Meditação diária de 07/01/2017 por Flávio Reti
07/01/2017
Meditação diária de 08/01/2017 por Flávio Reti
08/01/2017

Comentários da Lição 2 (1o Trim/2017) por Ligado na Videira

“A Divindade moveu-se de compaixão pela raça, e o Pai, o Filho e o Espírito Santo deram-Se a Si mesmos ao estabelecerem o Plano da Redenção. A fim de levarem a cabo plenamente esse Plano, foi decidido que Cristo, o unigênito Filho de Deus, Se desse a Si mesmo em oferta pelo pecado” (Meditação Matinal de 01/07/1974).

A segunda pessoa da Divindade, o nosso Senhor Jesus Cristo, nos é apresentado como o “Filho”. Para Se tornar um conosco, teve que assumir a natureza humana. Tornou-Se “Homem”. Passou a ser “carne”. E, mesmo assim, e não podia ser diferente disso, Ele só teve como ser reconhecido como vindo da parte de Deus através de Suas “obras”.

Ora, como, então, (tentar) explicar ou (tentar) entender tanto o Pai quanto o Espírito Santo? Sendo que Eles não são carne, porventura não devem também ser reconhecidos através de Suas realizações?

Bem, como a Lição é sobre o Espírito Santo, a terceira pessoa da Divindade, vamos canalizar o tema da semana para Ele. Falemos do Espírito Santo.

Irmãos, a proposta é reconhecermos o Espírito Santo através da obra que Ele realiza. Devemos afirmar a Sua existência através das Suas ações. Se há muita ou se há pouca declaração escrita a respeito dEle nas Sagradas Escrituras, isso não nos deve incomodar. A Bíblia nos foi dada para falar de Jesus. A Divindade achou por bem falar mais sobre Jesus.

Bem, na semana passada, vimos o Espírito Santo como o Revelador dos assuntos de Deus. Somente Deus pode revelar as coisas de Deus. Assim, Ele agiu de forma que a Palavra fosse escrita, e a fez chegar em nossas mãos – nos dando a devida compreensão.

Nesta semana, avançando, O veremos por todo o Velho Testamento e no ministério de Jesus. Porém, começando pelo domingo, uma ilustração é usada, e ela nos será útil para entender algumas coisas. Nossa mente será aberta para aceitar que não temos a necessidade de ter o nome do Espírito Santo escrito em todos os acontecimentos. Basta saber que Ele estava agindo.

Bem, a atuação do Espírito Santo é ilustrada através da palavra “vento”. E o sentido é o seguinte: não vemos o vento, mas vemos a sua obra; não sabemos de onde ele veio e nem para onde vai, mas sabemos que ele passou. Ao mesmo tempo, referindo-se a nós, assim como com humildade nos posicionamos diante do vento, humildemente devemos nos prostrar diante do Espírito Santo. E, aqui, bem cabe a recomendação do Espírito de Profecia:

“A Palavra de Deus e Suas obras encerram o conhecimento dEle próprio, o qual Ele houve por bem revelar-nos. Podemos entender a revelação que, dessa forma, deu Ele de Si mesmo. É, porém, com temor e tremor, e com um senso de nossa própria pecaminosidade, que devemos fazer esse estudo; não com o desejo de procurar dar uma explicação de Deus, senão com o desejo de adquirir aquele conhecimento que nos habilitará a servi-Lo de maneira mais aceitável.

Que ninguém se aventure a explicar a Deus. Os seres humanos não podem explicar-se a si mesmos; como, pois, ousam aventurar-se a explicar Aquele que é onisciente?” (Medicina e Salvação, págs. 91 e 92).

Na segunda-feira, a Bíblia revela a presença e ação do Espírito Santo na criação. E gosto de destacar Gênesis 1:26, quando Elohim, a forma plural hebraica para mencionar Deus, diz: “Façamos o homem à nossa imagem, como nossa semelhança”.

Irmãos, na criação da humanidade, ali estava o Senhor Espírito Santo. Ele foi visto por Adão. Adão O viu assim que lhe foi soprado o fôlego de vida.

