Semana de Oração 01 a 08 de fevereiro/2020
31/01/2020
Meditação diária de 01/02/2020 por Flávio Reti – A balança
01/02/2020

Comentários da Lição 5 (1o Trim/2020) pelo Ancionato

Comentários da Lição 5 (1o Trim/2020)

Lição 5 – Do Orgulho à Humildade

“Quão grandes são os seus sinais, e quão poderosas as suas maravilhas! O seu reino é um reino sempiterno, e o seu domínio de geração em geração”. Daniel 4:3 ACF

O capítulo 4 do livro de Daniel foi na verdade escrito pelo rei Nabucodonosor. Logo no verso 2 ele diz: “Pareceu-me bem fazer conhecidos os sinais e maravilhas que Deus, o Altíssimo, tem feito para comigo”.

No auge da fama e do poder (aproximadamente trinta anos depois dos eventos relatados em Daniel 3, conforme o comentário auxiliar da lição), o rei sonhou com uma enorme árvore que oferecia abrigo e sustento a aves e animais de toda a terra. Em seguida, um ser celestial, corta a árvore.

O rei procurou a interpretação do sonho com os sábios da corte, mas estes não puderam ou não quiseram decifrar o significado do mesmo. Então Daniel foi chamado e revelou ao rei a interpretação do sonho.

Uma provável razão pela qual os demais sábios não quiseram interpretar o sonho, parece ter sido o temor de dar uma interpretação desfavorável ao rei. Daniel corajosamente, mas com muito tato, explicou ao rei que se ele continuasse no caminho de orgulho seria tirado de entre os homens e passaria a morar entre os animais.

Vejam as palavras cheias de verdade e graça que saíram dos lábios de Daniel: “Portanto, ó rei, aceita o meu conselho, e põe fim aos teus pecados, praticando a justiça, e às tuas iniqüidades, usando de misericórdia com os pobres, pois, talvez se prolongue a tua tranqüilidade” (Daniel 4:27).

Um grande desafio dos governantes é manter-se humilde diante do grande poder que detém. Mas este não é um problema apenas dos reis e poderosos. Cada um de nós corre o risco de permitir que o orgulho encontre morada em nosso coração.

A história relatada por Nabucodonosor mostra o quanto o pecado do orgulho é abominável perante Deus. Foi precisamente este elemento que conduziu Lúcifer a tornar-se Satanás, o opositor do Criador. Ele achou que merecia mais do que o lugar que o Senhor Deus amorosamente lhe havia concedido.

Nabucodonosor ouviu a interpretação do sonho por Daniel, mas não deu à atenção que a mesma merecia. Não mudou a sua forma arrogante de pensar e agir. Um ano depois o rei diz: “Não é esta a grande babilônia que eu edifiquei para a casa real, com a força do meu poder, e para glória da minha magnificência?” (Daniel 4:30).

As palavras do rei foram particularmente ofensivas à Deus, porque aquela cidade havia sido erguida não com o suor do rei, mas com os esforços de milhares de pessoas oprimidas. A beleza de Babilônia foi erguida como fruto do trabalho escravo, da exploração dos pobres.

Então ocorreu o cumprimento do sonho. Naquela mesma hora, o rei foi acometido por uma doença mental, possivelmente licantropia, em que a pessoa pensa que se tornou um animal e passa a se comportar como um animal. Por sete anos Nabucodonosor teve que viver entre os animais do campo. Assim, aquele que acreditava ser superior aos demais experimentou o que é ser “menos” que os demais.

Felizmente Nabucodonosor aprendeu a lição que Deus pretendia lhe ensinar. Depois de sete anos entre os animais, num lampejo de racionalidade, “levantou os olhos ao céu”. Fruto da misericórdia divina, Nabucodonosor foi capaz de reconhecer o seu pecado e erguer a mente à Deus em busca de perdão e restauração. Quando o rei reconheceu a soberania de Deus, foi curado da sua doença mental e reconduzido ao trono (Daniel 4:34-36).

