Comentários da Lição 11 (3º Trim/2016) por Filipe Lima
20/09/2016
Meditação de Pôr do Sol de 09/09/2016 por Marlei Alves Martins
20/09/2016

Comentários da Lição 12 (3º Trim/2016) por Filipe Lima

MINISTÉRIO URBANO NO TEMPO DO FIM

Introdução – Texto chave: Jeremias 29:7

No livro “História da Redenção” temos um pouco do ambiente e do sentimento celestial por ocasião da queda de Adão e Eva, aqui na Terra. Nos é dito que os anjos choraram diante da desgraça humana. Que pena, o homem teria que morrer!
O Plano da Redenção, embora simultaneamente instituído, ainda não era de conhecimento de ninguém. A não ser a Divindade, ninguém sabia o motivo de nossos pais ainda não terem caído mortos no chão. Até que o nosso Senhor e Criador Jesus Cristo Se posicionou diante de Seus santos anjos, explicando tudo o que Ele mesmo faria para resgatar a raça que Ele tanto amava.
Nos é dito que os anjos propuseram colocar suas vidas a nossa disposição. Queriam porque queriam que o Criador Se poupasse. Se qualquer um deles fosse enviado em nosso favor, com alegria isso seria feito. Mas o Senhor Jesus explicou que isso era impossível. Somente Aquele que é imortal, Aquele que é a Vida, somente Ele poderia nos salvar.
Quanto amor! O amor dos anjos por nós, o amor de Deus por nós! Incomensurável amor!
Nesta semana, a lição trata de estratégias evangelísticas urbanas, planejadas e bem organizadas, para simplesmente revelar aos nossos vizinhos que Deus ama a cada um deles. Demonstrar para eles, através de atos de generosidade, que fomos alcançados pelo Senhor, e que simplesmente estamos repassando aquilo que recebemos do Céu.
“Aquele que beber da água que Eu lhe der nunca terá sede, porque a água que Eu lhe der se fará nele uma fonte a jorrar para a vida eterna” (João 4:14).
“Necessitam-se por todo o mundo mensageiros de misericórdia” (A Ciência do Bom Viver, pág. 155).

A natureza das cidades – Texto chave: Atos 18:1-28
Cidades, principalmente as com mais de 50 mil habitantes, são centros urbanos com gente apressada, onde existem muitas oportunidades e problemas, onde se desenvolve ciência, se fabrica ou se vende, se geram ideias. No presente momento as cidades estão se prestando também para a marginalidade, violência, criminalidade, tráfego de drogas, disseminação de mentiras sobre tudo o que é coisa, especialmente a partir da Bíblia, lugar onde está ficando cada vez mais difícil de se viver. Chegará o tempo em que deveremos fugir das grandes cidades. É considerada cidade grande a que possui mais de 500 mil habitantes, mas para efeitos do cumprimento da profecia de abandono das grandes cidades, possivelmente envolverá cidades acima de uns 80 mil habitantes. Isso vai variar de cidade a cidade, dependendo se ela se tornar hostil demais, ou nem tanto, aos servos de Deus.
Pois bem, o grande desafio hoje é conquistar pessoas das cidades para Jesus. Em grandes aglomerações sempre vai haver quem queira ouvir o evangelho, e vai haver quem deteste. Há nesses lugares oportunidades mil, como se diz.
Se a estratégia de Jesus é boa para o interior, para as cidades, pequenas, médias e grandes, por incrível que possa parecer, ela também funciona. É a mesma estratégia, seja para o interior, seja para os bairros, seja para as comunidades ricas e/ou para as cultas. Melhor é dizer, ela funciona sempre, em qualquer lugar. Resumindo a estratégia do Mestre, de alguma maneira devemos conquistar a confiança das pessoas, e, se elas confiam em nós, nos ouvirão.
Cidades são lugares de debates. Há muitos lugares para se debater, e alguns deles não são aconselháveis, como os bares. É um tanto difícil nos misturarmos nesses centros urbanos, pois os lugares de debates são em geral desaconselháveis a nós, ou inacessíveis. Logo, podemos criar locais de estudo e debates, e atrair pessoas a eles. São locais como nossos lares, pequenos grupos (excelente estratégia para tudo), locais para cursos de culinária e outros, onde também se fazem estudos, nas Universidades, em clubes, em grupos que praticam esportes, em academias, em clubes sociais, em estúdios, e assim vai. Nem todos os lugares são adequados para estudos sobre a Bíblia, mas muitos lugares podem ser adequados para se fazer amizade, para o processo inicial de construção da confiabilidade.
“A causa de Deus na Terra nestes dias está em necessidade de representantes vivos da verdade bíblica. Os ministros ordenados sozinhos não são suficientes para a tarefa de advertir as grandes cidades. Deus está chamando não somente pastores, mas também médicos, enfermeiros, colportores, obreiros bíblicos e outros consagrados membros da igreja, possuidores de diferentes talentos, que tenham o conhecimento da Palavra de Deus e possuam o poder de Sua graça, para que considerem as necessidades das cidades não advertidas. O tempo está passando rapidamente, e muito resta a ser feito. Todos os meios devem ser postos em operação, para que as oportunidades atuais sejam sabiamente aproveitadas” (Atos dos Apóstolos, 158 e 159).

