Culto de Adoração com Pr. Georges Mora 03/11/18
02/11/2018
Meditação diária de 03/11/2018 por Flávio Reti
03/11/2018

“Todos os que criam mantinham-se unidos…” Atos 2:44

A Igreja Primitiva é um exemplo de unidade.

Dentre as diversas definições de unidade, esta seria a propriedade pela qual um ser não pode se dividir em outro menor sem perder parte de sua essência ou destruir-se.

Este conceito nos ensina 4 coisas à respeito da Igreja Primitiva.

  1. Trata-se de uma igreja que preserva sua essência. A essência da igreja primitiva é a presença do Espírito Santo, o fator determinante para dar viabilidade à unidade na diversidade e na adversidade. Segundo atos, eram “partos, medos e elamitas; habitantes da Mesopotâmia, Judéia e Capadócia, Ponto e da província da Ásia, Frígia e Panfília, Egito e das partes da Líbia próximas a Cirene; visitantes vindos de Roma, tanto judeus como convertidos ao judaísmo; cretenses e árabes”, aos olhos humanos, diferentes, diversos, mas sob o poder do Espírito, filhos de Deus. “Atônitos e perplexos, todos perguntavam uns aos outros: “Que significa isto? “” A resposta temos hoje: a essência do Espírito de Deus que nos une é muito maior do que as divergência humanas que nos afastam.
  2. Uma Igreja que alia organismo e organização. A igreja primitiva retratada em Atos 2-6 é o exemplo perfeito de um organismo organizado. Enquanto organismo é viva, é ligada à videira, e é iniciativa de Cristo. Enquanto organização, é a combinação dos esforços individuais humanos em função de propósitos coletivos e missionários. A organização é condição sine qua non para unidade do organismo. A igreja primivita discerne que reune em si ação divina e oportunidade humana. O agir do homem sem o agir de Deus é Babel. O agir de Deus para o agir do homem é o Pentecostes.
  3. É a igreja que transforma companhia em comunhão. Eis a grande qualidade de estar junto. Não pode haver comunhão entre pólos opostos. Todavia, o poder do Espírito faz mais do que amigos, faz irmãos. É da igreja primitiva o privilégio de inaugurar o título da irmandade cristã. É nesta família da qual Deus é Pai, que se encontra uma pérola da unidade, a comunhão. Do grego, koinonia: ‘tendo em comum’. Do do latimm, communione: ‘ter algo em comum’, uniformidade; acordo, e harmonia. A palavra é citada pela primeira vez no livro de Atos 2:42, relatando como o cristianismo era compartilhado pelos cristãos. É a koinonia que retira do mais íntimo da alma a exclamação:“‘Oh! Como é bom e agradável viverem unidos os irmãos’” (Sl 133.1).
  4. É uma igreja intencional. Os primeiros cristãos tinham um intenso sentimento de missão. Isto nada mais é do que se sentir responsável pelo outro. Esta intencionalidade agia para robustecer a unidade. A igreja intencional “é dotada de uma característica marcante: altamente focada em pessoas e na execução. Por ser esta a sua característica principal, ela busca redefinir suas atividades e ações. E que todos os envolvidos no crescimento da igreja, direta e indiretamente, invistam o seu tempo, habilidades e recursos no que é crucialmente importante. Esse tipo de igreja aproveita toda e qualquer oportunidade para fazer o que precisa ser feito, só que passando pelo crivo da intencionalidade: fazer por uma razão e para um propósito.”[1] Na igreja primitiva a ação intencional fortalecia a unidade, dando a esta identidade. Isto nos ensina que comissionados e bem intencionados, a missão nos unirá.

Que Deus nos abençoe a desenvolvermos nos tempos modernos as características da igreja primitiva.

[1] Pastor Marcos Militão, autor do Livro Igreja Intencional. Entrevista em https://noticias.adventistas.org/pt/noticia/institucional/livro-igreja-intencional-apresenta-formato-lideranca/

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