Culto Divino com Profº Luiz Henrique dos Santos – 05/05/2018
04/05/2018
Meditação diária de 05/05/2018 por Flávio Reti
05/05/2018

Comentários da Lição 5 (2o Trim/2018) por Pr Narcizo Liedke

Cristo no santuário celestial

Introdução

Em lugar de fazer um resumo ou comentário desta lição, esta semana vou destacar alguns temas que merecem explicação. Não será um estudo profundo de teologia, até porque não há espaço para tal, mas vou destacar alguns assuntos que merecem um estudo mais demorado pela importância que tem. Dito isto fica o desafio para que munido da Bíblia e bons livros você estude e assuma uma posição clara.

 

– Em primeiro lugar cito a nota da introdução da lição reforçar a importância de conhecer bem este assunto. “O assunto do santuário e do juízo de investigação deve ser claramente compreendido pelo povo de Deus. Todos necessitam de conhecimento sobre a posição e obra de seu grande Sumo Sacerdote. Caso contrário, será impossível a eles exercerem a fé essencial a este tempo, ou ocupar a posição que Deus deseja lhes confiar” (Ellen G. White, O Grande Conflito, p. 488).

 

– Muitos tem questionado se existe um santuário no céu ou se o céu santuário é um santuário. Para responder este questionamento cito o Pr. Angel Manuel Rodríguez, Th.D., destacado teólogo da igreja Adventista, “Existe um santuário no Céu. Se o santuário celestial serviu de modelo para o santuário terrestre, então deve existir algum tipo de relação estrutural entre ambos (Hebreus 8:5).

Obviamente, a relação é pálida e vaga, porque a imaginação humana não pode abarcar a totalidade do santuário celestial. Há, porém, certo nível de correspondência entre ambos. As Escrituras dão testemunho da realidade do santuário celestial, que é descrito como a celestial habitação de Deus (Apocalipse 11:19; 14:17; 15:5). Isso, por si só, denota a existência de um espaço definido, uma majestosa estrutura da qual conhecemos pouquíssimo e sobre a qual podemos apenas falar, usando as imagens e a terminologia do santuário terrestre. ”

– Natureza Divina/humana de Jesus. Por ser Deus Ele não podia morrer, Deus é Eterno. Por essa razão o Deus Filho encarnou. A incompreensível encarnação de Jesus é a mais tremenda prova de amor que a Divindade poderia nos dar. Mais uma vez cito o texto da lição do domingo. “Embora fosse divino e Deus por natureza, Jesus assumiu a “semelhança de homens” e Se humilhou, “tornando-Se obediente até à morte e morte de cruz” (Fp 2:6-8). De uma forma conhecida apenas por Deus, a divindade de Cristo não morreu quando Jesus morreu na cruz. De um modo além da compreensão humana, a divindade de Jesus ficou inativa durante os nove meses no útero de Sua mãe e também nos dias em que passou no túmulo. Além disso, Jesus nunca a usou como auxílio à Sua humanidade durante Sua vida e ministério na Terra. ”

– O livro de Hebreus é fundamental para entendermos o processo da salvação do ser humano, apontando para o passado podemos ver através das figuras e do ritual do santuário todas etapas do processo para que o homem pudesse ser salvo. O santuário terrestre era figura do verdadeiro que existe no céu, se na terra os serviços do santuário eram oficiados pelos sacerdotes e sumo-sacerdotes, no céu Cristo está oficiando, não em um santuário feito por mãos humanas, mas no próprio céu em favor do homem.

Jesus desempenhou vários papeis no plano da salvação do ser humano, e uma vez concluído seu papel como cordeiro sacrifical Ele sobe aos céus para desempenhar seu papel como sumo-sacerdote.

– Hebreus destaca que o sacrifício de Cristo foi plenamente eficaz. Foi um sacrifício superior e definitivo, nada mais precisava ser feito para salvar o homem. “Cristo é capaz de nos salvar completamente devido às Suas diversas qualidades que nenhum outro sacerdote jamais poderia ter. Ele é Deus, tendo então autoridade para perdoar pecados. Seu sacerdócio é permanente. Hoje, durante a era cristã, Ele intercede por Seu povo o tempo todo, com a mesma amorosa compaixão de quando curava os doentes e confortava os desolados. Ele também é humano, mas nasceu sem pecado e assim permaneceu. E, como homem sem pecado, Ele morreu sob o peso esmagador da soma de todos os pecados da humanidade. Portanto, somente Ele, o Deus-Homem, pode interceder pelos pecadores no santuário celestial. “

– “Jesus é o precursor, tendo adentrado o santuário celestial como nosso Representante na própria presença de Deus. Isto é, Jesus está diante do Pai, ministrando os méritos de Sua expiação, a “eterna redenção” que Ele “obteve” em nosso favor.

Quando aceitamos Cristo, nossos pecados são perdoados e permanecemos diante de Deus, perdoados e purificados. Mas o fato é que, mesmo depois que nos tornamos cristãos, às vezes ainda pecamos, apesar de todas as maravilhosas promessas de vitória. Nessas ocasiões, Jesus intercede como nosso Sumo Sacerdote no Céu. Ele representa o pecador arrependido e apresenta diante do Pai não os nossos méritos (porque não temos nenhum), mas Seus próprios méritos em nosso favor. “Por isso, também pode salvar totalmente os que por Ele se chegam a Deus, vivendo sempre para interceder por eles” (Hb 7:25).

– Algumas pessoas questionam a existência de um julgamento, que dentro da simbologia do santuário terrestre corresponde ao dia da purificação. Contudo biblicamente é certo que existe um juízo. Cito alguns versos: Daniel 7:10, “assentou-se o tribunal e abriram-se os livros”; Apocalipse 14: “ Temei a Deus e dai-lhe gloria pois é chegada a hora do seu juízo”; I João 4:17 “para que no dia do juízo mantenhamos a confiança”; Hebreus 9:27: “E, como aos homens está ordenado morrerem uma vez, vindo depois disso o juízo”. Está claro que há um julgamento.

– A maior prova da validade da lei é a existência de um julgamento. Sem lei não há pecado, sem pecado não há julgamento, sem julgamento não há condenação e sem condenação não precisamos de um salvador. Todo processo estabelecido por Deus para salvar o homem não faria sentido. Só lembrando, a lei não salva assim como as obras da lei não salvam. A lei mostra nosso pecado e a necessidade de um salvador. Quem tem Cristo está salvo, que não tem está condenado pela lei.

– O livro de Hebreus apresenta o santuário terrestre como tipo do que Cristo faria por nós na Terra, como nosso sacrifício, e no Céu, como nosso Sumo Sacerdote. O santuário israelita foi uma lição objetiva do evangelho. Por meio dele os judeus deveriam aprender o plano da salvação, que incluía sacrifício, intercessão, juízo e o fim do pecado. Daniel, entretanto, acrescenta mais luz ajudando os leitores a entender a dimensão apocalíptica (relacionada ao tempo do fim) da obra final de Cristo no santuário celestial. “Com ênfase na purificação, juízo e vindicação, as visões apocalípticas de Daniel projetam a imagem do Dia da Expiação para o próprio fim da história terrestre. A purificação se acha diretamente relacionada ao santuário celestial e à obra do Messias como rei e sacerdote. As visões introduzem o elemento de tempo, possibilitando ao leitor identificar o momento específico dentro da história da salvação em que o Messias devia começar Sua última obra de purificação, juízo e vindicação na habitação celestial de Deus” (Tratado de Teologia Adventista do Sétimo Dia, p. 442).

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