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Comentários da Lição 3 (1º Tri/2016) por Jael Enéas

Igreja Adventista do Sétimo Dia | Lição da Escola Adventista |

No. 3 | A Rebelião Global e os Patriarcas

09-16 de Janeiro – 2016

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Onde está Abel? Respondeu Caim: Não sei! (Gn 4: 9)

Relacionamentos trincados, manchados, enfim, rompidos. Desde a discórdia que levou Caim matar Abel, a rebelião é cena recorrente (Gn 4: 3-8). No dilúvio, o pecado de rebelião destrói (quase) completamente a criação (Gn 6: 1-13). Mas, a despeito de tudo, a fé de Abraão, traz esperança. Quando Deus disse, “Basta! Não estendas a mão sobre seu filho, Isaque”, Deus ofereceu a provisão: “o cordeiro, simbolizando Cristo”. Jesus é a resposta que recompõe relacionamentos!

 

A Rebelião: O Germe do Grande Conflito

Todos os dias, cenas do Grande Conflito impactam nossas vidas: irmão contra irmão, família contra família, amigos contra amigos. Infelizmente, quem paga o maior preço da rebelião são os relacionamentos humanos!

 

Tudo começou com a desobediência de Adão e Eva. O ciúme levou Caim assassinar Abel. A rebelião alastra-se mundo afora, a ponto de Deus propor o “dilúvio” como solução. Não resolveu. Tempos depois, Jacó engana Esaú, seu irmão. O ódio que passa de geração a geração nasce no coração pecaminoso, chancelada pela intolerância. A doença tem cura: obediência a Deus por amor. Noé, Abraão e José nos ensinam que a graça é sempre surpreendente!

 

Caim e Abel: Otimismo ante a Crise (Gn 4: 1-15)

Imagine a depressão que se abateu sobre a primeira família humana: um filho morto; e outro fugitivo. Veja o que destaca a lição:

 

“Contudo, em meio ao desespero, surgiu uma dose de esperança e otimismo. Com o nascimento de Sete, Eva pensou novamente que havia dado à luz ao Prometido [Gn 4: 25]” (LES, p. 30).

 

Um ponto interessante: Sete, o filho que lhe nasceu, tem raiz na palavra “Libertador”. Por isso, Eva descreve-o como o “descendente” que substituiria Abel. Neste contexto, ela se apega ao seu novo filho, pois, a esperança sempre surge como obra de graça divina. Assim, o casal se renova na promessa de que Deus “esmagaria a cabeça da serpente”, através de Cristo (Gn 3: 15).

 

Para Refletir: A cultura do homicídio na qual se vive hoje é consequência do pecado de rebelião contra Deus. De que maneira posso apropriar-me do ministério intercessório de Cristo para reviver relacionamentos rompidos?

 

O Dilúvio: Graça ante a Desgraça (Gn 6: 1-13)

O mundo se aprofunda em crise. Degradam-se os relacionamentos sociais, onde a postura ética e a moralidade são consideradas “artigo de luxo”. O povo vive para “comer, casar e dar-se em casamento”. Embora a entropia seja lei após pecado, todavia, Deus continua agindo. Veja o destaque da lição:

 

“Primeiro, [Deus] separou Noé (homem justo e íntegro) de seus contemporâneos cuja maldade era grande e cujos desígnios do coração eram continuamente maus, corrompidos e violentos (comparar Gn 6: 8, 9 com Gn 6: 5, 11-13). [Depois] separou um pequeno grupo de pessoas, pássaros e animais, e os colocou na segurança da Arca, de forma que pudessem sobreviver…com base na graça de Deus, a vida poder, então, continuar…” (LES, p. 31).

 

Para Refletir: Noé pregou durante 120 anos pelo arrependimento do povo. Não era uma mensagem popular (destruição do mundo por causa da impiedade), todavia, era uma mensagem de salvação. Tristemente só oito pessoas aceitaram a provisão de graça. Hoje Deus estabelece Sua igreja como se fosse a Arca. Que paralelos pode-se fazer diante da iminente Volta de Cristo?

 

Abraão: Provisão ante a Morte (Gn 22: 1-19)

Deus havia prometido a Abraão descendência. Notar que a expressão descendência, no contexto do estudo “rebelião e redenção”, tem conotação de esperança. Depois de idas e vindas, finalmente, nasce Isaque, o filho da promessa! Mas, de repente, o cenário muda: Deus manda que Isaque fosse morto. Como? Sacrificar o único filho? Veja o destaque da lição:

 

“Foi para impressionar o espírito de Abraão com a realidade do evangelho, bem como para provar sua fé, que Deus mandou que ele matasse seu filho. Nenhuma outra prova poderia ter causado a Abraão tamanha tortura de alma quanto o sacrifício de seu filho…O sacrifício exigido de Abraão não foi somente para seu próprio bem, … mas, também foi para instrução dos seres destituídos de pecado, no Céu e em outros mundos” (LES, p. 32).

