Culto de Adoração (Sábado 11/01/2020)
10/01/2020
Meditação diária de 11/01/2020 por Flávio Reti – O Altímetro
11/01/2020

Comentários da Lição 2 (1o Trim/2020) pelo Ancionato

COMENTÁRIO DA LIÇÃO DA ESCOLA SABATINA 2020-1-2

Tema Geral: Daniel, o profeta do fim.

Comentários da Lição 2 (1o Trimestre de 2020)

Lição 2: “De Jerusalém a Babilônia”

“Ora, a estes quatro jovens Deus deu o conhecimento e a inteligência em toda a cultura e sabedoria; mas a Daniel deu inteligência de todas as visões e sonhos”. (Dn 1:17)

Leia o capítulo 1 de Daniel, pois ele prepara o cenário onde os eventos se seguirão com seus principais temas. O contexto é a deportação em massa da população mais rica, dos nobres, dos líderes e dos pensadores para o exílio de Babilônia. Essa era uma estratégia política e militar para destruir a identidade da nação e facilitar o domínio. Mas Deus estava no controle da história.

A soberania de Deus

O exílio não aconteceu como um incidente inesperado ou por uma decisão aleatória de Deus. Os profetas já haviam advertido em vão sobre o risco da desobediência ao Senhor. Depois de anos de desprezo das advertências de Deus, as fortalezas de Jerusalém sucumbiram às investidas do exército de Babilônia. Mas Deus é soberano: “E o Senhor entre­gou Jeoaquim, rei de Judá, nas mãos” (Dn 1:2) de Nabuconozor.

O Senhor a quem servimos não apenas dirige as forças da História, mas também intervém misericordiosamente na vida de seu povo para conceder-lhe auxílio crucial em tempos de necessidade.

Fé sob pressão

Chegando ao cativeiro babilônico, o nome dos jovens hebreus foi alterado pra nomes ligados à cultura e religião pagãs. Eles também sofreram pressão para se alimentarem da mesa do rei, o que implicava em aceitar seus ritos religiosos de oferenda aos deuses do império e devotar fidelidade a Nabucodonozor nos aspectos legais e religiosos. Se aceitassem participar daquele cadápio, certamente eles receberiam promoções na capital do mundo. Eles tinham que resistir para o nome de Deus ser honrado. Só um milagre poderia livrar os jovens de tamanha tentação e ambição de sucesso a custas da fé no Deus criador.

Firme decisão

Daniel decidiu não se contaminar com as iguarias e bebidas do cardápio real. As refeições do rei tinham implicações religiosas, por isso os jovens hebreus resolveram se abster delas por uma questão de fé nas orientações de Deus. Aqueles alimentos do rei poderiam conter carnes imundas (Lv 11) e serem oferecidos aos deuses antes de irem à mesa do rei. Ao final dos dez dias, os jovens superaram os demais em aparência, conhecimento e inteligência. Deus abençoou a decisão dos jovens (Dn 1: 9) e foram promovidos na corte babilônica.

Imaculado e sábio

O temor do Senhor é o princípio da sabedoria. Os jovens temeram a Deus que lhes concedeu “o conhecimento e a inteligência em toda a cultura e sabedoria” e a Daniel acrescentou “inteligência de todas as visões e sonhos” (Dn 1: 17).

Hoje também Deus nos concede sabedoria ao enfrentarmos os desafios do mundo. É-nos possível tomar firme decisão pelo lado correto. As provações atuais são momentâneas e produzem um eterno peso de glória (2 Co 4:17). Outra lição é que não precisamos nos isolar da sociedade e de sua vida cultural para servir a Deus. Daniel e seus amigos permaneceram fiéis em meio a cultura babilônica.

Prova final

Depois de três anos de preparo, os quatro jovens hebreus tiveram o melhor desempenho nas avaliações que o rei preparara. Por isso eles foram contratados para servirem o rei na corte. O sistema educacional de Babilônia incluía a seguinte sequência: sistemas das línguas (o aramaico e o acadiano), as obras de ficção como as lendas de Gilgamesh, Argon e Näran-Sîn, outros textos da cultura para formação da cosmovisão pagã e conhecimento político. Mas esse sistema babilônico fora insuficiente para a formação dos estudantes. Daniel com seus amigos sabiam que todo o sucesso deles vinha de Deus, por isso eles se saíram melhor na prova final. Confiar em Deus e fazer as escolhas certas nos sustentam na jornada diária.

Conclusão

No capítulo 1 de Daniel percebemos: 1) Deus está no controle da história; 2) Deus nos dá sabedoria para os desafios na cultura e sociedade contemporâneas; 3) Deus honra seus filhos que cumprem suas orientações; 4) a presença de Ciro na narrativa abre uma esperança de libertação. Nos momentos mais difíceis de nossa vida, Deus abre uma janela de esperança.

Aplicação para a vida

1) Como eu agiria se me oferecessem um cargo de destaque no governo ou numa empresa, contanto que eu participasse das festas e dos alimentos e bebidas contrárias à orientação bíblica?

2) Quando enfrento desafios referentes à observância do sábado, à integridade nos negócios e no trabalho, ou a respeito dos relacionamentos com amigos não cristãos ou não adventistas, entre outras situações, qual a minha postura, em comparação com a de Daniel?

Por Afonso Ligório Cardoso

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