Meditação de Pôr do Sol de 23/09/2016 por Paulo Fellao Filho
22/09/2016
Comentários da Lição 1 (4º Trim/2016) por Flavio Reti
26/09/2016

Comentários da Lição 13 (3º Trim/2016) por Filipe Lima


COMO DEVEMOS ESPERAR?


Introdução – Texto chave: Romanos 12:11-13

O grande dia se aproxima. Em breve o nosso Salvador virá. E a Lição, ao tocar nesse assunto, nos faz pensar no seguinte: “Como devemos esperar?” O que fazer enquanto esperamos? Ficar ocioso vai nos ajudar? E trabalhar? Há algum sentido em trabalhar enquanto esperamos?

Um dia, Jesus Se expressou assim: “Meu Pai trabalha até agora, e Eu trabalho também” (João 5:17). De que trabalho Ele estava falando?

 

Numa de Suas orientações, Cristo falou que devemos orar pela atividade missionária. Disse Ele: “E percorria Jesus todas as cidades e povoados, ensinando nas sinagogas, pregando o Evangelho do Reino e curando toda sorte de doenças e enfermidades. Vendo Ele as multidões, compadeceu-Se delas, porque estavam aflitas e exaustas como ovelhas que não têm pastor. E, então, Se dirigiu a Seus discípulos: ‘A seara, na verdade, é grande, mas os trabalhadores são poucos. Rogai, pois, ao Senhor da seara que mande trabalhadores para a Sua seara’” (Mateus 9:35-38).

 

“Se nos humilhássemos perante Deus, e fôssemos bondosos e corteses, compassivos e piedosos, haveria uma centena de conversões à verdade onde agora há apenas uma” (Testemunhos Para a Igreja, vol. 9, pág. 189).

 

 

Enquanto esperamos a vinda de Jesus – Texto chave: Mateus 24:14

Bem, em Mateus 24, Jesus nos faz a seguinte exortação: “Se o pai de família soubesse a que hora viria o ladrão, vigiaria e não deixaria que fosse arrombada a sua casa. Por isso, ficai também vós apercebidos; porque, à hora em que não cuidais, o Filho do Homem virá” (versos 43 e 44). E, então, Ele levanta o assunto. Coloca o tema num patamar mais elevado. “Quem é, pois, o servo fiel e prudente, a quem o Senhor confiou os seus conservos para dar-lhes o sustento a seu tempo? Bem-aventurado aquele servo a quem seu Senhor, quando vier, achar fazendo assim” (versos 45 e 46).

Irmãos, a ordem de Jesus é para que haja “vigilância” associada com “trabalho”. Enquanto aguardamos aquele Dia – até lá, a todo o momento – devemos nos interessar pelos que fazem parte da família de Deus. A minha vida espiritual. A vida espiritual da minha família. A dos membros da minha igreja local. E sem jamais esquecer disso, daqueles por quem Jesus deu a Sua vida, desejoso que venham para o mesmo “aprisco”.

No final de sua vida – uma vida entregue para a obra de Deus – Pedro recordou a conversa que Jesus havia tido com ele, e disse aos membros da igreja: “Pastoreai o rebanho de Deus” (1Pedro 5:2).

Dia desses, interessante isso, estudamos que Jesus “conquistava” a confiança das pessoas. Uma das afirmações de como ser confiável que me deixa pensativo: “É recíproco. Se você for confiável, você vai conquistar a confiança!”

Relembrando e resumindo, no que consiste o método de JESUS? Consiste em atrair a confiança das pessoas, fazendo amizade e depois, ensinando-as sobre a salvação de suas vidas. Isso requer que saiamos da igreja (depois dos cultos) e de nossos lares, que vamos onde estão as pessoas. Há uma infinidade de métodos para esse fim, desde os virtuais aos presenciais. Podemos agir em campos distantes, em outros continentes, ou perto de nossa casa. Se cada um se dispuser a fazer algo que gosta, Deus orientará de tal modo que o mundo todo seja alcançado com a mensagem de Jesus.

 

Reavivamento e reforma enquanto esperamos – Texto chave: 2 Pedro 3:10

O reavivamento é o alvo, a reforma a estratégia. O objetivo não é a reforma, e sim, o reavivamento. Mas para que haja o reavivamento precisamos ser reformados. Reformar significa colocar outra vez na forma, ou, fazer de novo, pois algo não está correto conosco. Logo, pela reforma, seremos reavivados, ou, pelas mudanças em nossa vida chegaremos a uma nova vida.

Mas para que, então, o reavivamento? Para que nos salvemos e que sejamos aptos a salvar outros, que sejamos discípulos, ou, quem sabe, embaixadores do reino de Deus. Pois bem, como representantes de Deus na Terra, membros de Sua igreja, nos compete que O representemos bem. Logo, a reforma em nossa vida, no contexto das lições que estamos estudando, implica em mudança dos métodos de como trabalhar com as pessoas para que o Espírito Santo atue em seus corações. Implica em crescente interesse pelos outros, em mais amor pelos outros, mais empenho para que os outros sejam salvos. É lógico que isso requer que sejamos mais e mais semelhantes a Jesus.

