Meditação de Pôr do Sol de 15/07/2016 por José Guilherme Wayand
13/07/2016
Meditação de Pôr do Sol de 22/07/2016 por José Henrique Arzani
21/07/2016

Comentários da Lição 4 (3º Trim/2016) por Filipe Lima

 

 

Introdução – Texto chave: Ezequiel 47:9

 

A Bíblia, no Antigo Testamento, nos mostra muitas abordagens sobre justiça e misericórdia. Por isso a Lição trabalhou em duas semanas com esse assunto. A questão se mantém tão interessante quanto na última lição: o quanto a igreja pode fazer diferença na comunidade em que está inserida. No entanto, noto que essa é uma questão que pode e deve ser refletida com frequência, pois temos a tendência de nos acomodar e entender que o assunto de sermos membros de uma igreja local, tem que ver com o eu, com atividades “para mim”, quando na realidade é justamente o contrário, primeiramente com finalidade de louvor a Deus, posteriormente salvação para aqueles que lá não estão, revelando ao mundo o caráter de Deus.

Devemos entender que a igreja não é um fim em si mesma, boa parte de nossas atividades deve ser separada para ajudar aqueles que caíram em desgraça, pois nesse mundo o mal pode sobrevir a qualquer um, a ricos e a pobres, e precisamos estar aqui para servir, principalmente aos pobres.

 

Vivos em Cristo – Texto chave: Ezequiel 37:3

 

“Uma visão de nossa obra. A pessoa que desejamos salvar é como a representação que Ezequiel viu em visão: um vale de ossos secos. Estão mortas em ofensas e pecados, mas Deus quer que lidemos com elas como se estivessem vivas. Se nos fosse feita a pergunta: ‘Filho do homem, acaso, poderão reviver estes ossos?’ Nossa resposta seria apenas a confissão de ignorância: ‘Senhor Deus, Tu o sabes’ (Ezequiel 37:3). Segundo todas as aparências, não há nada que nos dê esperança de que eles sejam restaurados. Contudo, a palavra da profecia deve ser anunciada até para aqueles que são como os ossos secos no vale. De forma alguma devemos deixar de cumprir nossa comissão por causa da indiferença, da insensibilidade, da falta de percepção espiritual da parte daqueles a quem é levada a Palavra de Deus. Devemos pregar a Palavra da vida àqueles a quem podemos achar que são um caso tão sem esperança como se estivessem na sepultura.

Embora não pareçam dispostos a ouvir nem a receber a luz da verdade, devemos fazer nossa parte sem questionar ou vacilar. Devemos repetir a eles a mensagem: ‘Desperta, ó tu que dormes, levanta-te de entre os mortos, e Cristo te iluminará’ (Efésios 5:14)” (Comentário Bíblico Adventista, vol. 4, pág. 1284).

 

Eu diria ainda que o propósito de Deus para seu povo não é apenas de ganhar forças para uma nova vida. Reviver não é suficiente, mas sim, reviver para uma missão, um propósito nobre, o de ser luz para outras pessoas.

 

Em uma tese de MBA que tive a oportunidade de preparar, escolhi o tema do Coaching para escrever. Existem várias abordagens para esse tema, mas em essência e em poucas palavras, o Coaching nada mais é que uma atividade de formação pessoal, na qual um instrutor (Coach) ajuda o seu cliente (Coachee) a evoluir em alguma área específica de sua vida. Quando eu estava pesquisando a biografia de diversos estudiosos renomados sobre o assunto, notei que, do ponto de vista espiritual, essa ferramenta do Coaching, pode ser aplicada baseada no plano de Deus para nossa vida, ou seja, ajudando, auxiliando e acompanhando as pessoas para se tornarem melhores. E não pensem que apenas os auxiliados se beneficiam, pelo contrário, daquele que sai a iniciativa de ajudar, muitas e muitas bênçãos retornam.

 

Um rio que flui – Texto chave: Ezequiel 47:1 a 8

 

Em Ezequiel 47:1 a 8, relata de um rio que saía de debaixo do Templo, e se dirigia ao mar Morto. Até chegar lá, deveria passar por um deserto seco e também sem vida. Ao passar por ali, o rio favorecia o surgimento da vida. Ao atingir o mar Morto, ele passou a ter vida também.

Significa que, onde o povo de Deus, o rio, passar, vai haver vida, vida eterna, isto é, salvação, restauração como é a palavra desse estudo da semana. Que conclusão espetacular essa que a Bíblia nos mostra. Mateus completa a ilustração de Ezequiel, fala da igreja, dizendo que nós, os membros, devemos fazer brilhar a nossa luz diante dos homens. Isso quer dizer que devemos fazer boas obras, obras dos salvos, e dar assim, bom testemunho ao mundo. Isso chama atenção, ou seja, eles irão glorificar o nosso Deus, pelo bom povo que somos.

 

Algumas dessas obras propostas: honestidade; vida saudável; bom relacionamento com a sociedade; cuidado com os pobres; dar bons conselhos a quem necessita; levar a mensagem da esperança de vida eterna aos outros, testemunhar que de fato acredita no que ensina; ser bom estudante; bom trabalhador e bom cidadão; mas principalmente, ser bom servo de DeusO que nós somos, o que fazemos, o que falamos, deve ser bem visto pela sociedade, a tal ponto que digam: essas pessoas seguem o Deus verdadeiro, a igreja Adventista do Sétimo dia, são inteligentes, honestas e de boa índole, pode-se confiar nelas.

 

A influência curadora de sua igreja pode começar pequena, mas pode crescer até transformar sua comunidade! “Foi-me mostrada nossa obra no seu começo, como um pequeno, bem pequeno regato” (Ellen G. White, Testemunhos para a Igreja, v. 7, p. 171).

