Meditação diária de 22/06/2018 por Flávio Reti
22/06/2018
Meditação diária de 23/06/2018 por Flávio Reti
23/06/2018

Comentários da Lição 12 (2o Trim/2018) por Pr Narcizo Liedke

Lição 12 – Babilônia e o Armagedom

 

Nessa lição estudaremos duas imagens usadas no Apocalipse.

Uma é a Babilônia que no Antigo Testamento foi um poder opositor ao povo de Deus, um poder que de todas as formas perseguiu o povo de Deus. No novo testamento a palavra Babilônia e mencionada 6 vezes. Vamos estuda-las para ver o seu significado no livro do Apocalipse.

A outra é Armagedom, que parece significar “Monte do Megido”, um lugar do antigo Israel. “Existe uma grande especulação sobre o Armagedom. Muitas pessoas aguardam a ocorrência de uma grande batalha militar nesse lugar, em Megido, perto do fim do mundo.” Será que é assim?

O “vinho da fúria da sua prostituição

No relato bíblico duas cidades têm destaque por motivos opostos: Jerusalém representando a cidade de Deus e o povo de Deus e a “Babilônia representando a opressão, violência, falsa religião e completa rebelião contra Deus, ”

Em I Pedro 5:13 Babilônia e mencionada não para identificar o antigo império babilônico, nem o a lugar geográfico da antiga Babilônia, mas para se referir a Roma, pelo papel opressor que ela se tornaria contra a igreja, assim, não há dúvida de que o poder representado por Babilônia, conforme a descrição no livro do Apocalipse, é extremamente corrupto, estendendo essa influência corruptora por todo o mundo, em maior ou menor grau. A expressão “vinho da fúria da sua prostituição” (Ap 14:8) é claramente uma referência à falsa doutrina, ao falso ensino, às práticas corruptas e às consequências dessas coisas. Babilônia é uma força maligna que se espalhou a “todas as nações” (Ap 18:3). Portanto, todos devem tomar cuidado para que também não sejam corrompidos.”

Caiu! Caiu a grande Babilônia

Por mais corrupta e abrangente que tenha sido a influência de Babilônia no mundo, o livro do Apocalipse ensina que um dia ela será completamente destruída.

“A Escritura Sagrada declara que Satanás, antes da vinda do Senhor, operará ‘com todo o poder, e sinais, e prodígios da mentira, e com todo engano da injustiça’; e os que ‘não acolheram o amor da verdade para serem salvos’ serão deixados à mercê da ‘operação do erro, para darem crédito à mentira’ (2Ts 2:9-11). A queda de Babilônia se completará quando essa condição for atingida, e a união da igreja com o mundo se tiver consumado em toda a cristandade. A mudança é gradual, e o pleno cumprimento de Apocalipse 14:8 está ainda no futuro” (Ellen G. White, O Grande Conflito, p. 389, 390).

Armagedom

“Embora a maioria das pessoas, inclusive muitos cristãos, não tenha muito conhecimento sobre o livro do Apocalipse, uma imagem ou palavra desse livro alcançou a cultura popular: Armagedom (veja Ap 16:16). Mesmo na cultura secular, a palavra passou a representar uma luta final em que o destino da Terra está em jogo. Hollywood produziu um filme chamado Armagedom, a respeito de um asteroide gigante pronto para destruir o planeta. Até certo ponto, a ideia do fim do mundo também está na mente das pessoas seculares.

Muitos cristãos familiarizados com o livro do Apocalipse e que acreditam nele entendem a batalha do Armagedom como um conflito militar literal que ocorrerá no Oriente Médio, próximo ao fim do mundo. Uma versão afirma que um exército de 200 milhões de homens da Ásia assolará o norte de Israel. Outros se concentram nos vários conflitos militares e políticos naquela parte do mundo que, em sua compreensão, prepararão o terreno para a batalha militar final do Armagedom, na região de Megido.

No entanto, a Bíblia apresenta uma imagem totalmente diferente. As Escrituras apresentam o Armagedom como o clímax final, não entre nações em disputa, mas entre os dois lados do conflito cósmico. Por mais que fatores econômicos e políticos possam entrar em jogo, será uma luta religiosa, não uma batalha política e econômica.”

O Armagedom e o monte Carmelo: parte 1

O que seria a batalha do Armagedom?

Armagedom tem o significado de Monte Megido, contudo, no lugar chamado Megido não existe nenhum monte. O que está na região citada é o monte Carmelo, lugar onde se desenrolou o incidente do profete Elias contra os profetas de Baal. Os problemas em Apocalipse 13 começam a chegar ao clímax nos versos 13 e 14, quando a segunda besta realiza atos sobrenaturais, “de maneira que até fogo do céu faz descer à Terra, diante dos homens” (Ap 13:13). Esses eventos levam ao confronto direto entre Deus e Satanás, entre os que adoram o Deus verdadeiro e os que adoram a “imagem da besta” (Ap 13:14).

Em muitos aspectos, o que vemos nesse texto é um claro retrato do grande conflito. Elias declarou de maneira inequívoca no verso 18: o povo abandonou a lei de Deus e está adorando e seguindo deuses falsos.

O Armagedom e o monte Carmelo: parte 2

A batalha no monte Carmelo foi entre Elias, profeta de Deus, e 450 sacerdotes de Baal. (Observe como a quantidade do mal foi muito maior do que a do bem). O objetivo dessa batalha foi demonstrar quem era o Deus verdadeiro. Seria Aquele que criou os céus e a Terra, ou Baal, justamente outra manifestação do “dragão” e outro meio pelo qual ele busca enganar o mundo (Ap 12:9)?

Embora não possamos explicar todas as coisas sobre o Armagedom, pelo menos neste momento, conhecemos o resultado dessa batalha: os inimigos de Deus serão destruídos e o nome do Senhor e Seus santos será vindicado.

Comentário final

Apocalipse 17:14: ‘Esses guerrearão contra o Cordeiro, mas o Cordeiro os vencerá, pois Ele é o Senhor dos senhores e o Rei dos reis – e os que estão com Ele são chamados, escolhidos e fiéis’ (tradução do autor). No fim, a grande guerra retratada nesse verso envolverá um exército de pessoas cujo objetivo primário não é destruir os outros com armas, mas ser fiel ao seu chamado e eleição divina. O Armagedom é uma batalha muito diferente das lutas travadas pelas nações e movimentos rebeldes hoje. Como eu tenho dito repetidamente, a batalha do Armagedom é uma luta pela mente. É também uma batalha pelo coração – um chamado à sincera fidelidade ao Cordeiro que foi morto” (Ap 5:9, 10, 12; 13:8; Jon Paulien, Armageddon at the Door. Hagerstown, Md.: Autumn House Publishing, uma divisão da Review and Herald, 2008, p. 193).

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