Meditação de Pôr do Sol de 17/06/2016 por Gislaine Rocha
17/06/2016
Meditação de Pôr do Sol de 24/06/2016 por Guilherme Carrijo
22/06/2016

Comentários da Lição 13 (2º Trim/2016) por Guilherme Carrijo, Jeser Castro e Ricardo Dantas

CRUCIFICADO E RESSURRETO
Foram doze semanas para preparar o contexto de Sua crucifixão, e chegou a hora de falarmos sobre Seu sacrifício em nosso favor. Amor, generosidade e misericórdia incalculáveis. Características tão grandiosas de Jesus em Seu ato de amor, que pouco podemos converter em palavras.

 

  1. Filho de Davi (Mateus 1 e 2)

Mateus evidencia que Jesus é o Messias. Seu público era primariamente judeu, e para evidenciar o caráter messiânico de Cristo, ele demonstrou Sua genealogia em detalhes, pois os Judeus tinham grande afinidade na preservação de sua linhagem. Na sequencia do relato, vemos os reis magos (homens sábios) que eram filósofos respeitados em sua origem Persa, os quais dedicaram suas vidas em sincera busca pela verdade, a qualquer custo. E é irônico pensar que alguns dos primeiros a procurar e adorar o Messias judaico foram gentios. Enquanto a maioria do próprio povo de Jesus achava que sabia que tipo de Messias esperar, havia nesses viajantes vindos do Oriente a mente e o coração abertos. Em nosso conhecimento de Cristo e de Seu amor o reino de Deus está posto no meio de nós.

 

  1. O início do ministério de Cristo (Mateus 3 e 4)

A forma escrita encontrada no evangelho de Mateus, notadamente foi dirigida ao convencimento do povo Judeu sobre a verdade encontrada em Cristo. Quem dentre estes se dispusesse a de modo sincero enxergar Jesus, veria o fiel e real cumprimento da profecia para aquele tempo presente. João Batista havia de “preparar o caminho” do Messias, e assim o fez também cumprindo precisamente a profecia. Neste contexto ainda vimos Jesus ser levado ao deserto para ser tentado e resistir aos ardis de Satanás. Em seguida, Ele mostrou seu interesse específico no pecador, Sua obra sempre esteve focada nestes. Sua missão era trazer as boas novas do reino a todos que estavam procurando, curava os doentes, ensinava e todos e sempre os exortava a arrependerem-se e não pecarem mais.

Jesus por diversas vezes explica e justifica eventos mencionados no Novo Testamento por meio de referências ao Antigo Testamento. Por vezes Ele declara que algo estava acontecendo “para se cumprir a Escritura”. Por meio de Jesus, Paulo ou o livro da Revelação (Apocalipse), percebemos uma íntima conexão do Novo ao Antigo Testamento, que em composição nos ensinam verdades cruciais sobre Deus e o plano de salvação.

 

  1. O Sermão do Monte (Mateus 5 a 7)

Pouco depois do seu 1º milagre e da assertiva manifestação que ocasionou a expulsão de mercadores do templo a época da páscoa, Jesus proferiu seu 1º discurso para uma grande multidão. Seu conteúdo impressionou de forma pouco usual a cultura da época e também foi o grande marco do início do Seu ministério.

Primeiramente, Jesus desconstrói toda e qualquer lógica pré-configurada na mente dos que aguardavam o reino que os libertaria. Como já mencionamos, o povo anunciava por uma liberdade constituída de conforto e estrutura local, talvez quem saiba um poderoso rei que enfrentasse o jugo a que Israel enfrentava. Minimamente uma revolução social era esperada, no entanto Cristo apresenta que a verdadeira liberdade e alegria viriam àqueles que se submetessem a uma revolução de EGO e caráter (Mt.5:1-12).

