Meditação de Pôr do Sol de 01/07/2016 por Holanda Bueno Preuss
01/07/2016
Comentários da Lição 3 (3º Trim/2016) por Filipe Lima
12/07/2016

Comentários da Lição 2 (3º Trim/2016) por Filipe Lima


Introdução – Texto chave: 2 Coríntios 4:4

Lamentavelmente, vamos estudar nesta semana o tamanho da perda que o homem teve ao compactuar com o pecado. Veremos que nesta situação, o homem não perdeu apenas a imagem de Deus, perdeu também o domínio para o tentador. Satanás se tornou o Deus deste século de maneira usurpada, porém, não por toda eternidade.

O homem foi sendo limitado ao longo do tempo, ao perder a imagem, o caráter, o intelecto e a natureza espiritual de Deus. Hoje temos um poder de raciocínio muito aquém daquele que um dia foi planejado por Deus. Inclusive fica difícil mensurar com precisão os comentários desta e outras questões bíblicas por conta desta questão, no entanto, vamos nos apegar em Tiago 1:5 – “Se alguém de vós necessita de sabedoria, peça-a a Deus, que a todos dá liberalmente”.

Quando começamos a refletir sobre a vida que Adão e Eva desfrutavam no Éden, e analisamos o resultado, essa reflexão se torna dramática.

“Enquanto permanecessem fiéis a Deus, Adão e sua companheira deveriam exercer governo sobre a Terra. Deu-se-lhes domínio ilimitado sobre toda a coisa vivente. O leão e o cordeiro brincavam pacificamente em redor deles, ou deitavam-se-lhes os pés. Os ditosos pássaros esvoaçavam ao seu redor, sem temor; e, ao ascenderem seus alegres cantos em louvor ao Criador, Adão e Eva uniam-se a eles em ações de graças ao Pai e ao Filho” (Patriarcas e Profetas, capítulo 2 – “A Criação”).

Não há absolutamente nada nesse mundo que se compare ao desfrute da presença de Deus.

 

Criado para o domínio – Texto chave: Isaías 43: 6 e 7

Como já mencionado, a queda nos tornou muito limitados, alienados e sem domínio da Terra em nossa volta. Alienados de Deus, do semelhante e em muitos casos, de nós mesmos. Em muitas situações não sabemos qual é a melhor decisão para nós. A humanidade está procurando um norte desde então, tentando responder a uma série de questionamentos relacionados ao propósito da vida. A grande verdade é que existe um vazio em nosso coração que nada nem ninguém pode preencher e nos trazer felicidade, somente Deus.

Nos foi proposto dominar essa Terra em uma hierarquia abaixo de Deus, porém baseado nos mesmos critérios de Deus, ou seja, a base do amor. Nem precisamos mencionar o quanto esse critério se perdeu após a queda.

Porém não podemos esquecer que Deus ainda espera que O busquemos afim de restaurar Sua imagem em nós, viver em família e ser uma influência de boas novas de salvação aonde quer que passemos e principalmente, louvar e exaltar Seu nome. Sim, fomos criados para glorificar o Seu nome, não como uma necessidade dEle, porém, essa ação é que nos torna plenos. Um dia receberemos direito de dominar de volta, assim, também devemos anunciar esse direito a quantos for possível, para que participem conosco na gestão do planeta, juntos com JESUS nosso Salvador.

 

O privilégio do domínio – Texto chave: Gênesis 1: 26 a 28

Como estamos falando em gestão do universo, ou seja, domínio, vamos entender um pouco melhor qual é a abrangência dessa palavra, domínio. No meu entendimento, quando Deus disse “tenha ele (o homem) domínio sobre a Terra” ele estava usando exatamente o sentido mais amplo da palavra, como governar a Terra e suas criaturas, administrar a natureza, proteger o meio ambiente e, ao lado dos seres criados, adorar o Criador.

Porém as coisas mudaram com o pecado. Eles perderam a autoridade (direito de dominar) e o poder (capacidade de dominar) para satanás.

