Antes disso, já há alegria quando alguém retorna para o rebanho dos salvos. A salvação sempre gera alegria, a perdição sempre gera tristeza. A salvação garante a vida, a perdição leva à morte.

 

Comendo com pecadores – Texto chave: Mateus 9:13

 

Aqui há um conceito bastante claro: precisamos autorizar a ajuda divina em nossas vidas. Jesus não tem como ajudar quem entende que não precisa de ajuda. Nossa missão é mostrar ajuda diante das dificuldades e começar olhando para nós mesmos. Agora, avaliemos que quase naturalmente a nossa cultura separa as pessoas em diversas classes, rótulos e condições. O que dizer de nomes como Muammar Gaddafi, Nero, Jim Jones, Saddam Hussein, Osama bin Laden, Adolf Hitler, e Joseph Stalin? Homens da pior espécie! Se essas pessoas estivessem reunidas para um jantar, teria eu coragem de me juntar a eles? Aí é que está!

Nós precisamos acreditar que temos influência suficiente (divina) para transformar a vida de pessoas como essas. Jesus mudou a vida de gente assim, pecadores, nos tempos em que esteve na Terra e ao longo da história! O apóstolo João, por exemplo, que era filho do trovão e resultou em discípulo do amor!

Os fariseus, que também eram pecadores, julgaram Jesus como fazendo algo muito errado quando entrava na casa de publicanos e outras pessoas, julgadas inferiores, categorizadas como pecadoras. Como pecadores gostam de julgar e condenar outros pecadores! Eles e os mestres da lei, se julgavam superiores a todos, inclusive superiores a Jesus, o Filho de Deus. Bem ilustrou Jesus com aquelas duas orações, a do fariseu, que em plena oração se julgou superior ao publicano, e este, se julgando como não merecedor dos favores divinos, limitando-se a pedir perdão. E quem saiu justificado, isto é, perdoado? Aquele que pediu perdão! Os dois oraram, mas um deles insinuou que não precisava do perdão, portanto, não foi perdoado, embora fosse pecador, como todos os habitantes da Terra são. O outro, que se reconhecia pecador, pediu perdão, e obviamente, foi atendido.

Bem, a Lição nos traz Jesus como Modelo. Ele nos dá a indicação correta a respeito da evangelização. Não devemos nos prender ao questionamento feito pelos fariseus. Não nos interessa estacionar no problemão manifestado por eles. O que interessa é destacar o fato de que Jesus estava envolvido com pecadores. Com eles Se relacionava. E não para a glutonaria, mas para curar, para salvar.

 

Sabedoria ao se misturar com as pessoas – Texto chave:

 

Muitos de nós sabemos já tem muitos anos o conceito do sal na vida espiritual. O desafio é não permitir que esse sal perca o sabor, e mais, saia constantemente do saleiro. Confesso que a lição de hoje, quarta feira, impactou-me bastante, pois aqui entendemos que a boa intenção de transformar o mundo, não basta. O risco de sairmos para o mundo desarmados, longe da fidelidade a palavra de Deus e a figura de Cristo, nos torna suscetíveis a mais nos tornarmos parecidos com aqueles que não O conhecem do que o contrário.

Devemos sim nos misturar com as pessoas – mas, porém e contudo – deve haver “sabedoria” ao nos misturarmos com as pessoas. Muita sabedoria! A ideia não é nos tornarmos fracos para com os fracos e acabarmos fracos como eles. Não! O plano é erguê-los, fortificá-los. Em Cristo, nós somos o sal. Em Cristo, nós somos a luz.

 

Cada dia de nossa vida está carregado de responsabilidades que nós temos de enfrentar. Cada dia nossas palavras e atos estão fazendo impressão sobre aqueles com quem nos associamos. Quão grande é a necessidade que temos de pôr uma guarda em nossos lábios e vigiar cuidadosamente nossos passos! Um gesto desavisado, um passo imprudente e poderão surgir ondas de alguma forte tentação que podem levar uma pessoa para o abismo. Não podemos arrancar os pensamentos que houverem sido plantados na mente humana. Se foram maus, poderemos ter posto em movimento uma sequência de circunstâncias, uma avalanche de males, que não seremos capazes de deter.

 

 

No meio de uma geração corrupta – Texto chave: João 17

 

Na Lição de hoje, há uma questão interessante. Interessantíssima! Ela pergunta: “Com que frequência nossas igrejas passam mais tempo discutindo por causa de estilos de adoração ou por causa de doutrina do que evangelizando um mundo que está perecendo?” Interessante, não é mesmo?

Creio que essa pergunta impacta todos nós. As reuniões de comissão são muito importantes, mas a pauta que mais devemos nos demorar, seja em comissão ou fora dela, é a pauta da tática de evangelismo (leia-se também ajuda a comunidade).

Lá no Livro de Atosno capítulo 8, nos é contada a espetacular história de um homem que provavelmente não sabia orar, mas tinha necessidades espirituais – e, do seu jeito, clamava ao Deus que habita a eternidade, o santo lugar, mas que também habita com o contrito, com o abatido de espírito. Diz a Bíblia que Deus Se inclinou em direção a ele, e tomou providências.

Figo imaginando se Filipe não quisesse se misturar com esse etíope. Fico imaginando se o diácono Filipe dissesse assim: “Eu não, Senhor! Eu não quero ser a Sua providência em favor deste eunuco! ”

Todas as cidades têm suas necessidades. Essas necessidades são muitas. Por exemplo, sempre há pobres e são muitos. Não há como resolver o problema de todos eles, de erradicar a pobreza. Mas já faz diferença se alguém fizer alguma coisa. Já resolve o problema, mesmo que parcialmente, de um ou outro desses pobres, se essa for a opção escolhida. Se formos criteriosos e focados, não resolveremos os problemas da humanidade (como pretende a Agenda 2030), mas sim, criaremos um conceito de misericórdia, que certamente gerará percepção favorável na sociedade. Mas, certamente a influência mais importante e abrangente que podemos oferecer à sociedade é o estilo de vida saudável que nós temos vindo da Bíblia e do Espirito de Profecia. Por exemplo, fazer exercícios para ter boa saúde pode ser opção de todas as pessoas que tenham desejo, e isso fará diferença na vida de muitas outras pessoas. Em aula menciono com frequência algo sobre a saúde. Os alunos gostam de ouvir e muitos dão seus testemunhos, e assim outros são motivados. Do mesmo modo, podemos aconselhar pessoas sobre como se darem bem na vida, o que custa pouco e resolve a situação de muitos. Podemos ser criativos e fazer projetos adequados a cada localidade.

 

Comentário de Ellen G. White

 

“A verdadeira simpatia entre o homem e o seu semelhante deve ser o sinal distintivo entre os que amam e temem a Deus e os que são indiferentes a Sua lei. Quão grande a simpatia que Cristo manifestou ao vir a este mundo para dar a Sua vida em sacrifício por um mundo a perecer! Sua religião levou-O à prática de genuíno trabalho médico-missionário. Ele foi um poder curador. “Misericórdia quero e não sacrifício” Mat. 9:13, disse Ele. Este foi o teste que o grande autor da verdade usou para distinguir entre a verdadeira religião e a falsa. (Beneficência Social 36-37).

Filipe Lima
Diretor de Publicações da Igreja do IASP

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