Em seguida Ele ratifica Seu propósito de confirmar toda a escritura e a expressão do caráter de Deus: os mandamentos (Mt.5:17-19). Lições de humildade (Mt.5:23-26), fidelidade (27-32), retidão (33-37), discrição (Mt.6:1-6 e 16-18), mordomia (19-21), confiança em Deus (25-34), justiça e até um draft de como devemos falar com Deus em oração (6-13). Por fim, uma aula sobre justiça, nos direcionando para aceitarmos uns aos outros em amor, deixando à Deus a tarefa de julgar o caráter das pessoas. A ampla releitura da lei determinada pela propriedade de Suas palavras, evidenciava o resgate que seu discurso trazia a proposta original feita por Deus, quando Ele presenteou os homens com esta esperança. A revelação de que a felicidade (bem-aventurança) como resultado prático do verdadeiro amor e consequente obediência a Deus, nunca seria experimentada se esta fosse mecanicamente seguida. Cristo ratifica seu propósito de confirmar a lei de Deus sem qualquer alteração, por mínima que pudesse ser considerada.

 

  1. Fé e Cura (Mateus 8 e 9)

Por onde passava Jesus atraia um grande número de pessoas que vinham para estar com Ele, ouvir seus ensinamentos e serem curadas. O capitulo 8 e 9 de Mateus relata fatos ocorridos logo após o Sermão da Montanha (capítulos 5 a 7), e antecede os capitulo 10 onde Jesus envia os 12 discípulos a pregarem o Evangelho do Reino e os habilita a realizarem curas.

Com o leproso, Jesus tocou o intocável. Para o Centurião, Ele recebeu o gentio. Com autoridade demonstrou Seu domínio sobre o natural e sobrenatural. Ao paralítico Ele perdoou o imperdoável.

Jesus pode e quer curar você física e espiritualmente. Ele quer que tenhamos vida e vida em abundância. De que cura você precisa? “”Se confessarmos os nossos pecados, ele é fiel e justo para nos perdoar os pecados e nos purificar de toda injustiça” 1Jo 1:9

 

  1. A guerra visível e a invisível (Mateus 11 e 12)

De fato há muito mais coisas invisíveis do que as que podemos enxergar. E é em meio ao invisível que ocorre a maior guerra de toda a história do universo: A batalha entre o bem e o mal. Não sabemos ao certo como é possível, não há ciência capaz de definir com precisão este campo de batalha. Apesar de muitas teorias, o embasamento para tangilibilzar este cenário vem direto da fonte criadora: Deus através da Bíblia. De Gênesis (3:15) a Apocalipse (12:7-10) a Bíblia revela um contínuo conflito entre Cristo e Satanás, entre o reino da justiça e o reino do pecado. A Bíblia nunca subestima a existência e a função de Satanás nos assuntos da história humana. Na verdade, ela retrata a origem de Satanás em seu esforço para ser como Deus (Is 14:12-15; Ez 28:12-15); em sua rebelião contra o Senhor, resultando em sua expulsão do Céu (Lc 10:18; Ap 20:7-9); e mostra o fim que o aguarda na aniquilação apocalíptica (Ap 20:7-10).

Na cosmovisão cristã temos a vantagem de saber qual lado já venceu. Cristo conquistou a vitória decisiva em nosso favor. Após a cruz, não restou nenhuma dúvida sobre quem é o vencedor e sobre quem pode participar os frutos dessa vitória. A causa de Satanás é de fato uma causa perdida.

 

  1. Descanso em Cristo (Mateus 11 e 12)

Os milagres, a doutrina revolucionária do Mestre (como pregada no monte) e a crescente multidão que Ele atraía sempre resultava em agitação e desconforto aos lideres judeus, mas o comportamento de Jesus e seus discípulos aos sábados era o que causava grande ódio entre os líderes da época. Jesus não aboliu o sábado como muitos interpretam em Suas atitudes e palavras, mas sim restaurou a verdade sobre o sábado combatendo os pesados fardos que as pessoas haviam colocado sobre ele. A resposta aos fariseus nos episódios acima revela claramente que Jesus queria dirigir a atenção deles ao que era realmente importante: o sábado deveria ser uma benção para o homem nunca um fardo, amar a deus sobre todas as coisas e ao próximo com a si mesmo (Mt 22:37,39) é o resumo da Lei de Deus e nenhum dia da semana tira a validade da mesma. Repartir o pão, abrigar o pobre, cobrir o desamparado, são princípios da lei de Deus, inclusive da guarda do sábado. A partir de uma entrega genuína nestes princípios o Senhor se fará luz por meio de nós, Sua Glória será nossa direção e proteção, e o Senhor guiará, fortificará, edificará um novo ser, além de garantir o reparo em nossa conexão perdida com Ele. Deixando de lado a nossa própria vontade, Ele poderá agir em nós e por nós (Is.58:7-13).