Ouvindo os gemidos – Texto chave: Romanos 8:22
O título da Lição de hoje é “Ouvindo os gemidos”. Interessante esse título. Tão interessante, que ele foi usado na Lição 8, em que “Jesus manifestava compaixão pelas pessoas”. Naquele domingo, dia 14 de agosto, o título também foi “Ouvindo os gemidos”. Interessante, não é mesmo?! Jesus ouvia os gemidos das pessoas. Precisava sair do Céu para isso? Sim. E assim Ele fez.
E nós? Estamos ouvindo os gemidos das pessoas que nos cercam? Estamos calçando os sapatos das pessoas?
Irmãos, como igreja organizada, não devemos ficar apenas no púlpito, esperando a comunidade se aproximar. Devemos, também, ir ao encontro das pessoas. Devemos ir, estar e ficar com elas. É com elas que aprendemos “quando” e “como” o púlpito será usado. É com elas, lá onde estão, que aprendemos como abrir os seus corações. É lá que elas nos darão a chave!
É verdade que temos alguns projetos e os levamos até as pessoas. Mas a Lição vai além. Ela nos ensina que devemos “primeiro” ir até as pessoas, para, “depois”, planejar e executar as ações. Não se diz primeiro a resposta. Primeiro a pergunta deve ser feita! Não se fornece primeiro uma solução. Primeiro se conhece uma necessidade!
Semeando e colhendo nas cidades – Texto chave: Mateus 13:3-9
Bem, nas cidades, onde há um número maior de pessoas habitando de forma aglomerada, identificamos também um número maior de problemas.
Levado isso para o contexto da Parábola dos solos diferentes, de Mateus 13, a Lição nos ensina que devemos identificar tais diferenças e criar soluções apropriadas para cada tipo de solo. Um solo se corrige de um jeito. O outro, de outro.
Como igreja organizada, não devemos nos contentar em apenas lançar sementes. Devemos fazer de tudo para que a semente prospere. Devemos desejar a colheita, e estar prontos para ela. Se para isso precisarmos colocar a mão no solo, que assim seja. A Lição “sugere a necessidade de se estudar as condições dos solos antes de investir em atividades evangelísticas”.
Também na Lição, encontramos a seguinte recomendação: “Novos métodos precisam ser introduzidos. O povo de Deus tem que despertar para as necessidades da época em que vive” (Evangelismo, pág. 70).
Para interagir com empresários, ou tem que ser outro empresário, ou um professor de Administração, ou alguém que se interesse e leia a respeito, uma pessoa que tenha penetração e o que ela diz seja de interesse aos empresários. Não é fácil penetrar nesse grupo de pessoas, tem que ter qualificação. Pois bem, nós, adventistas, não estamos cuidando dessa qualificação, e assim, na maioria dos casos, nos dirigimos aos bairros, onde o nível de exigência é menor, e então dizemos: as pessoas do centro são muito orgulhosas. Grave engano, essas pessoas são, isto sim, mais exigentes, e nós é que não estamos, em geral, qualificados para interagir com elas. Mas precisamos tratar desse assunto, e despertar os talentos existentes, para que se qualifiquem e entrem em ação.