Assim ele tornou-se o chefe deles, em lugar do Criador, ou seja, ocupou um posto intermediário entre DEUS e o homem. Entenda-se bem, DEUS não perdeu nada de Sua autoridade e poder, o homem que perdeu, vindo Satanás ocupar o lugar do casal, descendo eles de seu nível para um nível inferior, quase como o nível dos animais. Logo, e isso é curioso, DEUS era a autoridade sobre satanás, e também sobre o casal e seus filhos, uma vez que Ele nada perdera para satanás. Assim, é óbvio, temos aqui dois senhores, e devemos escolher a quem servir.

O plano era que todos os seres humanos que viriam a seguir (hoje, segundo a ONU, mais de 7 bilhões) seriam governantes com o princípio ativo do amor.

Daqueles tempos para cá as coisas só pioraram. Muitas guerras, destruição pelos homens, catástrofes naturais, exploração e violência, e tudo sempre resultando em morte. Isso é o que colhemos comendo daquele fruto.

Diante das propostas divinas ao homem em relação ao domínio, consigo trocar essa palavra por serviço, ou seja, servir ao Senhor, cuidando de Suas obras. Ainda temos essa missão hoje!

 

Limites – Texto chave: Êxodo 20:1-7

Todo e qualquer domínio, tem limites, regras. A criação de Deus sofre até hoje pela infração das regras divinas. Não era permitido (e ainda não é) romper as regras do amor, dos dez mandamentos, que nos dizem para amar a Deus sobre todas as coisas e ao próximo como a nós mesmos. Quero aqui mencionar o quanto é difícil domar as tendências do ser humano.

Tenho uma filhinha de um ano e meio, suas primeiras palavras foram “dá” e “não”, nessa ordem. Simultaneamente a essas expressões, ela tende a fazer somente aquilo que tem desejo, sem importar-se com segurança, educação, ou tão pouco LIMITES. Todos nascemos pensando apenas em nós mesmos e não despertados para nenhum tipo de limite. No entanto, os pais devem impor os limites, porém, limites esses pautados no amor. Havia limites no Éden, os limites do amor. O amor exclui o mal. Não só o mal de destruir, todo tipo de maldade não coexiste na esfera do amor.

Outro limite estabelecido por DEUS foi a árvore do conhecimento do bem e do mal. O conhecimento do amor não requer o conhecimento do mal. Não existe vantagem em se conhecer o mal, é de nenhum proveito. Mas se quisessem conhecer o mal, era só comer do fruto daquela árvore. Hoje conhecemos o mal, e também o praticamos. Alguns exemplos: roubar, assassinar, mentir, morrer, adoecer, sofrer, passar frio, passar fome, perseguir, envelhecer, etc. Para que finalidade boa serve conhecer essas coisas? Ou, para que serve ter de experimentar essas coisas? Para nada!

Que drama vivemos hoje, pois vemos que a extrapolação de limites de nossos primeiros pais reverberou durante todos esses anos e não parou.

Vemos a humanidade excedendo os limites nas mais diversas áreas: a natureza já não suporta mais, se revoltando contra quem deveria domina-la através do amor. Plantas, solo, atmosfera, tudo gemendo diante de um aparente próximo final. Muitas espécies de animais foram extintas, temos apenas seus fósseis. As plantas ficaram ainda mais fracas e o ser humano passou a viver no máximo 120 anos, mas dificilmente chega a tanto. Nos tempos finais, a humanidade está contaminando o planeta com poluição, fazendo desmatamento, remexendo a terra, envenenando a natureza, compactando o solo, calçando e impermeabilizando a superfície do solo, construindo obras gigantescas, etc.

Parece que não há mais limites à maldade do ser humano. A tendência é a implosão do planeta, em forma de tempestades, tornados, micro explosões de nuvens, vendavais, raios, enchentes, poluição, e todo tipo de catástrofes imagináveis, com consequências inimagináveis. A destruição só avança. Por causa disso, pessoas preocupadas com a tendência, resolveram fazer alguma coisa. Em 1992, de 3 a 14 de junho, ocorreu na cidade do Rio de Janeiro a Eco 92 (também conhecida por Cúpula da Terra, Cimeira do Verão, Conferência do Rio de Janeiro e Rio 92), onde decidiram que o desenvolvimento deveria ser sustentável, isto é, sem destruir a natureza. Decidiram, mas a destruição continuou. Ali decidiram a tal da agenda 21, objetivando tornar administrável a sustentabilidade da natureza no mundo.