 

  1. Senhor de judeus e gentios (Mateus 14 e 15)

A linguagem do ministério de Cristo é de uma sucessão de bênçãos. Ele abençoa o seu povo com o propósito de abençoar as outras nações vizinhas. Ele abençoa a Sua igreja única e exclusivamente para abençoarmos o mundo. “Vós sois o sal da Terra” (Mt.5:13). E quando Deus faz que Seus filhos sejam sal, não é apenas para sua própria preservação, mas para que sejam instrumentos para a preservação de outros. Todo cristão genuíno deve ser uma influência que ilumina os que se acham em treva. Mas nenhum de nós difunde luz sobre outros se não tiver recebido raios de iluminação divina da Palavra de Deus (Refletindo a Cristo [MM 1986], p.197). Cristo não tinha espírito de exclusivismo. Cristo não conhecia distinção de nacionalidade, posição nem credo. Toda pessoa sincera e contrita é preciosa diante de Deus.

 

  1. Pedro e a Rocha (Mateus 16 e 17)

Pedro foi um cara problemático para conviver… altos e baixos definem bem como foi sua vida. Mesmo assim Jesus o escolheu para estar entre os mais próximos em Seu ministério. É fácil nos identificarmos com Pedro, até quando ele negou conhecer Jesus.

Após estudarmos os episódios da “Pedra”, e das “chaves do céu”, entendemos claramente que a Pedra não é Pedro, nem Paulo, nem qualquer outra figura carismática que se enquadre na história da igreja. Afinal de contas, uma edificação não pode se sustentar em algo passível de erros e falhas, mesmo tendo sua grande importância neste processo.

A Bíblia toda ecoa a verdade que a Rocha é Cristo, a pedra rejeitada pelos construtores, a pedra angular, o fundamento. A pedra é a verdade que Pedro acabara de mencionar a respeito do Filho do Deus vivo, e é nossa fé neste Cristo que pode sustentar o evangelho, fazendo com que avance além dos limites do reino do mal, vencendo as forças do inimigo, e impondo o Reino de Deus para sempre.

 

  1. Ídolos da alma e outras lições de Jesus (Mateus 18 e 19)

Ter ambição não é pecado, aliás, se for bem conduzida, pode tornar-se uma tremenda qualidade. Pecado é ser ambicioso. Pecado é quando a ambição torna-se um orgulhoso meio de vida. A verdadeira grandeza para Cristo está em rejeitarmos o “eu” e sermos humildes de espírito como uma criança o é. Por ser inteiramente dependente, a criança voluntariamente aceita aquilo que ela não pode ter por si só. Nós devemos desenvolver o mesmo espírito em relação ao nosso Pai. Um dos indicadores da humildade é a obediência, é colocar a Palavra de Deus acima da nossa própria vontade.

 

  1. Jesus em Jerusalém (Mateus 21 e 22)

O que fez com o que o povo de Jerusalém não aceitasse Jesus em suas vidas? Será que foi apenas o legalismo? Será que foram todas as regras e restrições dos fariseus? Na verdade não. Na verdade em Jerusalém havia um grande problema, o secularismo. O templo era governado pelos saduceus, eles eram os sacerdotes, mas não se importavam com o sacerdócio, estavam lá pelo dinheiro, pela política, pelo poder. Então na realidade o secularismo e não o legalismo é que fazia com que as pessoas de Jerusalém não aceitassem Jesus em suas vidas. Algumas vezes em nossa igreja hoje em dia temos membros que são apenas membros culturais da igreja. Eles não oram, eles não acreditam em Cristo “O Messias”, eles são apenas parte desta comunidade porque foi ali que eles cresceram. E se você é alguém que vê muita influência cultural, que esteja atento a não manter essa influência cultural dentro da igreja, porque foi um sacerdote secularizado o responsável por crucificar a Cristo.

