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07/02/2020
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08/02/2020

Comentários da Lição 6 (1o Trim/2020)

Lição 6: “Da Arrogância à Destruição”.

“É Ele quem muda o tempo e as estações, remove reis e estabelece reis; Ele dá sabedoria aos sábios e entendimento aos inteligentes” (Dn 2:21).

No capítulo 5 de Daniel encontramos uma impressionante história de como a pecaminosidade humana e a arrogância de seus líderes levaram uma poderosa civilização à destruição.

Babilônia estava no auge de uma invasão pelos Medos e Persas. Não havia razão e nem sentido para ser celebrada uma festa. Mas o rei Belsazar se sentia seguro dentro de sua capital, cercada por uma muralha com cerca de 7,5 metros de largura e 12 metros de altura. Talvez ele desejasse através da festa transmitir uma sensação de normalidade aos habitantes da cidade.

Conforme nos leva a refletir o auxiliar da lição: Qual foi o mais flagrante pecado de Belsazar na noite da queda de Babilônia? Ainda mais grave do que oferecer uma festa hedonista, seu pior pecado foi a maneira pela qual ele tratou os utensílios do templo de Deus. O manuseio profano dos objetos sagrados simbolizava o desprezo de Belsazar pelo Deus de Israel e, finalmente, encheu o cálice da iniquidade de Babilônia. Contudo, a raiz das suas falhas se encontrava na sua rejeição em andar na luz que o Senhor lhe revelou por meio do Seu modo de tratar Nabucodonosor. A fim de evitar cometer o mesmo erro, devemos andar na luz que Deus tem derramado sobre nosso caminho mediante a Sua Palavra.

Em um momento da festa, uma misteriosa escritura aparece de repente na parede da sala do banquete. O rei imediatamente percebe a gravidade da situação. Mais uma vez, os sábios do palácio não conseguiram produzir uma interpretação que satisfizesse ao rei. Foi somente por sugestão da rainha-mãe que o rei pediu que Daniel fosse levado à sua presença. Alguns eruditos identificam essa mulher com Nitocris, filha de Nabucodonosor, esposa de Nabonido e mãe de Belsazar.

Alguém pode se perguntar por que Daniel foi ignorado até aquele momento. Com base na atitude e no comportamento de Belsazar, parece que esse rei pode ter afastado Daniel por motivos políticos (religiosos).

Daniel falou ao rei nos termos mais severos. Acima de tudo, declarou a culpa de Belsazar por não aprender com a experiência de Nabucodonosor, particularmente quando esse foi expulso do trono por um período de sete anos (Dn 4). Assim, Belsazar deveria saber melhor: “Tu, Belsazar, que és seu filho, não humilhaste o teu coração, ainda que sabias tudo isto” (Daniel 5:22). Portanto, a escritura na parede significava juízo para Belsazar e para Babilônia: MENE, MENE (“contou”), TEKEL (“pesou”), UPHARSIN (“e dividiu”).

Ellen G. White diz que esses caracteres “luziam como fogo”, e que o rei e os outros pareciam estar “citados ante o tribunal do eterno Deus, cujo poder eles acabavam de desafiar” (Profetas e Reis, p. 524). A sentença foi pronunciada, o rei e o reino babilônico foram condenados.

Naquela mesma noite, o inimigo desviou o curso do rio Eufrates – que corria através da cidade – até um pântano, e como o nível da água tinha abaixado, os soldados entraram em Babilônia por debaixo dos muros da cidade através do leito do rio. Belsazar foi morto e a poderosa Babilônia caiu diante dos medos e dos persas, em outubro de 539 a.C.

Diferentemente de Nabucodonosor após a sua conversão, Belsazar desprezou o verdadeiro Deus e louvou os deuses de ouro, de prata, de bronze, de ferro, de madeira e de pedra. Quais “deuses” hoje representam uma ameaça ao nosso relacionamento com o Deus verdadeiro? Dinheiro? Status? Educação? Carreira? Prazeres?

“A história das nações fala a nós hoje. Deus tem designado um lugar em Seu grande plano para cada nação e cada indivíduo. Homens e nações estão sendo hoje postos à prova pelo prumo na mão Daquele que não erra. Todos estão por sua própria escolha decidindo seu destino, e Deus está superintendendo tudo para a realização dos Seus propósitos” (Ellen G. White, Profetas e Reis, p. 536).

A queda da Babilônia histórica – como o ouro deu lugar à prata – simboliza a derrota final da Babilônia espiritual no fim dos tempos, como foi sugerido nos capítulos proféticos de Daniel. Em Apocalipse, a queda da Babilônia no fim dos tempos está ligada à sexta praga, que resulta no secamento do rio Eufrates para preparar o caminho para os reis do Oriente (Ap 16:12). No fim, a cidade vitoriosa (Babilônia) é derrotada, e a cidade derrotada (Jerusalém) é estabelecida para sempre.

O juízo de Belsazar e a queda da Babilônia nos asseguram que, finalmente, as forças do mal serão derrotadas. Por mais que estejamos sofrendo hoje, diante das tentações e opressões por parte de Babilônia, podemos descansar na certeza de que o nosso Deus está anotando os pecados das nações e dos indivíduos e trará o juízo sobre os que rejeitam a sua lei de amor. Os juízos de Deus são sempre em favor do seu povo fiel. Portanto podemos nos regozijar de que em breve o mal não mais existirá.

A lição desta semana nos lembra que Deus acompanha a história de cada nação e cada indivíduo. Não podemos deixar de aprender as lições que amorosamente Deus coloca a nossa disposição. Não podemos seguir um caminho de egoísmo e gratificação própria e esperar sermos aprovados no juízo. Aproveitemos as oportunidades graciosamente oferecidas por Deus a nós para conhecermos a sua vontade para a nossa vida e supliquemos ao Espírito Santo que nos capacite a praticá-las.

Jobson Dornelles Santos é membro da Igreja do UNASP campus Hortolândia desde 2015 e colabora atualmente como capelão do ensino superior e professor de disciplinas religiosas.

 

 

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