Meditação de Pôr do Sol de 22/07/2016 por José Henrique Arzani
21/07/2016
Meditação de Pôr do Sol de 29/07/2016 por José Luis Menegoro
28/07/2016

Comentários da Lição 5 (3º Trim/2016) por Filipe Lima


COMO O EVANGELHO TRANSFORMA A COMUNIDADE

 

Introdução – Texto chave: Mateus 4:23

Deus não pecou! Deus continua sendo o mesmo, em infinda misericórdia, amor e justiça. Ele continua odiando o pecado e amando o pecador. Portanto, quer mais do que depressa ver Seu plano inicial se concretizando, a salvação da raça humana para viver com Ele para sempre. Nós somos o alvo desse plano e ao mesmo tempo parte dele, Jesus disse que devemos ser a luz do mundo. Sendo assim, refletimos Cristo para o mundo e a verdade sobre esse plano tremendo. A lição diz que podemos “abrir buracos na escuridão”, é verdade! Esse mundo está em trevas e temos a verdadeira luz em mãos, cabe a nós tira-la de baixo da cama e iluminar o planeta!

Em dias que coloco minha filhinha de um ano e meio para dormir, acontece algo interessante. Ela dorme na escuridão total, porém se por alguma razão eu preciso acender o celular, a claridade é tamanha diante do ambiente escuro, que é suficiente para acorda-la. Essa singela ilustração nos mostra que luz e trevas realmente não andam juntas. Somos a luz que deve dissipar as trevas deste mundo.

 

A declaração de missão de Jesus – Texto chave: Mateus 7, 28 e 29

A missão de Jesus é explicita e central na Bíblia. Nada mais era do que a submissão completa e total à vontade do Pai. A vontade do Pai é ter a família humana novamente junto de Si, e é isso o que Jesus veio executar – “Deus amou ao mundo de tal maneira que deu o Seu Filho unigênito, para que todo o que nEle crê não pereça, mas tenha a vida eterna” (João 3:16).

Jesus viera para pregar e ensinar aos mansos, restaurar os que sofriam por causa de problemas na vida, libertar os cativos do pecado, das doenças e da injustiça, abrir a prisão aos presos, e como Ele finalizou, apregoar, ou seja, cumprir o ano jubileu. Jesus veio para tudo isso, e de fato, fez tudo isso.

Mas havia mais uma mensagem nessa leitura, que está no título da lição de hoje. Jesus era o personagem ao qual o texto, profeticamente se referia. Quanto Ele leu a parte em negrito, parou um pouco, e declarou solenemente: “hoje se cumpriu essa profecia” ou, “hoje se cumpriu a Escritura que acabais de ouvir.”

Desse momento em diante, começou um murmúrio, e logo, uma confusão. “Mas quando Jesus anunciou: “Hoje se cumpriu esta Escritura em vossos ouvidos” (Luc. 4:21), foram de repente levados a pensar em si mesmos, e nas declarações dAquele que lhes dirigia a Palavra. Eles, israelitas, filhos de Abraão, haviam sido representados como em servidão. Tinha lhes dirigido como presos a serem libertados do poder do mal; como em trevas e necessitados da luz da verdade. Seu orgulho ficou ofendido, despertaram-se-lhes os temores. As palavras de Jesus indicavam que Sua obra por eles havia de ser de todo diversa do que desejavam. Seus atos deviam ser intimamente examinados. Não obstante sua exatidão nas cerimônias exteriores, recuaram da inspeção daqueles puros, penetrantes olhos” (O Desejado de Todas as Nações, 237).


Ame seu próximo – Texto chave: Lucas 10:27

A grande pergunta que devemos iniciar aqui é: quem é meu próximo?

O Espírito de Profecia diz:

“Porventura a separação do mundo, em obediência à ordem divina, nos incapacitará para a obra que o Senhor nos deixou? Estorvar-nos-á de fazer o bem aos que nos rodeiam? – Não; quanto mais firmes estivermos em nosso apego ao Céu, tanto maior será nosso poder de prestatividade. Devemos estudar o Modelo, para que habite em nós o espírito que habitava em Cristo. O Salvador não era encontrado entre os exaltados e honrados do mundo. Não passava Ele o tempo entre os que buscavam sua comodidade e prazer. Trabalhava para ajudar os que careciam de auxílio, para salvar os perdidos e os que estavam prestes a perder-se, para levantar os oprimidos, para despedaçar o jugo dos que se achavam em cativeiro, para curar os doentes, e falar palavras de simpatia e consolação aos tristes e acabrunhados. Somos solicitados a seguir esse exemplo. Quanto mais participarmos do espírito de Cristo, tanto mais procuraremos fazer pelos nossos semelhantes. Havemos de bendizer os necessitados e confortar os entristecidos” (Nos Lugares Celestiais, pág. 312 – Meditação Matinal de 01/11/1968).

Todos os que precisam de auxílio são nossos próximos, não importando quem seja. Precisa de ajuda, devemos ajudar. Basta olhar com mais atenção à nossa volta no dia a dia e perceberemos que muitos que nos cercam precisam de ajuda, a questão é que na maioria das vezes estamos muito envolvidos em nossas atividades a ponto de perceber isso.

 

A receita completa – Texto chave: Mateus 5:13

Vós sois o sal da Terra!