 

  1. Eventos Finais (Mateus 23 e 24)

Imagino que com tantos sinais e explicações os discípulos estavam quase a perguntar o dia e a hora da volta, pois é o clímax da história, a maior expectativa de todo cristão, mas Jesus, antevendo a pergunta já revela no verso 36 que nem Ele, nem os anjos, só o Pai sabe. E Jesus mais uma vez enfatiza que apesar dos muitos sinais devemos ficar atentos, pois assim como na época de Noé, o dilúvio pegou muitos de surpresa, ou assim como o Ladrão vem na calada da noite, na hora em que não estamos preparados, assim será para muitos a Sua vinda. E este é o principal fator motivador para permanecermos vigilantes. Quando vivermos uma vida dedicada no servir, pregar o evangelho ao mundo, cuidar dos nossos queridos que mais precisam, aí sim não iremos nos importar, “temerosos”, com o tempo da segunda vinda, pois esta é certa, mais cedo ou mais tarde o juízo virá, e estaremos prontos!

 

  1. Os últimos dias de Jesus (Mateus 26)

Durante Sua vida na terra, Jesus sempre soube dos acontecimentos que resultariam em Sua morte na cruz. Mesmo assim, Ele estava inteiramente decido em seguir até o fim. Tinha total livre-arbítrio para resignar em qualquer momento, mas foi intrépido ao negar Sua própria vontade e submeter-se à vontade do Pai. Naquele momento Ele poderia deixar a humanidade seguir o curso normal apontado pela escolha dos nossos pais. A morte como consequência de nossa natureza de pecados é um resultado justo. Contudo, Ele escolheu nos presentear com Sua justiça divina que vai além do que podemos entender, mas ao considerá-la, percebemos nossa condição falível e entendemos que algo em nossas vidas precisa ser mudado, precisa ser diferente. Ao conhecer Jesus, não dá para seguir a vida da mesma forma.

 

  1. Crucificado e Ressurreto (Mateus 27 e 28)

Uma senhora estava sentada, tranquila, lendo sua Bíblia no metrô ao voltar para casa do serviço naquele final de tarde, quando um jovem que a observava se aproxima e solta o “spoiler”: “Ele morre no final.” Uma brincadeira para ele, mas para ela, uma profunda verdade bíblica. Desde o “No princípio criou Deus” até a saudação final do livro de Apocalipse, todo o livro sagrado orbita sobre o Deus que se fez homem para morrer por suas criaturas. O livro de Mateus se inicia com A Plenitude dos Tempos (nascimento de Jesus segundo Gálatas 4:4) e termina com o Filho do Homem ressurreto afirmando que estaria conosco até a Consumação do Século (juízo final segundo Mateus 13:39).

Após três aos e meio de ministério de Jesus, finamente chegava o momento mais importante de Sua vida nesta terra. Não foi a transformação de agua em vinho – seu primeiro milagre – nem tampouco a multiplicação dos pães e peixes em duas ocasiões. Não foi também a expulsão de demônios, nem mesmo suas curas ou discursos cheios das verdades do Reino. Todos ensinamentos, atos e gestos praticados até aquele momento não se compararam à grandeza com que Jesus, como cordeiro imaculado, ofereceu-Se em nosso lugar para cumprir o castigo que o pecado demanda. “Toda a autoridade Me foi dada no Céu e na Terra” (Mt 28:18) foram as primeiras palavras ditas por Jesus quando encontrou com seus discípulos na Galiléia após Sua ressurreição. O foco de Jesus sempre esteve na salvação do pecador.

 

Jesus ou Barrabas

 