“Deus criou o homem à Sua própria imagem. Não há aqui mistério. Não há lugar para a suposição de que o homem evoluiu, por meio de morosos graus de desenvolvimento, das formas inferiores da vida animal ou vegetal. Tal ensino rebaixa a grande obra do Criador ao nível das concepções estreitas e terrenas do homem. Os homens são tão persistentes em excluir a Deus da soberania do Universo, que degradam ao homem, e o despojam da dignidade de sua origem. Aquele que estabeleceu os mundos estelares nos altos céus, e com delicada perícia coloriu as flores do campo, Aquele que encheu a Terra e os céus com as maravilhas de Seu poder, vindo a coroar Sua obra gloriosa a fim de pôr em seu meio alguém para ser o governador da linda Terra, não deixou de criar um ser digno das mãos que lhe deram vida. A genealogia de nossa raça, conforme é dada pela inspiração, remonta sua origem não a uma linhagem de germes, moluscos e quadrúpedes a se desenvolverem, mas ao grande Criador. Posto que formado do pó, Adão era filho ‘de Deus’” (Meditação Matinal de 05/01/1971).

Bem, afirmando a presença do Espírito Santo em nossa criação, entendo que Ele bem nos conhece, sabendo exatamente como agir em favor de nossa salvação.

Na terça, assim como entendemos que o Espírito Santo nos ensina através da Bíblia, o Seu ensino já deve ser visto no serviço do Santuário. De geração em geração, vinha o conhecimento da salvação através dos sacrifícios oferecidos em família. Com o Santuário, o ensinamento foi expandido. Foi dado mais entendimento sobre o Plano da Redenção. Mais de Jesus Cristo foi revelado. E isso foi obra do Espírito Santo.

Mas, de forma brilhante, a Lição nos chama a atenção para o fato de Ele ter incluído a humanidade na construção do Tabernáculo. Ou seja, o Espírito Santo capacita as pessoas a participarem da Sua obra. Isso é ou não é o maior de todos os privilégios? Deus nos tornar úteis em Sua obra!

Na quarta e na quinta, a Lição tem dois títulos, mas uma complementa a outra. Quarta abre, quinta aprofunda. E o assunto diz respeito ao Espírito Santo glorificar a pessoa e a obra de Jesus Cristo. A intenção da Lição é nos dar o seguinte esclarecimento: como ficou estabelecido que a segunda pessoa da Divindade é quem Se tornaria carne, nascendo entre nós e nos dando a Sua vida na cruz do Calvário, o Espírito Santo agiria nos bastidores, nos conduzindo a dar glórias a Jesus. Ele veio para falar de Jesus. A Sua glória estava na glória de Jesus.

Os pais se desdobram para que o filho estude e aprenda uma profissão. Com isso, todas as suas conversas giram em torno do filho. A vitória deles é alcançada quando o filho é vitorioso. Não veem nenhuma necessidade de exaltar os seus próprios esforços. A glória deles é reconhecida justamente quando o filho é reconhecido.

Nesse sentido, da Sua presença sobre as águas, no princípio da criação, passando pela manjedoura e indo até o Calvário, e da tumba aberta até o momento em que Ele e a igreja dizem “vem!”, o Espírito Santo faz questão de dizer: “Não olhem para Mim; olhem para Jesus”.

Por sinal, não é assim que devemos agir também? Não é para Jesus que devemos encaminhar os que carecem de um Salvador? Somos nós ou Deus quem converte as pessoas?

Encerrando, permitamos que o Espírito Santo atue em nossos corações. Deixemos que Sua obra de salvação seja completa em nossa vida.

“Todo cristão tem o privilégio, não só de esperar a vinda de nosso Senhor Jesus Cristo, como também de apressá-la. Se todos os que professam Seu nome produzissem fruto para Sua glória, quão depressa não estaria o mundo todo semeado com a semente do evangelho! Rapidamente amadureceria a última grande seara e Cristo viria recolher o precioso grão” (Meditação Matinal de 17/09/1992).

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