“O sal é apreciado por suas propriedades preservativas; e quando Deus compara Seus filhos ao sal, quer ensinar-lhes que Seu desígnio em torná-los objeto de Sua graça, é que se tornem instrumentos na salvação de outros. O objetivo de Deus em escolher um povo acima de todos no mundo, não era apenas o adotá-los como filhos e filhas, mas que, por meio deles, o mundo recebesse a graça que traz a salvação (Tito 2:11). Quando o Senhor escolheu a Abraão, não foi simplesmente para que ele se tornasse um especial amigo de Deus, mas para que fosse um transmissor dos privilégios particulares que o Senhor desejava outorgar às nações. Em Sua última oração com os discípulos antes da crucifixão, Jesus disse: ‘E por eles Me santifico a Mim mesmo, para que também eles sejam santificados na verdade‘ (João 17:19). Semelhantemente os cristãos que são purificados por meio da verdade possuirão qualidades salvadoras, que preservarão o mundo da inteira corrupção moral.

O sal deve ser misturado com a substância em que é posto; é preciso que penetre a fim de conservar. Assim, é com o contato pessoal e a convivência que os homens são alcançados pelo poder salvador do evangelho. Não são salvos em massa, mas como indivíduos. A influência pessoal é um poder. Cumpre-nos nos achegar àqueles a quem desejamos beneficiar.

O sal cumpre seu papel quando se mistura com ingredientes diferentes dele mesmo! Essa é a proposta para nós, já temos a luz e precisamos mistura-la com outras pessoas.

“Aos obreiros de Deus todo cuidado será pouco para que seus atos não lhes contradigam as palavras, pois só uma vida coerente pode exigir respeito. Se nossos atos se harmonizarem com o nosso ensino, nossas palavras produzirão efeito; uma piedade não baseada em princípios conscienciosos, porém, é como sal insípido. Falar, e não praticar, é como o metal que soa e o címbalo que tine. Não nos traz nenhum proveito esforçar-nos para inculcar princípios que não pomos em prática conscienciosamente” (Conselhos Sobre Saúde, 559 e 560).

 

Cultivando o campo espiritual – Texto chave: Mateus 13

É encantador o quanto o assunto da pregação do evangelho deve ser estudado. Em Mateus 13 temos uma grande comparação das estratégias do evangelho com o trabalho de um agricultor, nele é falado sobre o solo batido, na beira do caminho, do solo cheio de pedras, do solo forrado de espinhos, e do solo apropriado para o crescimento da semente, com correspondente frutificação e colheita.

Não é possível termos apenas semeadores, existem processos até a colheita, tais como análise daqueles que nos cercam, aproximação para uma amizade transparente, percepção do problema/necessidade e por fim, ação para atende-las.

“No ministério da Palavra há muita pregação e pouquíssimo trabalho de coração a coração. É necessário o trabalho pessoal pela salvação dos perdidos. Devemos aproximar-nos dos homens individualmente com simpatia semelhante à de Cristo e procurar despertar-lhes o interesse nas coisas da vida eterna. Os corações podem ser tão duros quanto o caminho batido e pode parecer uma tentativa inútil apresentar-lhes o Salvador; mas embora a lógica possa falhar em mover, e o argumento seja impotente para convencer, o amor de Cristo, revelado no ministério pessoal, pode abrandar o coração empedernido, de modo que a semente da verdade possa enraizar-se” (Parábolas de Jesus, pág. 57).

 

Plantio de igrejas – Texto chave: Mateus 10:5-10

Quando a vida perde o sentido, e os efeitos da cultura destroem totalmente a pessoa, onde ela pode encontrar o perdão e compreensão? Em um grupo que irá oferecer aceitação. As pessoas não irão usar palavras condenatórias. Vão simplesmente dizer: “Nós amamos você e vamos ajuda-lo”. Acredito na igreja de Jesus Cristo porque esse é um lugar em que posso encontrar comunidade, cura e amor. Acredito na igreja porque ela dá motivação para os esforços mais amorosos, duradouros, valiosos e altruístas da humanidade.

Todos estamos no mundo para ser a igreja de Jesus Cristo. Você não está feliz por fazer parte de algo que muda o mundo, que resistiu a 2000 anos e que faz a diferença? Adoração Autêntica, pg 108.

Cristo confiou à igreja um sagrado encargo. Cada membro deve ser um conduto através do qual Deus possa comunicar ao mundo os tesouros de Sua graça, as insondáveis riquezas de Cristo. Não há nada que o Salvador deseje tanto como agentes que representem ao mundo Seu Espírito e Seu caráter. Nada existe que o mundo necessite mais do que a manifestação do amor do Salvador através da humanidade.

A igreja é o instrumento de Deus para a proclamação da verdade, por Ele dotada de poder para fazer uma obra especial; e se ela for leal ao Senhor, obediente a todos os Seus mandamentos, nela habitará a excelência da graça divina. Se for fiel a sua missão, se honrar ao Senhor Deus de Israel, não haverá poder capaz de a ela se opor.

 

Comentário de Ellen G. White

“Devemos advertir homens e mulheres contra a adoração da besta e sua imagem – contra o culto ao ídolo do domingo. Mas, ao realizar essa obra, não precisamos começar uma guerra contra os descrentes. Devemos simplesmente apresentar a Palavra de Deus em sua verdadeira dignidade e pureza, diante da mente dos que são ignorantes ou indiferentes acerca de seus ensinos. … Não precisamos dizer-lhes que irão para o inferno a menos que guardem o sábado do quarto mandamento. A própria verdade, acompanhada do poder do Santo Espírito, convencerá e converterá os corações” (CRISTO Triunfante, MM, 2002, 177).

Filipe Lima

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