Dr. Wong Young Bong, Vice-Reitor da Samhyook University visita o Brasil.
20/04/2018
Meditação diária de 21/04/2018 por Flávio Reti
21/04/2018

Comentários da Lição 3 (2o Trim/2018) por Pr Narcizo Liedke

Jesus e o livro do Apocalipse

Introdução

“Revelação de Jesus Cristo, a qual Deus lhe deu, para mostrar aos seus servos as coisas que brevemente devem acontecer“ (apoc.1:1 primeira parte), pode significar que a mensagem do Apocalipse vem de Jesus ou que é sobre Jesus. Pessoalmente creio que são as duas coisas.

Um aspecto essencial dessas referências ao Antigo Testamento no livro do Apocalipse é que, juntamente com o restante do livro, elas revelam Jesus. O Apocalipse é sobre Cristo, sobre quem Ele é, o que Ele fez para Seu povo e o que fará por nós no fim dos tempos. Necessariamente, Jesus deve estar à frente e no centro de todo o nosso foco nos eventos finais, exatamente o que ocorre no livro do Apocalipse. A lição desta semana trata de Jesus nesse livro.

 

A estrutura do Apocalipse

Semelhante ao livro de Daniel, Apocalipse tem uma estrutura que inclui uma parte histórica e outra escatológica. A parte histórica nos mostra como o povo de Deus reagiu em certos momentos indicando como devemos ou não agir. O mais importante é que na parte escatológica o livro garante a vitória final daqueles que forem fieis.

No Apocalipse os capítulos 1 a 11 tratam dos assuntos históricos e os capítulos 13 a 22 dos assuntos relacionados ao tempo do fim (escatológicos), restando o capitulo 12 que aborda os dois: histórico e escatológico.

 

Representações de Jesus

Nos textos que a lição menciona Jesus é descrito pelos diferentes papeis e funções que Jesus desempenha. Ele é o Cordeiro, que morreu pelos nossos pecados, Ele é o Cordeiro pascal, é aquele que morreu e que está vivo pelos séculos dos séculos, tem a função de executar o juízo na sua segunda vinda, retribuindo a cada um segundo suas obras.

 

O tema do santuário no Apocalipse

Além das divisões principais do livro (histórica e escatológica), há um tema que está subjacente em todo Apocalipse: é o tema do santuário, havendo uma relação clara com o santuário terrestre e o que nele se fazia com o santuário celestial e o que nele já se oficiou e ainda se oficia.

Perceba a sequência de acontecimentos: no santuário terrestre o animal era imolado no altar e holocausto – símbolo do sacrífico de Cristo; assim como o sacerdote terrestre entrava no lugar primeiro compartimento do santuário (lugar santo) – em Ap. 1:13 Cristo aparece caminhando entre os candelabros; em Ap. 4:1 e2 há a descrição de uma porta aberta e um compartimento onde estava um trono – referência ao lugar e santo e à entronização de Cristo logo após sua chegada ao céu; e ainda, (ap. 11:19) o templo celestial é aberto e João vê a arca da aliança – referência ao segundo compartimento, o lugar santíssimo.

Mesmo em meio às provações da história e dos últimos dias, descritas no livro do Apocalipse, podemos ter a certeza de que “todo o Céu está empenhado na obra de preparar um povo para estar de pé no dia preparado pelo Senhor. A ligação entre o Céu e a Terra parece muito próxima” (Ellen G. White, Minha Consagração Hoje [Meditação Matinal, 1952], p. 288).

 

Cristo no Apocalipse: parte 1

Algumas coisas, sobre Cristo, ficam claras ao estudarmos o Apocalipse: o objetivo do livro é revelar Jesus Cristo, consequentemente pode e deve ser entendido; fica claro, também, que Cristo é soberano, Rei dos reis, tem controle de tudo e nos ama ilimitadamente, fazendo por nós o que não podemos fazer por nós mesmos, nos lavar de nossos pecados; por fim, Ele virá de forma visível, vem com as nuvens e todo olho o verá.

 

Cristo no Apocalipse: parte

Podemos identificar outros aspectos de Cristo no Apocalipse: Ele é o Alfa e o Ômega, primeiro e último – referência à Sua existência eterna como Deus; tem as chaves da morte e do inferno – uma referência à Sua ressureição e nos dando certeza da ressurreição, “Eu sou a ressurreição e a vida. Quem crê em Mim, ainda que morra viverá”.

Ele nos criou no princípio e nos recriará ao final.

 

Comentário final

“No Apocalipse são representadas as coisas profundas de Deus. O próprio nome dado a suas inspiradas páginas, “revelação”, contradiz a afirmação de que é um livro selado. Uma revelação é alguma coisa que foi desvendada. O próprio Senhor revelou a Seu servo os mistérios contidos nesse livro, e propõe que seja aberto ao estudo de todos. Suas verdades são dirigidas aos que vivem nos últimos dias da história da Terra, como foram aos que viviam nos dias de João. Algumas das cenas descritas nessa profecia estão no passado e algumas estão acontecendo agora; algumas nos apresentam o fim do grande conflito entre os poderes das trevas e o Príncipe do Céu e algumas revelam os triunfos e o regozijo dos remidos na Terra renovada” (Ellen G. White, Atos dos Apóstolos, p. 584).

“Diz Jesus: “Sem Mim vocês não podem fazer Nada”. Nosso crescimento na graça, nossa felicidade, nossa utilidade – tudo depende de nossa união com Cristo É pela comunhão com Ele, todo dia, toda hora – permanecendo Nele – que devemos crescer na graça. Ele é não somente o Autor mas também o Consumador de nossa fé. ”

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