 

Por que tudo isto? Aqui se escondem duas grandes razões. 1º. Servir de exemplo para mundos não caídos; e 2º. Provar que Abraão tinha realmente fé, porque em ocasiões anteriores, ele fraquejou. A lição destaca este ponto:

 

“Satanás acusou [Abraão] perante os anjos e perante Deus de não ter cumprido as condições da aliança…Deus desejou provar a lealdade de Seu servo perante o Céu todo, para demonstrar que nada menos que perfeita obediência pode ser aceita, e para revelar de maneira mais ampla, perante eles, o plano da salvação” [Patriarcas e Profetas, p. 154, 155] (LES, 32).

 

Para Refletir: Sem fé é impossível agradar a Deus (Hb 11: 6). Quando Abraão disse aos servos, “fiquem aqui, pois, eu e o rapaz retornaremos”, de que maneira isso prova a fé de Abraão? Há diferença entre fé e certeza?

 

Jacó e Esaú: Esperança que Cura Feridas (Gn 27)

O clima de rebelião opõe igrejas, famílias, filhos e irmãos. No caso de Jacó que enganou Esaú, o ódio dilacerou pai, mãe, enfim, uma família inteira. O texto bíblico informa que “passou Esaú a odiar a Jacó”, a ponto de dizer: “após a morte de meu pai, eu matarei meu irmão” (Gn 27: 41). Feridas abertas, feridas que sangram. Triste! A lição destaca:

 

“Embora os atos de Jacó parecessem ignorar o plano de Deus, o Senhor ainda Se importava com ele. Contudo, Jacó teve que suportar 20 anos sendo enganado por seu sogro…[Mas] quando Jacó decidiu voltar para casa, … Deus teve que intervir duas vezes para livrá-lo…” (LES, p. 33). Deus intervindo para recuperar relacionamentos! Isto é tremendo!

 

Para Refletir. Antes de encontrar o irmão, Jacó envia presentes. Depois de pensar no que vai falar, ora: “Pai, sou indigno de todas as misericórdias, mas, livra-me, pois, tenho medo” (Gn 32: 9-11). Após ter lutado com Deus, durante uma noite inteira no Vale do Jaboque, Jacó passa a mancar. Ali ele compreendeu o que é graça. Nossas escolhas podem ferir pessoas. Então, como posso aprender a pensar muito antes de agir?

José e seus Irmãos: Superação com Final Feliz (Gn 45: 4-11)

José é um tipo de Cristo. Ele foi odiado por seus irmãos. Por causa de uma túnica, sofreu “bullyng” até ser vendido por 20 moedas de prata (Gn 27: 28). E, assim, o clima de rebelião continuou fazendo estragos, até que José foi parar na prisão por calúnia. Ali sofreu, todavia, sem perder a esperança. Um dia, Deus mudou as circunstâncias, coisa que Deus continua fazendo aos Seus filhos fiéis.

 

Destaque da Lição:

 

“José poderia ter escolhido se tornar amargurado e deixar de crer em Deus, mas, em vez disso, escolheu manter sua fé em meio a essa luta angustiante… Ele logo se adaptou…e, sob a bênção de Deus, conquistou rapidamente a confiança [divina] (Gn 39: 1-4). Por fim, o escravo acabou se tornando líder do Egito.” (LES, p. 34).

 

Para Refletir. José teve a oportunidade de fazer vingança. Seus irmãos foram ao Egito comprar comida. Em lugar de dar o troco, José fez diferente: ele perdoou os irmãos. José entendeu que oferecer perdão e ser feliz é melhor do que ter razão.  O amor cura relacionamentos. O amor é paciente: tudo sofre, crê, espera, suporta. O amor jamais acaba! (1Co 13: 4, 7-8).

 

Responda:

ü  Que atitudes devo tomar hoje para ser um agente de cura e reconciliação?

ü  O que posso fazer para ajudar outros a se reconciliarem com Deus?

 

Pílula de Esperança

“O ódio provoca dissensão, mas o amor cobre todos os pecados”.  Pv 10: 11

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Jael Eneas

Diretor de Desenvolvimento Espiritual

Pastor do Campus | UNASP Hortolândia

@JaelEneas

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