Culto Divino com Pr. Helbert Almeida – 28/04/18
27/04/2018
Meditação diária de 28/04/2018 por Flávio Reti
28/04/2018

Comentários da Lição 4 (2o Trim/2018) por Pr Narcizo Liedke

Salvação e o tempo do fim

 

Introdução

As religiões não cristãs pregam os ensinamentos de seus profetas e fundadores aos seus fiéis, mas não podem afirmar o que seus fundadores fizeram por eles, em última análise eles não podem salvar seus seguidores. Aí está uma diferença crucial com os cristãos. Podemos enfatizar os ensinamentos de Jesus, mas acima de tudo podemos perceber que todas as Suas ações foram feitas para nos salvar. Não somos salvos por usar uma força interior, mas pelo que Cristo fez por nós: Dar a Sua vida para nos livrar da morte eterna.

 

O amor do Pai

Ellen White afirma que “ A Terra se obscureceu devido à má compreensão de Deus. ” O mais triste desta afirmação é que esta má compreensão de Deus ocorria não só entre os pagãos, mas também no seio do povo de Deus.

Uma das missões de Jesus ao vir à Terra era revelar Seu Pai, revelar o verdadeiro caráter de Deus. Ele mesmo afirmou:

– Estou há tanto tempo convosco, e não me tendes conhecido, Filipe? Quem me vê a mim vê o Pai; e como dizes tu: Mostra-nos o Pai? João 14:9

– E quem me vê a mim, vê aquele que me enviou. João 12:45

– Se vós me conhecêsseis a mim, também conheceríeis a meu Pai; e já desde agora o conheceis, e o tendes visto. João 14:7

Deus é o mesmo desde sempre, não pode mudar. Não existe o Deus do Antigo Testamento (Justiceiro) e o Deus do Novo Testamento (amor). Ele sempre foi Justiça e amor. Conhecer a Jesus é conhecer a Deus. Entender o amor de Jesus é entender o amor de Deus pai.

 

O amor de Cristo

Jesus era plenamente Deus e plenamente homem. Do evangelho de João podemos inferir que O Verbo era Deus, estava desde o princípio com Deus e Fez todas as coisas (João 1:1-3). Inferimos também que o Verbo se fez carne, tornou-se homem.

A maior prova do amor de Cristo e por consequência amor do Pai, está descrito no texto de filipenses 2:5-8.  Subsistindo na forma de Deus: 1) se esvaziou; 2) assumiu a forma de servo; 3) se humilhou; 4) foi obediente até a morte.

Mesmo sendo divino enquanto esteve na Terra, Cristo jamais usou seu poder divino em proveito próprio.

“Cristo Se tornou homem, sem nenhuma vantagem em relação aos outros humanos. Ele obedeceu à lei de Deus, não mediante Seu poder divino interior, mas confiando no mesmo poder divino exterior, disponível a toda a humanidade. “

Toda a vida de Jesus desde seu nascimento até sua morte na cruz, é um testemunho incontestável de seu amor.

 

O amor do Espírito

O Espírito Santo tem sido mal compreendido. Muitos negam a Sua natureza divina, outros acham que Ele é uma simples emanação do Pai, negando que Ele seja uma personalidade. Contudo um estudo atendo revelará que Ele tem as características de Deus e que Ele está identificado como um dos componentes da Divindade.

Atente para a nota da lição que cita E.G.White: “Portanto, o Espírito Santo, juntamente com o Pai e o Filho, atua em nosso favor. “A Divindade Se moveu de compaixão pela humanidade, e o Pai, o Filho e o Espírito Santo Se deram a Si mesmos ao estabelecer o plano da redenção” (Ellen G. White, Conselhos Sobre Saúde, p. 222).

O Pai, o Filho e o Espírito Santo nos amam igualmente e atuam para nos salvar para o reino eterno de Deus. Como podemos, então, negligenciar tão grande salvação?

Certeza da Salvação

Não podemos ter dívida da nossa salvação. Não somos nós que nos salvamos e o que precisava ser feito para nossa salvação já foi feito.

Aceitar a provisão divina para nossa salvação é garantia e certeza que estamos salvos. Seguir no processo da santificação é demonstração, para nós mesmos, que nossa salvação está operando transformações em nosso caráter e produzindo os frutos do Espirito.

Esta certeza não pode ser presunção que revela que confiamos em nossa força e méritos e não nos méritos de Cristo.

Para estarmos preparados para o tempo do fim, devemos ter a certeza da salvação no presente. Devemos nos alegrar na realidade da redenção a fim de enfrentar, sem medo, o futuro. Como vimos, todas as Pessoas da Divindade estão atuando em favor da nossa libertação. Assim, podemos e devemos viver com a certeza de nossa salvação.

 

O evangelho eterno

Nesses versos, Apocalipse 14:6 e 7, o evangelho é mencionado como sendo “eterno”. Essa é uma evidência adicional de que Deus não muda. Um Deus imutável tem um evangelho imutável. Esse evangelho eterno traz certeza a todos os que estão dispostos a aceitá-lo. Ele revela o imutável amor de Deus, e essa mensagem precisa ser levada ao mundo. Todos necessitam de uma oportunidade de ouvi-lo, e, por essa razão, Deus chamou Seu povo para difundi-lo.

Comentário Final

Que tremendo este Amor que nos salva. Amor Ilimitado e incompreensível. Amor que não pode ser medido. Como resistir a tal amor.

Pense nas palavras de Martinho Lutero: “Quando olho para mim mesmo, não sei como posso ser salvo. Quando olho para Jesus, não sei como posso me perder. “

Os comentários estão encerrados.