É pecado desperdiçar nosso tempo; é pecado desperdiçar nossos pensamentos. Perdemos todo momento que dedicamos ao egoísmo. Se cada momento fosse devidamente avaliado e empregado do modo adequado, teríamos tempo para tudo que necessitamos fazer para nós mesmos ou para o mundo. No emprego do dinheiro, no uso do tempo, das energias, das oportunidades, volva-se cada cristão para Deus em busca de guia.

Deus assegura aos homens o dom do tempo, com o desígnio de promover-Lhe a glória” (Refletindo A Cristo, pág. 278).

 

Temos uma obra a fazer. É importantíssima! Antes de querer que os outros andem no caminho do Senhor, andemos nós. Comecemos a transformação por nós mesmos. E isso nós fazemos com oração e com leitura da Palavra de Deus. É dessa combinação que, como fruto da confiança na poderosa mão de Deus, vamos para as atividades missionárias.

Portanto, se não há atividade missionária suficiente, é porque não tem havido oração e estudo da Bíblia suficientes também. Por não confiarmos em Deus, “empacamos” no deserto. Nós mesmos retardamos aquele Dia – o Dia em que deveríamos estar frente a frente com a Canaã Celestial.

 

A missão da igreja enquanto esperamos – Texto chave: Tiago 2:14-26

Deus não criou primeiro a igreja, e então teve que inventar um objetivo para ela. Não! Jamais! Ao nos ser ensinado que Cristo é o Cordeiro morto antes da fundação do mundo, temos a indicação de que o Plano da Redenção já existia antes da Criação de nosso planeta. O Evangelho é eterno não só em relação ao futuro. Desde o passado ele já existia. Apenas não era do conhecimento de nenhuma criatura. Não havia motivo para alguma criatura saber disso, pois, afinal de contas, não havia “pecado”, não havia “pecador”, não havia motivo para instituir o Plano, não havia razão para Cristo Se posicionar como Salvador. Mas, em Seu propósito, se precisássemos, Ele já havia Se comprometido em nos salvar. Já havia uma “Missão”.

Portanto, aplicando ao contexto geral da Bíblia, Abraão não foi chamado para, depois, existir uma missão. Não lhe foi dada uma família para, depois, existir uma missão. Não foi formada uma igreja para, depois, existir uma missão. Não. Nós é quem fomos inseridos numa missão já existente.

E a missão é: “Fazer discípulos de todos os povos, comunicando o evangelho eterno (a tríplice mensagem angélica), levando-os a aceitar Jesus como Salvador pessoal e a se unirem à Sua igreja remanescente, discipulando-os para servi-Lo como Senhor e preparando-os para a Sua breve volta”.

(1) Como igreja, ficamos muito tempo sem fazer nada, até que, de repente, quando alguém toca no assunto, então queremos, também como igreja, fazer tudo, e ao mesmo tempo – e acabamos não fazendo nada novamente, ou fazendo mal feito. Ora, diante da defasagem, e da insuficiência de recursos, escolham uma coisa, e a façam bem feito. Depois disso, então façam uma segunda coisa. (2) Pegamos a mania de não dar “continuidade”. Um ano se faz uma determinada campanha, no outro, não. O líder desse ano diz que é para pintar o muro de azul; o do ano que vem, de amarelo; e o do outro, que derrubem o muro. Ora, qual é a vocação da igreja local? Qual é a necessidade da comunidade em que estamos inseridos? Por que não damos “continuidade”? Por que não somos perseverantes? Por que plantamos e não colhemos? Por acaso escolhemos o projeto errado?

Jesus Cristo está prestes a retornar. E Ele espera que mais e mais pessoas saibam desse assunto e estejam preparados para o grande Dia. Graças a Deus, como igreja, através dos mais variados talentos, Ele nos capacitou para o cumprimento de Seu chamado.

 

Preparação para a colheita final enquanto esperamos – Texto chave: João 4:35-38

Como funciona, genericamente, a conversão de duas pessoas? Pode ser de muitas maneiras, mas podemos identificar uma delas. Vejamos tudo o que pode contribuir com a conversão dessas duas pessoas, que chamaremos de Alfredo e Maria, um casal. Um dia desses, receberam um folheto com mensagem bíblica, de alguma denominação religiosa. Olharam, leram, e acharam interessante, mas ficou nisso. Noutro dia, assistindo a televisão, presenciaram parte de um programa sobre assunto bíblico. Também chamou atenção. Em outro dia, o vizinho, adventista, que orava por eles, levou um presentinho, um bolo, e informou que estava orando por eles. Informaram, por sua vez, que de fato estavam precisando de orações, por algum problema de saúde que enfrentavam. O vizinho, com sua mulher, assistiram ao casal nessa situação, que foi, com o tempo, resolvida, e fizeram boa amizade. Então teve na igreja adventista um programa para convidados, e esse casal foi levado, com uma programação interessante e um almoço. Mais pessoas fizeram amizade com o casal, e eles se acharam em casa. Gostaram do ambiente e das pessoas. Mais adiante aceitaram estudos, e fizeram alguns cursos por mais de um ano. Várias pessoas participaram, de diversas maneiras, nesse estudo. Vez por outra, vinham à igreja, especialmente em programações especiais. Nisso participaram muitas pessoas, cantores, pregadores, recepcionistas, quem cuida do som, outros que falaram com eles e fizeram amizade, professores da Escola Sabatina, muitas pessoas que participaram das programações. E assim foi indo o processo, até que um dia aceitaram ser batizados, e passaram a ser membros ativos na igreja. Agora vem a pergunta: na coroa de quem vão essas duas pessoas, como estrelas?

