Culto de Adoração com Pr. Helbert Roger Almeida 20/10/18
19/10/2018
Meditação diária de 20/10/2018 por Flávio Reti
20/10/2018

“A fim de que todos sejam um”

Verso para Memorizar: “ Não rogo somente por estes, mas também por aqueles que virem a crer em Mim, por intermédio da sua palavra; a fim de que todos sejam um; e como és Tu, ó Pai, em Mim e Eu em Ti, também sejam eles em Nós; para que o mundo creia que Tu Me enviaste”(JO 17:20,21).

O estudo desta semana traz uma reflexão sobre o tema unidade, este é um tema fácil de ser entendido sobre a ótica do macro conflito onde a Trindade trabalha em conjunto pelo mesmo objetivo que é o de salvar a humanidade, mas quando o tema envolve esta mesma humanidade caída assumindo um papel neste objetivo fica muito complexo entender o que Cristo quis dizer “também sejam eles em Nós”.

A maior dificuldade desta ação está na individualidade de cada ser humano, criado pós pecado, em colocar seus objetivos pessoais em unidade com a Trindade.

Talvez esta dificuldade esteja no fato que ainda não aprendemos a amar devidamente o Mestre, pois assim poderíamos compreender o Seu sacrifício, para então renunciarmos nossos objetivos terrenos e podermos compor o exercito da Salvação como instrumentos na mão do Pai.

O foco do estudo desta semana está na oração proferida por Jesus no capitulo 17 do livro de João onde o autor  destaca três pontos específicos Jesus orando por Si, orando pelos seus discípulos e por fim orando pelos que viriam a crer em seu sacrifício e portanto se tornariam seus seguidores, no caso todos os que aceitariam o Mestre como seu salvador pessoal.

Jesus deixou em todos os seus atos e palavras o exemplo de sociedade que Ele espera dos seus seguidores, sempre esteve ligado ao Pai, ou seja dependente do apoio divino, nunca deixou seu ego imperar, nem mesmo quando testado ou instigado, sem dúvida este é o diferencial para nós seus seguidores, não deixarmos a ligação mental com divino. Portanto, para sermos instrumentos nas mãos do Pai precisamos buscar o relacionamento pessoal com a Trindade.

Na segunda parte da oração Jesus pede por seus discípulos diretos para que o mal não os vencesse, ora afinal de qual mal Ele falava, se todos morreram perseguidos?

Pois é, o Mestre estava preocupado que seus discípulos não fossem vencidos pelo egoísmo, autossuficiência e prepotência, afinal fariam milagres que os diferenciariam da humanidade local, vale ressaltar que até o final os discípulos lutaram com seus temperamentos, mas isso não os impediu de cumprir a missão.

Na Terceira parte da oração o Mestre é por aqueles que viriam a crer em Seu sacrifício e atenderiam seu chamado se tornando seus discípulos e levando a luz ao mundo. Nesta parte da oração estamos nós inseridos? Sim ou não?

Pergunto se estamos nós hoje nos sentindo inseridos neste pedido do Mestre ao Pai: “Não rogo somente por estes, mas também por aqueles que virem a crer em Mim…. para que o mundo creia que Tu Me enviaste”.

Pois é, a responsabilidade que impera sobre cada cristão é muito maior do que podemos compreender, afinal pela oração de Cristo podemos perceber o Seu desejo de que por  nossas atitudes, pensamentos e comportamento  reflitamos a Trindade, para ajudar as pessoas a perceberem um comportamento de amor e  sacrifício pelo próximo, como foi a vida do Mestre aqui nesta Terra.

Desta forma será mais simples o relacionamento com irmãos de todas as denominações cristãs, pois imperará o amor desinteressado e sem preconceitos ou julgamento, onde a misericórdia impera em nossa mente.

Por fim na lição de quinta-feira somos alertados para a fé compartilhada em amor, chamando a atenção para os versículos 34 e 35 de Joao 13, o mandamento do amor.

Como podemos entender de que amor se trata? O problema é que como criaturas caídas não temos o amor desinteressado que a Trindade tem.

Amar é a essência da Trindade, mas com nosso egoísmo não somos capazes de entender esse amor, EGW escreve que sobre o amor de Deus a melhor coisa que temos a fazer é o silêncio. Na verdade, enquanto não nos eliminarmos de nós mesmos não seremos capazes de dar a vida por amor aos nossos irmãos. Como podemos ler no texto de EGW:

As palavras: “Tenho, porém, contra ti, que abandonaste o teu primeiro amor”, aplicam-se a muitos que vivem neste tempo. Deus pede imediato arrependimento e reforma. É tempo para que ocorra uma grande mudança entre o povo que aguarda o segundo aparecimento de seu Senhor. Em breve ocorrerão coisas estranhas. Deus nos considera responsáveis pela maneira em que tratamos a verdade. Nossa pureza de fé e ação decidirá o nosso futuro. MS 37.5

Encerro para nossa reflexão sobre perguntando porque muitas vezes temos dificuldades de termos os mesmos objetivos dentro da vida religiosa e Cristã? Talvez o texto abaixo também de Ellen White possa nos ajudar a encontrar uma resposta.

Posto que a mente finita do homem não seja apta a penetrar nos conselhos do Ser infinito, ou compreender completamente a realização de Seus propósitos, muitas vezes é por causa de algum erro ou negligência de sua parte que tão palidamente entendem as mensagens do Céu. Com frequência, a mente do povo, e mesmo dos servos de Deus, se acha tão cegada pelas opiniões humanas, as tradições e falsos ensinos, que apenas pode parcialmente apreender as grandes coisas que Ele revelou em Sua Palavra. Assim foi com os discípulos de Cristo, mesmo quando o Salvador estava com eles em pessoa. Seu espírito se havia imbuído da ideia popular acerca do Messias como príncipe terreno, que exaltaria Israel ao trono do domínio universal, e não compreendiam o sentido de Suas palavras predizendo Seus sofrimentos e morte. CS 68.3

[Comentário: Rossard R. Oliveira]

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