 

A igreja: uma fonte de vida – Texto chave: Atos 2:42-47

 

Neste último sábado, tive o privilégio de assistir a pregação do pastor Dilson Bezerra na igreja do IASP. Ali ele enfatizou sobre a importância e influência da igreja de forma singular em locais onde não temos liberdade religiosa. A ênfase foi dada para alguns países da África como Tunísia, Líbia e Egito. Saímos mais conscientes da importância de vivermos para o evangelho, ou mesmo morrermos. Devemos estar dispostos a ser influência e luz na vida de outras pessoas, sejam quais forem as circunstâncias que enfrentarmos. No entanto, vejo que no Brasil, do ponto de vista político, nossa responsabilidade é acentuada, pois ainda desfrutamos de um cenário favorável para a prática da evangelização.

 

Gosto muito dessa citação bíblica:

 

“Eles se dedicavam ao ensino e à comunhão, ao partir do pão e às orações. Todos estavam cheios de temor, e muitas maravilhas e sinais eram feitos pelos apóstolos. Os que criam mantinham-se unidos e tinham tudo em comum. Vendendo suas propriedades e bens, distribuíam a cada um conforme a sua necessidade. Todos os dias, continuavam a reunir-se no pátio do templo. Partiam o pão em suas casas, e juntos participavam das refeições, com alegria e sinceridade de coração, louvando a Deus e tendo a simpatia de todo o povo. E o Senhor lhes acrescentava diariamente os que iam sendo salvos” (Atos 2:42-47).

 

Hoje os arautos da cruz vão preparando o caminho para o segundo advento de Cristo. E enquanto deixam sua luz brilhar, como fizeram os que foram batizados com o Espírito no dia do Pentecoste, recebem mais e mais do poder do Espírito. Assim é a Terra iluminada com a glória de Deus” (Maravilhosa Graça de Deus, pág. 188 – Meditação Matinal de 01/07/1974).

 

Promessas do jubileu – Texto chave: Lucas 4:18

 

Em Atos 2 encontramos a descrição de uma igreja dos sonhos. Trata-se de uma comunidade de fé totalmente dedicada a Jesus. Eles mergulharam no estudo das Escrituras, na oração e na comunhão. Seu amor mútuo os levava ao ponto de vender suas posses e compartilhar tudo. Milagres e coisas maravilhosas caracterizaram essa experiência. À medida que adoravam e louvavam a Deus, o Senhor acrescentava outros ao seu número diariamente. Que sonho de igreja! Ela era cheia de amor, graça e aceitação. Mas o que tornou tal igreja possível? Naquele cenário, haviam pessoas extremamente pecadoras, que chegaram a negar, abandonar e fugir de Cristo. Porém eles permitiram que o Espirito Santo habitasse neles, mudando todas as expectativas.

O povo compartilhava recursos tão bem que nenhum necessitado havia entre eles. Mesmo as pessoas à sua volta ficavam maravilhadas com o amor que eles tinham uns pelos outros, e muitos acabaram se unindo à igreja. Atos 2:42-47

 

A proposta desta lição é que sigamos os passos de Jesus. Isso representa quem sabe falar de seu amor para um revoltado contra sociedade, um mendigo malcheiroso, dentro das esferas acadêmicas e profissionais e principalmente para aqueles que do nosso ponto de vista, já não “tem mais jeito”. Muitos casamentos já foram consertados por palavras de afeto, e outros se romperam por falta dessas palavras. Muitos relacionamentos de ex-amigos foram reatados por palavras sábias, aquelas que Jesus pronunciava. Certamente a maior necessidade do mundo são palavras de sabedoria e de amor.

Nós, adventistas do sétimo dia, devemos ter mais interesse pelas pessoas, sermos mais organizados para aconselhar as pessoas a subirem na vida (a exemplo do Coaching). Nossa ajuda, nosso servir, deve ser no sentido de orientar as pessoas a serem melhores profissionais, e a serem mais ligadas a Deus em sua vida espiritual. E, além disso, dar, nós mesmos, bom testemunho do que aconselhamos.

A igreja: um agente de mudança – Texto chave: Miquéias 6

 

Esse título é bastante direto e se não for o resultado de todo membro de toda e qualquer igreja, não cumpre seu papel. Na realidade a mudança ocorre no membro, que por sua vez favorece a mudança naquele que está ao seu lado, fora da igreja.

Gosto de uma frase popular que desconheço o autor que diz: se não vive para servir, não serve para viver. Há muita verdade nessa afirmação.

Gostaria de mencionar aqui também que podemos ajudar os outros por meio de projetos, será como no caso a lição ilustra, no estudo de hoje. É um grupo de pessoas que se organiza e realiza algum plano para melhorar alguma situação na localidade onde mora. A igreja na verdade já está organizada, temos a ASA, ADRA e outras iniciativas institucionais locais.

 

Comentário de Ellen G. White

 

“É fora de dúvida que se crermos em Cristo e fizermos Sua vontade, não nos exaltando a nós mesmos, mas andando em humildade de espírito, o Senhor estará conosco. … Orai para que Ele vos dê um coração de carne, um coração que sinta as tristezas dos outros, que possa ser tocado com os ais humanos. Orai para que Ele vos dê um coração que vos não permita fazer ouvidos moucos para com as viúvas e os órfãos. Orai para que tenhais sentimentos de misericórdia para com os pobres, os enfermos e os opressos. Orai para que possais amar a justiça e odiar o roubo, não fazendo diferenças na concessão dos vossos favores, a não ser a consideração dos casos dos necessitados e desafortunados. Então as promessas registradas em Isaías 58 serão cumpridas para convosco” (Beneficência Social, 83 e 84).

Filipe Lima

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