 

O cuidado da Terra – Texto chave: Genesis 2:15

Em uma extensão do que comentamos no dia anterior, o homem precisa cultivar a terra para que ela produza alimento para manter a vida humana, não devemos explorar nem destruir a natureza por motivos comerciais gananciosos, precisamos sim proteger e restaurar o meio ambiente.

Aqui faremos uma pausa para refletir no quanto vale a pena cumprir a vontade de Deus para nossa vida. Na questão do cuidado com a terra, se Adão houvesse atentado para o plano de Deus, quanta decadência não teria sido evitada? Não só no meio ambiente, mas no contexto geral não é mesmo?!

“Continuamente se lembravam também de seu domínio perdido. Entre os seres inferiores, Adão se achara como rei, e enquanto permaneceu fiel a Deus, toda a Natureza reconheceu o seu governo; mas, transgredindo ele, foi despojado deste domínio. O espírito de rebelião a que ele próprio havia dado entrada, estendeu-se por toda a criação animal. Destarte, não somente a vida do homem, mas a natureza dos animais, as árvores da floresta, a relva do campo, o próprio ar que ele respirava, tudo apresentava a triste lição da ciência do mal” (Educação, pág. 26).

Entendo que mesmo diante da devastada condição que nos encontramos hoje, ainda somos convidados a cuidar do patrimônio de Deus, como mordomos fiéis. Embora Satanás use os seus instrumentos para fazer com que as coisas sigam de mal à pior em nosso planeta, nós, filhos do Criador, devemos fazer dele um ambiente agradável para todos os que nele habitam.

 

Restauração do domínio – Texto chave: 1 Pedro 3:15

Perdemos muito com as más escolhas de Adão e Eva (e nossas ainda hoje).

Cristo veio com a finalidade de resgatar não somente Sua imagem em nós, mas principalmente o domínio.

Temos que ficar atentos a não correr o risco de concluir que o processo do resgate do domínio em nossa vida será apenas na nova terra. Na verdade, começa hoje. A restauração do domínio é um processo, não um evento. É um processo longo, que já dura seis mil anos, mais ou menos.

Ele inicia em cada pessoa, quando Deus retoma o comando sobre essa pessoa, pela livre entrega que ela faz, dando-se a Deus. Isso precisa ser feito porque quando eles caíram, se entregaram ao inimigo, que se tornou o dominador sobre eles. Era também o que satanás queria fazer com Jesus, na terceira tentação, quando insinuou que fosse adorado. Depois a restauração segue pela santificação diária, pela ação do restaurador Espírito Santo. Por essa via, nossa vida vai mudando, tendemos cada vez mais ter interesse na salvação nossa e de nossos semelhantes, iniciando pelos familiares, que são os mais íntimos.

O processo de restauração, em cada um de nós, termina ao morrermos.

Dependendo do que houve em nossa vida aqui, ressuscitaremos, ou na primeira ressurreição para a vida eterna e restaurados ao original, ou na segunda, para a morte eterna, pecadores como nascemos.

 

Comentário de Ellen G. White

“Ao mesmo tempo em que aparece aos filhos dos homens como grande médico que pode curar todas as enfermidades, trará doenças e desgraças até que cidades populosas se reduzam a ruína e desolação. Mesmo agora está ele em atividade. Nos acidentes e calamidades no mar e em terra, nos grandes incêndios, nos violentos furacões e terríveis saraivadas, nas tempestades, inundações, ciclones, ressacas e terremotos, em toda parte e sob milhares de formas, Satanás está exercendo seu poder. Destrói a seara que está a amadurar, e seguem-se fome, angústia. Comunica ao ar infecção mortal, e milhares perecem pela pestilência. Estas visitações devem tornar-se mais e mais frequentes e desastrosas. A destruição será tanto sobre o homem como sobre os animais. “A Terra pranteia e se murcha; enfraquecem os mais altos do povo. … Na verdade, a Terra está contaminada por causa dos seus moradores, porquanto transgridem as leis, mudam os estatutos e quebram a aliança eterna.” Isa. 24:4 e 5” (O Grande Conflito, págs. 637-639).

 

Filipe Lima
Diretor de Publicações da Igreja do IASP

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