Ampliação/Novos módulos da Igreja do UNASP Hortolândia – maio
11/05/2018
Meditação diária de 12/05/2018 por Flávio Reti
12/05/2018

Comentários da Lição 6 (2o Trim/2018) por Pr Narcizo Liedke

Lição 06 – A “mudança” da lei”

Introdução
Toda obra possui características de seu autor. Uma música, escultura, obra literária, pintura, um projeto arquitetônico, qualquer coisa que se faça leva consigo características de quem a fez.
A lei de Deus, também revela o seu autor, e se Deus é Perfeito, Suas leis são perfeitas, se Deus é Justo, Suas leis são justas e se Deus é Eterno, Suas leis são eternas. Imutáveis. Os seguintes versos atestam que Deus é o mesmo sempre que ele não muda, Hebreus. 13:8; Tiago 1:17 e Malaquias 3:6. Portanto se Deus não muda suas leis não podem mudar, contudo o inimigo pretende mudar a Lei de Deus porque mudar a lei divina é tentar afetar a própria essência de Deus.
A lição desta semana estuda estas tentativas.

A Promessa
A mesma luta espiritual que Paulo tinha acomete a nós. Até a declaração que ele fez: “desventurado homem que sou! Quem me livrará do corpo desta morte? ”, é o que muitas vezes sentimos. Contudo a certeza que temos é que se estivermos em Cristo Jesus não haverá condenação. Lei e julgamento não são para condenar mas para salvar.

A lei e o pecado
Duas coisas a serem consideradas: primeiro, a lei não é o problema. Ela é santa, justa e boa (rm.7:12). O problema é o pecado, que leva à morte. Segundo: A lei não pode nos salvar do pecado nem da morte. A lei simplesmente mostra o problema. A lei não produz morte, mas o pecado gera a morte.
Toda argumentação de Paulo nestes versos não faria sentido se a lei tivesse sido mudada.

Do sábado para o domingo?
Os argumentos que ouvimos contra sábado como dia de adoração e que não vivemos mais debaixo da lei. O fato que que apesar de falarem em lei na realidade querem dizer que só o sábado foi abolido. Outros simplesmente dizem que o sábado foi trocado pelo domingo como forma de homenagear a ressurreição de Jesus. Na bíblia os textos que comumente usam (João 20:19 a 23; Atos 20:6 e 7; Atos 2:46 e I Coríntios 16:1 a 4) mostram que os cristãos algumas vezes estavam reunidos no primeiro dia da semana, por razões e circunstancias outras, menos a adoração. Vale a pena ler os textos acima com atenção.

O sétimo dia no Novo
Se os textos usados como evidencia da troca do sábado para o domingo não querem dizer exatamente isto é bom ler com atenção os textos abaixo que mostram o contrário, ou seja; os cristãos primitivos se reuniam aos sábados para adorar. É significativo também que as mulheres que estiveram com Cristo “descansaram conforme o mandamento”.
Estes são os versos que você deveria ler: Lucas 4:14 a 16; 23:55 e 56; Atos 13:14, 42 a 44 e Atos 16:12 e 13.
A tentativa de mudança do sábado
“A lei de Deus, os Dez Mandamentos, ainda é válida (veja Tg 2:10-12), e essa lei inclui o sábado. Por que, então, tantos cristãos guardam o domingo se não há justificativa bíblica para isso?
Daniel 7 fala sobre a ascensão de quatro grandes impérios: Babilônia, Média-Pérsia, Grécia e Roma, sendo este o quarto e último império terrestre. Em Daniel 7:8, há uma descrição do poder de um chifre pequeno, que surgiria em um período posterior do Império Romano. Esse poder ainda faria parte do Império Romano, só que em uma fase posterior. O que mais poderia ser esse poder, senão o Papado, que surgiu diretamente de Roma e, até hoje, ainda faz parte dela? “. Sim
O idioma original, o aramaico, revela no verso 25 que o poder do chifre pequeno “pretendia” mudar a lei. Qual poder terrestre pode realmente mudar a lei de Deus?
Embora a história não esclareça os detalhes exatos, sabemos que, sob o domínio de Roma papal, o sábado foi substituído pela tradição da guarda do domingo. Essa tradição foi tão firmemente enraizada que a Reforma Protestante a manteve viva, mesmo até o século 21. Hoje, a maioria dos protestantes ainda guarda o primeiro dia da semana, em vez de obedecer ao mandamento bíblico do sábado.

Comentário final
“O mesmo dragão, Satanás, que guerreou contra Deus no Céu (Ap 12:7) guerreia contra o povo de Deus na Terra, os que “guardam os mandamentos de Deus” (Ap 12:17; 13:2, 4). Na verdade, o próprio Satanás também se torna objeto de adoração (Ap 13:4). Portanto, a guerra que o inimigo iniciou no Céu contra Deus, ele busca continuar na Terra. E o seu ataque à lei divina é fundamental à sua investida contra o Altíssimo.
“No quarto mandamento, Deus é revelado como Criador do Céu e da Terra, e por isso Se distingue de todos os falsos deuses. Foi para memória da obra da criação que o sétimo dia foi santificado como dia de repouso para o ser humano. Destinava-se a conservar o Deus vivo sempre diante da mente humana como a fonte de todo ser e objeto de reverência e culto. Satanás se esforça por desviar os homens de sua aliança com Deus e de prestarem obediência à Sua lei; dirige Seus esforços, portanto, especialmente contra o mandamento que aponta a Deus como o Criador” (Ellen G. White, O Grande Conflito, p. 53, 54).

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