Meditação diária de 21/01/2017 por Flávio Reti
21/01/2017
Meditação diária de 22/01/2017 por Flávio Reti
22/01/2017

Comentários da Lição 4 (1o Trim/2017) por Ligado na Videira

Desde o Céu até o Éden, Lúcifer, que então se tornou Satanás, atacou ferozmente a pessoa do Pai. Desde o Éden, quando soube da instituição do Plano da Redenção, até a cruz do Calvário, Satanás atacou ferozmente a pessoa do Filho. Desde então e até os nossos dias, o adversário tem atacado ferozmente a pessoa do Espírito Santo [Desqualificando Sua obra e/ou Sua personalidade, Sua pessoalidade]. E nós, pela infelicidade da desobediência de Adão, passamos a fazer parte desta grande controvérsia. Somos assediados constantemente pelo inimigo de Deus. Ele nos ataca ferozmente, e o faz com as mais variadas maneiras e ideias. E assim faz para que dediquemos cada vez menos tempo para o relacionamento com o nosso Senhor e Salvador.

Irmãos, a amizade oferecida por Deus é tudo o que precisamos. É nEle que encontramos paz. Somente nEle podemos nos realizar. Bem por isso, Ele achou por bem que chegasse em nossas mãos as Sagradas Escrituras, o Seu precioso Livro. Que bênção a leitura da Bíblia! Ao estudá-la, que alegria! Além disso, que privilégio a oração! Falar com Deus! Ele fala comigo, e eu falo com Ele!

Bem, como todos vocês sabem, um relacionamento de amizade é caracterizado pela comunicação. Deus fala, nós ouvimos. Nós falamos, Ele ouve. Disso se desenvolve a confiança. O amor toma conta do coração. A obediência se torna um princípio. E, então, revelamos o santo desejo de permanecer nessa doce companhia o resto de nossa vida, até que venha o tempo da eternidade, quando nunca mais haverá ruptura.

Ora, é nisso que o inimigo está de olho. Quanto mais ele coloca caraminhola na cabeça das pessoas, mais ele ganha. Como permanece o seu intuito de atacar a Deus, ele assim faz atacando também a igreja, o povo de Deus. Não conseguiu eliminar a Bíblia, então faz com que a Bíblia seja interpretada de maneira equivocada. Não conseguiu eliminar o povo de Deus, então faz com que o povo de Deus gaste tempo discutindo as equivocadas interpretações da Bíblia.

Irmãos, como vocês também sabem, temos variadas maneiras de contar um determinado assunto. A Lição preferiu falar da personalidade do Espírito Santo meio que na defensiva, como se estivesse para convencer alguém que pensa diferente do modo oficial da Igreja Adventista do Sétimo Dia. Nada contra esse modo, mas vou preferir comentar pelo lado afirmativo, positivo. O Espírito Santo é Deus. Ele é uma pessoa. A Bíblia assim O revela, assim ela afirma.

E mais: Ele, o Senhor Espírito Santo, realiza uma obra. A Sua obra está em execução. A Sua obra é fazer com que eu enxergue a minha situação e, ao mesmo tempo, que eu veja a solução, a única solução existente: Cristo Jesus.

Veja o que a Inspiração nos diz: “A Divindade moveu-Se de compaixão pela raça, e o Pai, o Filho e o Espírito Santo deram-Se a Si mesmos ao estabelecerem o Plano da Redenção. A fim de levarem a cabo plenamente esse plano, foi decidido que Cristo, o unigênito Filho de Deus, Se desse a Si mesmo em oferta pelo pecado” (Maravilhosa Graça de Deus, pág. 188 – Meditação Matinal de 01/07/1974).

Na Lição 1, vimos que o Espírito Santo revelou Deus através da Bíblia [Somente Deus pode revelar Deus]. Na Lição 2, entendemos que Ele agiu nos bastidores da história bíblica porque justamente era Cristo quem devia ser visto no palco central [A glória do Espírito Santo é exaltar a glória de Jesus Cristo. Exaltada esta, aquela também o é]. Na Lição 3, vimos que a obra do Espírito Santo em nosso favor O identifica como Divino [Só Deus faz o que Ele faz]. Agora, com a Lição 4, veremos que a Sua obra O identifica como “pessoa”, e, por ser uma pessoa, nós mantemos um relacionamento de amizade com Ele, e Ele conosco.

No entanto, cabe aqui repetir o que registramos nas Lições anteriores: a Lição não deve ser usada para bater em ninguém. Ela não é uma arma contra aqueles que têm interpretações diferentes das nossas. Ninguém foi chamado para ser advogado do Espírito Santo. Chamados sim, mas para ser “testemunhas” – testemunhas do que conhecemos sobre Ele, e do que Ele tem feito em nossa vida. Esse é o maior argumento que temos de que Ele é nosso Deus, nosso Amigo, uma pessoa maravilhosa.

Irmãos, nunca houve um tempo em que o Espírito Santo estivesse desinteressado pela humanidade, apático. Ele sempre trabalhou em favor da nossa redenção. Desde o início do Velho Testamento, sempre Se ocupou com a nossa salvação. É verdade que, em termos funcionais, a tarefa de assumir a natureza humana ficou sob a responsabilidade da segunda pessoa da Divindade, nosso Senhor Jesus Cristo, mas nem o Pai e nem o Espírito Santo jamais nos desampararam. E, aproximando-se o momento da cruz, Cristo chamou Seus discípulos para estarem em torno de Si, e falou para eles que os estaria deixando (e isso os entristeceu), mas que o Pai enviaria outro Consolador. Do Céu viria Alguém.