Em João 3:16-21 o apóstolo explica a missão do Filho de Deus. O primeiro verso já é amplo em significado: “Porque Deus amou ao mundo de tal maneira que deu o seu Filho unigênito, para que todo o que nele crê não pereça, mas tenha a vida eterna”. Infelizmente três versos depois a Bíblia não esconde uma lamentável realidade: “O julgamento é este: que a luz veio ao mundo, e os homens amaram mais as trevas do que a luz; porque as suas obras eram más.” Jesus passou pela angústia do Getsêmani, foi traído por Judas, preso, interrogado no Sinédrio, negado por Pedro e foi entregue a julgamento nas mãos de Pôncio Pilatos, governador romano da Judéia. Neste momento surge no relato bíblico em pé ao lado de Jesus um outro personagem também chamado Jesus, que curiosamente representa muito fielmente o libertador tão sonhado pelo povo. Alguém que tinha porte físico, era destemido, pretendia autoridade para estabelecer uma nova ordem das coisas. Seus furtos, assaltos e assassínios se justificavam como oposição ao jugo romano. Esse homem se afirmava como o Messias e admirado por uma massa de judeus, acreditava que em sua crueldade e rebeldia se tornaria rei e libertaria Israel. Seu nome era Barrabás, Bar Abbas, ou seja, filho de Abbas. Em muitos manuscritos seu nome está como Yeshua (Jesus) cujo significado é Yahweh salva. Pilatos se esquiva de sua prerrogativa de ser a última palavra legal na Judéia e entrega ao povo a decisão de libertar a Jesus ou a Barrabás segundo a tradição da festa pascoal. Quando a escolha o surpreende e beneficia o rebelde, mesmo convencido da inocência de Cristo, ainda pergunta à turba o que fazer com Jesus e recebe apenas os gritos “seja crucificado”. O governador lava suas mãos e todo o povo o respondeu: caia sobre nós o seu sangue e sobre os nossos filhos. Não demorou muito para que o sangue caísse sobre eles e seus filhos. Sob o comando de Tito os muros de Jerusalém foram ao chão, a cidade se tornou ruína, o templo foi destruído e de seus degraus correu um rio vermelho. “O julgamento é este: que a luz veio ao mundo, e os homens amaram mais as trevas do que a luz; porque as suas obras eram más” Jo 3:19.

 

Nosso Substituto Crucificado

 

Do Portão do Leão até Igreja do Santo Sepulcro na cidade velha de Jerusalém está a Via Dolorosa, rua cuja tradição indica ser o caminho percorrido por Jesus carregando a cruz. Em algum momento do percurso um tal de Simão teve o nome gravado na história como aquele que foi obrigado a carregar a cruz de Jesus quando Ele não mais o pôde fazer. E então no Gólgota, também chamado de o lugar da caveira, “do modo por que Moisés levantou a serpente no deserto, assim importa que o Filho do Homem seja levantado” Jo 3:14 ocorreu a crucifixão. A solenidade foi tamanha que o Sol se recusou a brilhar. Do meio-dia (hora sexta judaica) até as 15h (hora nona judaica) houve trevas por sobre toda a terra. Porém trevas maiores separavam o Filho do Pai. “Mas as vossas iniquidades fazem separação entre vós e o vosso Deus” Is 59:2.

Eli, Eli, lama sabactâni? O que quer dizer: Deus meu, Deus meu, por que me desamparaste? (Mt27:45-46) Os teólogos chamam de “o grito do Abandono”.

Satanás, com suas cruéis tentações, torturava o coração de Jesus. O pecado, tão odioso à Sua vista, foi amontoado sobre Ele até que Ele sucumbiu sob seu peso (História da Redenção, p. 225, 226).

As únicas palavras da cruz registradas por Mateus e Marcos. O significado pleno desse grito não pode ser penetrado, mas certamente sua base não se encontra primariamente no sofrimento físico, e sim no fato de que Jesus, por um momento, foi feito pecado por nós (II Co. 5:21); e ao pagar a penalidade como substituto do pecador, foi amaldiçoado por Deus (Gl. 3:13). Deus, na qualidade de Pai, não o abandonou (Lc. 23:.46); mas, na qualidade de Juiz, tinha de separar-se dele para que experimentasse a morte espiritual no lugar do homem pecador.

Jesus, tendo a sua garganta refrescada pelo vinagre (não a poção drogada de 27:34), clamou outra vez com grande voz. Todos os sinóticos indicam que a morte de Cristo não foi devido à exaustão pela crucificação, mas uma entrega voluntária de sua vida(Comentário Bíblico Moody p.148).