Reproduzo a seguir as palavras do auxiliar da lição: Por que é tão difícil para o ser humano se tornar humilde? A razão é que estamos todos infectados com o desejo de ser servidos e exaltados, o que nada mais é do que o desejo de ser tratados como Deus (veja Gênesis 3). Mas como não podemos ser Deus, o orgulho produz uma amarga frustração. A humildade, no entanto, traz satisfação. Sempre encontraremos alguém a quem servir e, ao fazê-lo, experimentaremos a alegria e a satisfação de servir!

Diversos fatores indicam que o rei Nabucodonosor experimentou uma verdadeira conversão e transformação de vida. Veja as palavras de E. G. White a respeito: “O outrora orgulhoso rei tinha se tornado um humilde filho de Deus; o governante tirânico e opressor havia se tornado um rei sábio e compassivo. Aquele que tinha desafiado o Deus do Céu e Dele blasfemado reconhecia então o poder do Altíssimo e fervorosamente procurou promover o temor de Jeová e a felicidade dos seus súditos. Sob a repreensão Daquele que é Rei dos reis e Senhor dos senhores, Nabucodonosor tinha afinal aprendido a lição que todos os reis precisam aprender, de que a verdadeira grandeza consiste na verdadeira bondade. Ele reconheceu Jeová como o Deus vivo, dizendo: ‘Eu, Nabucodonosor, louvo, exalto e glorifico ao Rei dos Céus, porque tudo o que Ele faz é certo e todos os Seus caminhos são justos. E Ele tem poder para humilhar aqueles que vivem com arrogância’ (Dn 4:37, NVI).

“O propósito de Deus de que o maior reino do mundo mostrasse Seu louvor estava então cumprido. Essa proclamação pública, em que Nabucodonosor reconheceu a misericórdia, bondade e autoridade de Deus, foi o último ato de sua vida registrado na história sacra” (Ellen G. White,Profetas e Reis, p. 521).

Daniel capítulo 4 oferece um lampejo de esperança para todos aqueles que possam estar infectados com o vírus do orgulho. Deus abomina este pecado, mas vem ao auxílio de todo aquele que pede ajuda para livrar-se da síndrome de superioridade sobre os demais. Assim como ajudou ao rei Nabucodonosor dando-lhe tempo para reconhecer o seu pecado, Deus também trabalha com cada um de nós a fim de reconhecermos a malignidade desse defeito de caráter e supliquemos por libertação.

A lição desta semana é um convite para a avaliação pessoal, para a confissão e o arrependimento genuínos. Será que tenho me engrandecido por palavras e atos? Será que desejo o aplauso dos homens ao invés da aprovação de Deus?

Um sutil perigo que ronda a muitos é o de comparar as suas realizações com os demais. Geralmente olhamos para os pontos em que somos fortes e nos comparamos com outros que não são tão eficazes naqueles dons. Com isto alimentamos o orgulho dentro de nós e rebaixamos o nosso irmão. Nos colocamos como juízes do próprio Deus, pois foi Ele quem distribui dons aos homens, dando a cada um habilidades diferentes (1 Coríntios 12:11).

Deus deu oportunidade a Nabucodonosor porque o amava e desejava a sua salvação eterna. Ele também oferece a oportunidade para cada um de nós de reconhecermos os nossos erros e abandoná-los porque nos ama. E a vitória está disponível pelo Seu poder que habita em nós.

Peçamos a Deus a vitória sobre cada pecado conhecido. Especificamente peçamos a libertação do orgulho. Somente assim daremos glória à Deus – o único que merece todo louvor e adoração.

Jobson Dornelles Santos é membro da Igreja do UNASP campus Hortolândia desde 2015 e colabora atualmente como capelão do ensino superior e professor de disciplinas religiosas.

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