Envolvimento pessoal – Texto chave: Tiago 1:27
Em cidades grandes é fácil encontrar pessoas sozinhas na multidão. Podemos imaginar uma cidade de 500 mil habitantes tendo uns 5% de pessoas sem companhia, sem amigos, quase sem com quem falar. São os idosos, alguns pobres, os doentes, pessoas com problemas psicológicos e outros tipos. Há muitos idosos, por exemplo, que a família abandonou. São pessoas que perderam o contato social e ficaram isoladas, mesmo vivendo em meio a multidões. Como é bom ter uma família.
Mas muitos não têm algum sistema de vida em que cultivam a felicidade. Muitos têm uma vida triste; embora tenham uma quantidade grande de conhecidos no Facebook, tem poucos amigos íntimos.
O que a lição nos ensina hoje? As pessoas necessitam de relacionamento, de amizade, com quem falar. Necessitam de amigos de verdade. Nós podemos ser esses amigos.
Como podemos fazer isso? Por duas vias: a amizade pessoal e os pequenos grupos.
A amizade pessoal abrange não muitas pessoas, mas o círculo tende a aumentar. Os ‘pequenos grupos’ tendem a abranger mais pessoas, e tornam-se um espaço social atraente. Nós já participamos de um ‘pequeno grupo’. Nessas reuniões é sempre um momento agradável para rever amigos. Estudar em conjunto assuntos da Bíblia, com pessoas da igreja e com pessoas de fora, que se tornaram amigos, até faz bem à saúde, além dos outros benefícios. Os pequenos grupos deveriam ser mais incentivados pela própria igreja, pois eles persistirão no tempo final, quando tivermos graves problemas em nos reunirmos nas igrejas. Além disso, um pequeno grupo é algo informal, de pouca necessidade organizacional, basta um bom líder, e pode funcionar até debaixo de uma árvore.
Alcançando as cidades – Texto chave: Romanos 10:14 e 15
Suponhamos que a grade metálica da frente da igreja esteja sem pintura há bastante tempo, e que, finalmente, um irmão se propõe a renová-la. Então, a igreja se reúne, e a proposta é colocada em apreciação. Continuando, suponhamos que surjam outras ideias. Ficou tanto tempo defasado que, aproveitando, alguns sugerem mais coisas: os muros laterais também devem ser pintados; a fachada não pode ser esquecida; uns reparos nas calçadas precisam ser feitos; os banheiros carecem de renovação; e mais os microfones; e mais isso, e mais aquilo. Por fim, depois de várias sugestões para a nova cor da grade, nada se faz. Vai ficar muito caro!
Isso foi apenas uma ilustração. A realidade não é essa. No entanto, em relação aos projetos humanitários e evangelísticos para alcançar pessoas para Cristo, em vez de serem sugeridos mais e mais, o que a igreja precisa é que sejam bem executados os que já existem. O que as pessoas de nossa cidade precisam é ser alcançados para Cristo. Então, em vez de delongas, de ideias e mais ideias, o que é preciso é bem executar a tarefa que já existe. Ela não foi planejada? A igreja não se organizou para isso? Então, que seja bem executada.
Quanto a novas ideias, elas são bem-vindas, desde que não venham para tomar nosso tempo com discussões, atrasando o cumprimento do que vinha sendo executado.
Deus nos acompanha em cada uma das etapas de nossos projetos de evangelismo. Façamos tudo por Ele.
Diz a Palavra que o evangelho será pregado em todo o mundo, e então virá o fim.

Comentário de Ellen G. White
Por qual razão devemos evangelizar as cidades? Porque é ali que satanás mais trabalha e vem denegrindo a imagem de DEUS. “Em todo o mundo, as cidades estão se tornando viveiros de vícios. Por toda parte se vê e ouve o que é mau, e encontram-se estimulantes à sensualidade e ao desregramento. Avoluma-se incessantemente a onda da corrupção e do crime. Cada dia oferece um registro de violência: roubos, assassínios, suicídios e crimes inomináveis.
“A vida nas cidades é falsa e artificial. A intensa paixão de ganhar dinheiro, o redemoinho da agitação e da corrida aos prazeres, a sede de ostentação, de luxo e extravagância, tudo são forças que, no que respeita à maioria da humanidade, desviam o espírito do verdadeiro desígnio da vida. Abrem a porta para milhares de males. Essas coisas exercem sobre a juventude uma força quase irresistível” (A Ciência do Bom Viver, 363 e 364).

Filipe Lima
Diretor de Publicações
Igreja do IASP

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