Contudo, mesmo em meio a esse horror, Jesus pôde clamar: “Meu Deus, Meu Deus!” Apesar de tudo o que estava acontecendo com Ele, Sua fé permaneceu intacta. Ele permaneceria fiel até o fim, a despeito do sofrimento, apesar do senso de ter sido abandonado pelo Pai e finalmente aconteceu aquilo que Jesus tinha pedido em oração no Getsêmani, meu Pai, faca-se a tua vontade (Mt 26:29,42,44) O que os fariseus não entenderam e zombavam (Mt:27:41-43) é que salvou os outros e agora se entregava voluntariamente para salvar a todos que o aceitassem, tivesse se livrado da morte e nada disso poderia ter acontecido.

 

Véu Rasgado e Rochas fendidas

 

Mateus registrou que a cortina do templo se rasgou de alto a baixo. Mais que isso: “tremeu a terra, fenderam-se as rochas; abriram-se os sepulcros, e muitos corpos de santos que dormiam, ressuscitaram.” Mt 27:51-52 Os fatos são inequívocos, naquela sexta-feira de páscoa terminou a maior tarefa já comissionada a alguém O simbolismo é claro: havia começado uma nova era na história da salvação. Os serviços sacrificais, que por tanto tempo haviam apontado para Jesus, não mais eram necessários. Os velhos símbolos terrestres haviam sido substituídos por algo muito melhor.

No momento em que Cristo morreu, haviam sacerdotes ministrando no templo diante do véu que separava o lugar santo do santíssimo. Subitamente, eles sentiram a terra tremer sob seus pés, e o véu do templo, uma forte e rica tapeçaria renovada anualmente, foi rasgado em dois de cima a baixo pela própria mão lívida que escreveu as palavras de condenação nas paredes do palácio de Belsazar.

Jesus não entregou Sua vida até que tivesse cumprido a obra que viera fazer; e exclamou em Seu derradeiro alento: “Está consumado” (Jo 19:30). Os anjos se alegraram quando essas palavras foram proferidas, pois o grande plano da redenção estava sendo triunfalmente executado. Houve alegria no Céu de que os filhos de Adão pudessem agora, mediante uma vida de obediência, ser elevados finalmente à presença de Deus. Satanás foi derrotado, e sabia que seu reino estava perdido (História da Redenção, p. 226).

Acabara de se cumprir a parte do sacrifício do cordeiro instituído por Deus ao povo de Israel após a libertação do Egito. O animal que sobre o altar era sacrificado e seu sangue aspergido no santíssimo apontava para a morte do Filho de Deus. O símbolo se tornou fato, o ritual do sacrifício se cumpriu. Os serviços ministrados no templo que apontavam para Jesus não mais eram necessários, foram substituídos pelo sacrifício eterno.

 

O Cristo ressuscitado e a grande comissão

 

Pilatos ordenou que uma escolta fosse comissionada para guardar o sepulcro de Jesus. Porém, no domingo de Páscoa, um anjo de aspecto como relâmpago e veste alva como a neve desceu do céu, removeu a pedra que cobria a entrada do túmulo, se assentou sobre ela e disse: “Filho de Deus, ressurge! Teu Pai Te chama.” Os soldados observaram Jesus sair do sepulcro e o anjo se prostrar perante Ele em adoração. Dias depois, antes de ascender ao Céu, Jesus se encontrou com os discípulos e lhes confiou uma missão: “Ide, portanto, fazei discípulos de todas as nações, batizando-os em nome do Pai, e do Filho, e do Espírito Santo; ensinando-os a guardar todas as coisas que vos tenho ordenado. E eis que estou convosco todos os dias até a consumação do século.” Mt 28:19-20. O historiador romano Tácito (57-117d.C.) descreve a história de um Cristo que sofreu penalidade máxima nas mãos do procurador Pôncio Pilatos durante o reinado de Tibério.

 

Para Refletir

 

Sobre a morte de Jesus não há questionamento. Porém, a fé cristã se estrutura, também, no elemento seguinte, a tumba vazia. É exatamente neste ponto que o jovem errou ao tentar o “spoiler”. O final da história não é o Jesus morto, é Ele vivo e presente em nossa vida. “Do céu, olha Deus para os filhos dos homens, para ver se há quem entenda, se há quem busque a Deus” Sl 53:2.

Ainda há tempo de entender, buscar a Deus e aceitar a Luz que veio ao mundo.
Guilherme, Mario e Jeser

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