Entendo ser apropriado usar João 14 como introdução e base para o estudo dessa semana. É na obra de Cristo que veremos a obra do Espírito Santo – ou seja, o que Cristo disse em João 14 nos ajuda a entender as outras passagens bíblicas [Vejam na Lição] que falam da terceira pessoa da Divindade. Mas antes de avançar, vejamos inicialmente o Espírito Santo como “Representante” de Cristo.

Um amigo é vendedor de calçados. Ele viaja por uma grande região do estado, visitando lojas. Ele é o representante da marca – ou seja, apresenta a mercadoria; discute qualidade, preço, prazo de pagamento, estratégias de venda, etc., etc.; e vende, acompanha a entrega, e fiscaliza a quitação do débito. Em suma: diante do cliente, ele é a fábrica – ele representa a fábrica. Muitos clientes até o apelidaram e o chamam pelo mesmo nome da marca do calçado.

Bem, essa ilustração é simples demais e até insignificante diante de quem é o Espírito Santo – mas, convenhamos, começa a abrir nosso entendimento para a compreensão das palavras que Cristo proferiu aos discípulos: “Eu (o Filho) pedirei ao Pai, e Ele (o Pai) vos dará ‘allos parakletos’”.

Allos” – significa “outro do mesmo tipo”. Se fosse para ser diferente de “outro do mesmo tipo”, seria usada a palavra “heteros”, que significa “outro de tipo e qualidade diferente”. Jesus disse que “Eu e o Pai somos um”, e agora Ele estava prometendo que viria uma terceira pessoa “do mesmo tipo” – ou seja, da Divindade, do Céu, e com o mesmo objetivo: salvar a humanidade caída – Alguém que continuaria a Sua própria obra, que é também a obra do Pai.

Parakletos” – significa “ajudador”, “conselheiro”, “consolador”. Outra pessoa do mesmo tipo para fazer as mesmas obras. Alguém apto a fazer o que Ele mesmo faria caso entre nós continuasse. Muda a pessoa, mas a obra continua.

No caso do meu amigo, a fábrica não pode ir fisicamente até os lojistas, mas entre eles há um vendedor que “representa” todos os interesses da fábrica. As suas obras provam isso.

Jesus declarou algumas das ações do Espírito Santo, dando mais significado ao conceito de “consolador”. Por exemplo: Ele expõe o erro; convence o pecador; provoca confissão; conduz ao arrependimento; indica o perdão; purifica e santifica a pessoa. Assim, torna o novo nascimento uma realidade; imprime Seu caráter; faz do crente um participante da natureza divina; desvenda-lhe o amor de Deus; concede dons; e, nele, produz Seus frutos.

Irmãos, por essas “obras”, temos a revelação de que o Espírito Santo não é uma energia, uma influência. Longe disso! Ao tornar eficaz a obra de Cristo, o Espírito Santo é apresentado com personalidade. É uma Pessoa em toda a plenitude da Divindade.

A Inspiração diz: “O Consolador que Cristo prometeu enviar depois de ascender ao Céu, é o Espírito em toda a plenitude da Divindade, tornando manifesto o poder da graça divina a todos quantos recebem e creem em Cristo como um Salvador pessoal. Há três pessoas vivas pertencentes à trindade celeste; em nome destes três grandes poderes – o Pai, o Filho e o Espírito Santo – os que recebem a Cristo por fé viva são batizados, e esses poderes cooperarão com os súditos obedientes do Céu em seus esforços para viver a nova vida em Cristo” (Nos Lugares Celestiais, pág. 336 – Meditação Matinal de 25/11/1968).

Na Bíblia, preste atenção nesta passagem: “Por isso, vos declaro: todo pecado e blasfêmia serão perdoados aos homens; mas a blasfêmia contra o Espírito não será perdoada. Se alguém proferir alguma palavra contra o Filho do Homem, ser-lhe-á isso perdoado; mas, se alguém falar contra o Espírito Santo, não lhe será isso perdoado” (Mateus 12:31-32). A comparação feita por Jesus, onde Ele diz que o pecado contra Ele mesmo pode ser perdoado, mas não aquele cometido contra o Espírito Santo, nos revela que Este não é algo ou alguém inferior a Ele.

Pedro compreendia isso, e disse, numa outra ocasião: “Ananias, por que encheu Satanás teu coração, para que mentisses ao Espírito Santo, reservando parte do valor do campo? Conservando-o, porventura, não seria teu? E, vendido, não estaria em teu poder? Como, pois, assentaste no coração este desígnio? Não mentiste aos homens, mas a Deus” (Atos 5:3 e 4).

Bem, acompanhando os versos indicados na Lição, mais compreensão teremos sobre a personalidade, a pessoalidade do Espírito Santo. Ao mesmo tempo, compreenderemos a nossa missão. Como igreja organizada, como pessoas alcançadas pelo Plano da Redenção, temos uma missão muitíssimo importante. A mais importante missão dada a humanidade: levar o conhecimento sobre a salvação a outras pessoas. Bem, isso só pode acontecer através da obra do Espírito Santo em nós e através de nós. O evangelho só será pregado em todo o mundo mediante a obra do Espírito Santo em nós. Então, deve ser por isso que o inimigo tenta nos separar do Espírito Santo. Talvez seja por isso que o inimigo desqualifica a pessoa do Espírito Santo. Como não fazemos amizade com algo “impessoal”, o inimigo insiste com a impessoalidade do Espírito – o que acarretaria em não relacionamento com Ele. Ou, no mínimo, que gastemos o precioso tempo com tal discussão.

Os comentários estão encerrados.