Meditação de Pôr do Sol de 01/04/2016 por Enos de Oliveira
31/03/2016
Meditação de Pôr do Sol de 08/04/2016 por Esther Nery Silvério
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Comentários da Lição 2 (2º Trim/2016) por Guilherme Carrijo, Jeser Castro e Ricardo Dantas

INÍCIO DO MINISTÉRIO DE CRISTO

A forma escrita encontrada no evangelho de Mateus, notadamente foi dirigida ao convencimento do povo Judeu sobre a verdade encontrada em Cristo. Quem dentre estes se dispusesse a de modo sincero enxergar Jesus, veria o fiel e real cumprimento da profecia para aquele tempo presente. Os humildes e puros de coração, reconheceram no contato com Cristo ou no contato com os que o testemunharam o desenrolar textual dos pergaminhos proféticos e a execução da vontade presciente e compartilhada do Criador. Percebe-se o esforço do autor em revelar sua inspiração conforme o tradicional formato de comunicação judaica, dispensando por exemplo a explicação de seus costumes, provavelmente por entender que seu leitor já estaria familiarizado com práticas, focando então sobre a vida e os atos de Jesus sob o evidente prisma do cumprimento literal da profecia do Antigo testamento, explorando inteligentemente a paráfrase narrativa de misturar as figura de Cristo e Moisés. Neste enredo Mateus expõe o verdadeiro propósito da vida e através da vida de Cristo, e apresenta como alcançá-lo. A Divina preocupação com o indivíduo, os contrastes, métodos redentivos, resgates, chamados etc.. que serão abordados a seguir resumem à risca e apropriadamente que a palavra de Deus nunca volta vazia – Você que lê esta breve introdução é a maior prova disto.

Agora imagine O próprio Cristo lhe dizendo que “não há ninguém maior que você”, como reagiria? Como passaria viver após tal declaração? Pois foi exatamente isto que Ele disse a respeito de João, o Batista (Mt.11:11), personagem chave para o estudo desta semana. Ele vai nos ajudar a responder questões como: Porque a humildade é um traço de caráter fundamental para os cristãos? Como podemos aprender a ser e permanecer humildes? Como a cruz nos ajuda a desenvolver esta característica crucial?

Arrependei-vos Parte I

É a primeira palavra que a Bíblia registra em referência às pregações de João Batista. De fato, a introdução do Reino vindouro deveria (e deve) ser precedida por intenso arrependimento. “Arrependei-vos, pois é chegado o Reino dos Céus” (Mt.3:2). João, na qualidade de profeta, tinha as instruções do Velho Testamento vívidas em sua fala, e anunciava conscientemente a primeira vinda de Cristo. Ele havia de “preparar o caminho do Senhor” (Mt.3:3).

Pelos seus frutos o conhecerão. A árvore tem valor pelos frutos e não pelo nome. No reino de Deus anunciado por João Batista ninguém permanece como está, é preciso deixar que o espírito atue da Sua maneira e o resultado será uma vida abundante em frutos. Fé arrependimento, bondade, honestidade e o amor de Deus serão revelados na vida diária do súdito do reino.

O inimigo em vantagem (?)

Porque o Espírito Santo levaria Jesus ao deserto “para ser tentado pelo diabo” (Mt.4:1)? Soa estranho esta afirmação de Mateus, ainda mais no contexto dos 40 dias que Ele esteve em jejum no deserto, enfraquecido fisicamente e aparentemente desabilitado para uma batalha. Lembrando que historicamente a batalha que antecede este episódio foi posta em condições completamente diferentes: O Comandante das hostes celestiais expulsara Lúcifer e seus anjos do céu.

Satanás = enganador, quando pecou no céu, os anjos não reconheceram plenamente seu caráter e não sabiam qual poderia ser o resultado de sua rebelião. Essa é a razão pela qual Deus não o destruiu imediatamente, se restassem dúvidas quanto a maldade do pecado ou da justiça e bondade de Deus, todo universo estaria em perigo de pecar novamente. Deus preferiu suportar a angústia de ver sua criação destruída pelo pecado e mais, enviou seu filho amado para resgatar a humanidade do que deixar todo universo ser seduzido pelas falsas ideias de liberdade levantadas por Lúcifer.

Nada poderia ter revelado tão claramente a maldade de Lúcifer a todas as criaturas do universo que a cruel guerra que travou com o Redentor do universo. A duvida no céu que dividiu os anjos e levou 1/3 a segui-lo acabou completamente quando o universo todo contemplou a evolução da maldade dos homens. As tentações de Jesus escancararam o real desejo do inimigo de ser adorado, de induzir que Jesus Duvidasse das palavras de Deus. Satanás atuou de modo direto na humanidade para que esta rejeitasse a Jesus. Todo sofrimento culminando com Sua morte na cruz são provas incontestáveis das intenções de Satanás e seus anjos.

Será que estamos sendo enganados também? Se estudarmos a história da humanidade e a vida de Jesus veremos que Sua terna compaixão, Seus inexprimível é incomparável amor que O levaram a suportar toda vergonha, insultos, maus tratos e incompreensões da terra. Não ha prova maior e mais evidente em todo universo do real caráter de Cristo do que a que está se passando aqui na terra.