Notem: uma coisa é um adventista plantar e outro colher – outra coisa bem diferente é um adventista plantar e uma outra denominação colher. É sinal de que as etapas não estavam bem definidas ou bem executadas. Faltou alguma coisa no “fundamento”.

“Deus tem necessidade de homens e mulheres sábios que trabalhem diligentemente para realizar a obra que lhes foi confiada. Ele os empregará como instrumentos na conversão de almas. Uns semearão, e outros hão de segar a colheita do que foi semeado. Faça cada um o que lhe for possível para desenvolver seus talentos, para que Deus Se sirva dele, seja como semeador, seja como ceifeiro” (Obreiros Evangélicos, pág. 410).

 

A espera terminou – Texto chave: Apocalipse 21:1-4

Mas, como está escrito: Nem olhos viram, nem ouvidos ouviram, nem jamais penetrou em coração humano o que Deus tem preparado para aqueles que O amam’ (1Coríntios 2:9).

Enquanto vos deleitais nas atraentes belezas da Terra, pensai no mundo por vir, o qual não conhecerá jamais a mancha do pecado e morte; onde a face da natureza não mais apresentará as sombras da maldição. Representai-vos na imaginação o lar dos remidos, e lembrai-vos de que ele será mais glorioso do que o pode pintar vossa mais brilhante imaginação. Nos variados dons de Deus em a natureza só discernimos o mais pálido vislumbre de Sua glória.

E afinal abrir-se-ão as portas do Céu para dar entrada aos filhos de Deus, e dos lábios do Rei da glória brotarão as palavras que lhes soarão aos ouvidos qual música inefável: ‘Vinde, benditos de Meu Pai, possuí por herança o reino que vos está preparado desde a fundação do mundo’ (Mateus 25:34). Então os remidos receberão as boas-vindas às moradas que Jesus lhes está preparando.

Vi … Jesus conduzir a multidão dos remidos à porta da cidade. Lançou mão da porta e girou-a sobre os seus resplandecentes gonzos, e mandou entrarem as nações que haviam observado a verdade. Dentro da cidade havia tudo para deleitar a vista. Contemplavam por toda parte uma intensa glória. Então Jesus olhou para os Seus santos remidos; seus rostos estavam radiantes de glória; e, fixando Seu olhar amorável sobre eles, disse com Sua preciosa e melodiosa voz: ‘Vejo o trabalho de Minha alma, e estou satisfeito. Esta magnificente glória é vossa, para a fruíres eternamente. Vossas tristezas estão terminadas. Não mais haverá morte, nem tristeza, nem pranto; tampouco haverá mais dor’. …

A linguagem é demasiadamente fraca para tentar uma descrição do Céu. Apresentando-se diante de mim aquela cena, fico inteiramente absorta. Enlevada pelo insuperável esplendor e excelente glória, deponho a pena e exclamo: ‘Oh, que amor! que amor maravilhoso!’ A linguagem mais exaltada não consegue descrever a glória do Céu, ou as profundidades incomparáveis do amor de um Salvador” (Maravilhosa Graça de Deus, pág. 357).

 

Comentário de Ellen G. White

 

“Na parábola, todas as dez virgens saíram ao encontro do esposo. Todas tinham lâmpadas e frascos. Por algum tempo não se notava diferença entre elas. Assim é com a igreja que vive justamente antes da segunda vinda de Cristo. Todos têm conhecimento das Escrituras. Todos ouviram a mensagem da proximidade da volta de Cristo e confiantemente O esperam. Como na parábola, porém, assim é agora. Há um tempo de espera; a fé é provada; e quando se ouvir o clamor: “Aí vem o Esposo! Saí-Lhe ao encontro!” (Mat. 25:6), muitos não estarão preparados. Não têm óleo em seus vasos nem em suas lâmpadas. Estão destituídos do Espírito Santo” (Parábolas de Jesus, 408).

Filipe Lima
Diretor de Publicações
Igreja do IASP

PS.: Em nome da Igreja do IASP e do Departamento de Comunicação, agradecemos ao Filipe Lima pela dedicação, empenho e motivação na realização do comentários da lição. Nosso muito obrigado e que Deus o abençoe ricamente!

 

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