Meditação diária de 12/04/2019 por Flávio Reti – Yuri Alekseievitch Gagarin
12/04/2019
Meditação de Pôr do Sol 12/04/2019 por Edenir Vargas
12/04/2019

Comentários da Lição 2 (2o Trim/2019) por Classe ECC

Lição nº 2 – As Escolhas Que Fazemos

Dentre todas as obras criadas, a formação do ser humano à imagem e semelhança de Deus foi, sem dúvida alguma, a mais grandiosa e enigmática. Mesmo tendo sido formado dos mesmos elementos essenciais da terra, como o foram, também, outros seres (Gn 1:11,12 e 24), sua matéria foi trabalhada artesanalmente pelo próprio Criador, e não somente pela Sua Palavra criadora (Gn 2:7). De igual modo, não somente a matéria da qual o homem foi formado teve um tratamento especial, mas também a forma como a vida lhe foi transmitida diferiu totalmente da dos outros seres. Ao receber o fôlego de vida direto de Deus (muito diferentemente do que aconteceu com os animais), podemos inferir que atributos da divindade lhe estavam sendo conferidos.

De fato, a criação do homem, foi o exemplo máximo de customização na Criação. Customizar é personalizar algo de modo a adequá-lo ao seu propósito ou às suas necessidades. A expressão “customizar” tem origem na palavra em inglês “custom”, um adjetivo que significa “feito sob a encomenda”, “elaborado sob a medida”.

Customizar é um termo muito usado em relação à moda e aos carros. É o processo de transformar uma peça importante ou de valor sentimental, acrescentando-lhe características especiais de acordo com seu sonho pessoal. É criar uma peça única.

Pois bem, sem dúvida alguma, a grande diferença entre o ser humano e o restante da Criação e que nos torna a Imagem e Semelhança do Criador não reside somente na aparência física, mas também e sobretudo na porção imaterial da vida, aquela que envolve a vida essencial derivada de Deus, que chamamos mais amplamente de Espírito, e que retorna a Ele quando a matéria se desvanece.

Aí aparece a customização divina: o espírito humano dotado de Razão e Arbítrio.

A nenhum outro ser criado nesse planeta foi dado tal presente.

Uma maravilhosa inter-relação de elementos materiais (físico-químicos) de um aglomerado de células nobres, com elementos imateriais presenteados por Elohim e que a ciência jamais conseguiu, nem conseguirá reproduzir.

Um espetáculo! Uma obra prima. A mente alojada no cérebro!

No querer do Criador, uma mente que só conhecesse a felicidade e a plenitude.

No que dependeu do Seu desejo e ação, a eternidade seria para TODOS. Predestinação? Sim, no desejo do eterno coração de Deus. Predestinou a todos nós para a salvação.

Sua escolha estava feita desde muito antes de estarmos aqui. “Assim como nos escolheu…antes dos tempos eternos, para sermos santos e irrepreensíveis perante Ele; e em amor nos predestinou para Ele…” Ef 1: 4 e 5.

Restava agora, como parte da Sua perfeição, nos permitir escolher a mesma coisa.

E foi aí que a nossa glória, se transformou na nossa sentença. Escolhemos mal no Éden.

No entanto, ainda como parte do Seu amor infinito e amorosa provisão, Ele nos mostra em Sua Palavra que, ainda que vivendo em contexto de pecado, podemos usar OS MESMOS DOIS ELEMENTOS de nossa “customização” – Razão e Arbítrio – para permanecer conectados à Fonte da Vida Eterna, e, por consequência, permanecer destinados à salvação. Como?

Ferramentas como a Oração (Tg 1:5), a Meditação na Palavra (II Tm 3:16), o exercício regular da Confiança em Deus (Pv 3:5 e 6) e a busca por Bons Conselhos (Pv 15:22) nos permitem construir nossas escolhas sobre a Rocha (Mt 7:24 e 25).

Isso é colocar Razão e Arbítrio sob o senhorio de Adonai.

Enquanto for assim, as escolhas da vida estarão protegidas e seguramente nos levarão à paz, alegria, serenidade e consciência limpa, ainda que sob o fogo da provação e adversidade. Estaremos sintonizados com o Céu.

O que tivermos que escolher terá o sim de Deus, pois pensaremos com Sua mente, e escolheremos segundo a Sua vontade. Do que vamos comer hoje até a decisão de comprar alguma coisa, podemos pedir que Ele escolha conosco.

Se isso é verdade em relação aos detalhes pequenos da vida, que se dirá das grandes decisões. Colocar Jesus à frente, como o primeiro, o último e o melhor, é uma ótima forma de garantir que não percamos a salvação por causa das escolhas de uma mente não santificada.

A velha frase: “Dize-me com quem andas e te direi quem és” é uma verdade simples e profunda. A convivência com as pessoas que escolhemos para amigos e companheiros marcará em definitivo nossa vida para o bem ou para o mal. “Alguns estão constantemente inclinando-se ao mundo. Suas perspectivas e sentimentos se harmonizam mais com o espírito do mundo do que com o dos abnegados seguidores de Cristo. É-lhes perfeitamente natural preferir a companhia daqueles cujo espírito mais se harmoniza com o seu. E esses tais têm exercido tremenda influência sobre o povo de Deus… Por seus frutos os conhecereis”. Testemunhos para a Igreja, vol. I, 288 e 289.

Sobre a escolha da área com que ganhar a vida e servir à humanidade, seja lá qual for, é primordial entender que além e muito mais do que se pensar em retorno financeiro, nível de influência ou mesmo em habilidades, a felicidade e sucesso está na disposição de se fazer sempre o melhor com o que temos à mão no momento. A todos se pode dizer: “Podem cultivar suas faculdades de maneira a produzirem a melhor espécie de trabalho, e então serão continuamente procurados. Serão apreciados segundo o seu valor…São os que cumprem fielmente o trabalho que lhes é designado dia a dia, que na ocasião oportuna ouvirão de Deus: “Sobe para mais alto”. A Ciência do Bom Viver, 477, 7ª edição.

Finalmente, a escolha de alguém para compartilhar a vida…Que decisão essa!…

“O matrimônio é alguma coisa que influenciará e afetará vossa vida tanto nesse mundo como no porvir.” LA, 43 – 8ª edição

“É na hora do seu enlace… que muitos homens e mulheres datam seu êxito ou fracasso nesta vida, e suas esperanças de existência futura.” Idem, 43.

“A escolha do companheiro para a vida deve ser de molde a assegurar, aos pais e aos filhos, a felicidade física, mental e espiritual de sorte que habilite tanto os pais como os filhos a serem bênçãos aos semelhantes e uma honra ao Criador.” Idem, 45.

“Seja todo passo em direção da aliança matrimonial, caracterizado pela modéstia, simplicidade, sinceridade e o sincero propósito de agradar e honrar a Deus…O cristão sincero não fará planos que Deus não possa aprovar.” A Ciência do Bom Viver, 359.

 

Você faz suas escolhas e suas escolhas fazem você.

Em tudo, mas principalmente em termos espirituais, “Todas as escolhas têm perda. Quem não estiver preparado para perder o irrelevante, não estará apto para conquistar o fundamental.” (desconhecido)

 

Que Deus o abençoe.

 

Josele Vizotto, médica cardiologista e membro da Igreja do IASP há 30 anos.

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