Ao passo que Jesus ao assumir a natureza humana “esvaziou-se a si mesmo” (Fp.2:7), mesmo sendo Deus Todo poderoso e infinito em poder, o inimigo buscava a exaltação própria para ser como Deus. Satanás se exaltou. Jesus Se humilhou até a morte.

Resistindo à Tentação

No capítulo 4 de Mateus Jesus nos apresenta uma das maiores lições contra o pecado e todo o mal que ele traz. O segredo do êxito é revelado por meio de Sua vida submissa à vontade do Pai, começando por seu batismo (Mt.3), e na sequencia da história era necessário que Jesus desse um exemplo perfeito para os seres humanos diante das tentações a que fora exposto, e o fez para “reparar a falha de Adão” (E.G.W. O Desejado de Todas as Nações, p.117).

Está consumado bradou Jesus naquela fatídica 6ª feira no Gólgota. Em poucas palavras Ele resumiu toda história do pecado, pôs um fim na dúvida que pairava no universo sobre o caráter de Satanás e o desafio que o mesmo tinha lançado sobre a autoridade Divina. Está consumado, dois objetivos principais tinham sido atingidos, ficava provado de uma vez para todas a Verdade, Deus é amor, sua Lei é perfeita e boa, se obedecida traz vida e proteção às criaturas e mais, é possível a humanidade obedecer a Deus. Cristo provou isso do modo mais difícil que qualquer ser humano, mais do que Adão foi tentando. Sofreu e padeceu na carne, provas de sua humanidade, cansou-se, teve sede e fome, chorou, sentiu dor, sangrou e morreu na cruz. Venceu como ser humano porque cultivou íntimo e diário relacionando com Deus. Em todas as tentações não usou palavras suas mas se defendeu com as escrituras. Mediante oração incessante estava conectado à vontade do pai. Do mesmo modo somos tentados mas a palavra diz que nunca seremos tentados acima do que podemos suportar. Podemos resistir e derrotar o inimigo. “Resistam ao Diabo mediante firme confiança em Deus e ele fugirá de vocês” (Tg 4:7-8)

E Jesus foi além, reconquistou na cruz o direto de posse deste mundo e de todos aqueles que aceitarem Seu sacrifício. Está consumado!

Galiléia dos Gentios

Mateus realça o enfoque de Jesus sobre a nação de Israel durante Seu ministério terreno (Mt.4:13-16). Contudo, sua observação de que o ministério de Jesus cumpre Isaías 9:2 mostra que o mandato de ir aos gentios em Mt.28:19 não é uma reflexão posterior, o propósito último sempre incluiu as nações gentílicas.
Em apenas 3 anos e meio Jesus tinha uma enorme território a cobrir e muitas pessoas a alcançar. Cafarnaum era um local estratégico por estar no centro das principais rotas comerciais e com grande circulação de pessoas. Sua estratégia era simples, estava à disposição de todos que o procuravam, não evitava o que seria constrangimento para muitos como conviver com os mais pobres e simples da sociedade, doentes, viúvas e prostitutas. Tinha especial interesse em pecadores de todos os tipos e níveis sociais. Também estava atento aos mais ricos e abastados, aceitava convites para jantares e se misturava entre eles afim de entender suas necessidades e atender-lhes também. Sua missão era trazer as boas novas do reino a todos que estavam procurando, curava os doentes, ensinava e todos e sempre os exortava a arrependerem-se e não pecarem mais.

Arrependei-vos Parte II

A escolha dos discípulos encera algumas lições importantes. A maior parte deles já estavam acompanhando de perto Jesus por volta de um ano. Eram pessoas de diferentes classes sociais mas tinham em comum a a fé no divino caráter da missão de Cristo e quando chamados demonstraram amor a Cristo e a sua missão. Não estavam prontos para grande tarefa que viria mas Jesus enxergava neles potencial que poderia educar e disciplinar para sua obra. Embora não possuíssem grande instrução para os moldes da época a vantagem era não estarem contaminados pelos conceitos e instruções equivocados do rabis da época, embora fique claro que partilhavam da expectativa popular de um reinado terrestre do Messias. Não podemos dizer que houve predileção por pessoas de pouca instrução uma vez que houveram muitos homens instruídos e de saber que aceitaram a Cristo mas poucos estavam dispostos a arriscar sua reputação e seguir ao humilde Galileu. Com certeza a principal característica que os unia era a pronta disposição a deixar tudo e segui-lo, passo inicial para que o coração seja convertido e santificado.
“Então, eles, no mesmo instante, deixando o barco e seu pai, o seguiram” Mt.4:22.

Para Refletir

Jesus por diversas vezes explica e justifica eventos mencionados no Novo Testamento por meio de referências ao Antigo Testamento. Por vezes Ele declara que algo estava acontecendo “para se cumprir a Escritura”. Por meio de Jesus, Paulo ou o livro da Revelação (Apocalipse), percebemos uma íntima conexão do Novo ao Antigo Testamento, que em composição nos ensinam verdades cruciais sobre Deus e o plano de salvação.

Guilherme Carrijo, Ricardo Dantas do Nascimento e Jeser Rodrigues de Castro

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