Culto de Adoração (Sábado 14/12/2019)
13/12/2019
Meditação de Pôr do Sol 13/12/2019 por Marli Moreira Martins
13/12/2019

Comentários da Lição 11 (4o Trim/2019) por Classe dos Pais

Lição 11 – Apostasia do povo

“Também mandei aos levitas que se purificassem e viessem guardar as portas, para santificar o dia de sábado. Também nisto, Deus meu, lembra-Te de mim; e perdoa-me segundo a abundância da Tua misericórdia” (Ne 13:22).

1) No intervalo entre os capítulos 12 e 13, Neemias voltou para a Babilônia, mas os judeus haviam apostatado da fé, quanto a diversos assuntos:

  • não se casar com idólatras;
  • guarda do sábado;
  • cuidar do templo e de seus funcionários mediante os dízimos e ofertas

2) Os próprios líderes do povo estavam envolvidos nessa apostasia. Não é de admirar que Neemias tenha ficado arrasado.

Eliasibe era o sumo sacerdote da nação e estava encarregado do templo. Tobias, amonita, foi mencionado como o inimigo que se opôs veementemente à obra que Neemias empreendeu em Jerusalém. A aliança entre Eliasibe e Tobias envolveu um relacionamento estabelecido por meio de casamentos entre familiares. Além disso, Sambalate, o horonita, outro adversário de Neemias, tinha uma filha que era casada com o neto de Eliasibe. Portanto, havia uma forte aliança contra a liderança de Neemias.

3) Vemos aqui como o povo de Deus pode decair quando a própria liderança se envolve em intrigas, luta por poder ou status, orgulho, e rebeldia contra a Palavra de Deus e contra o próprio Deus.

4) Todo o sistema de dízimos e ofertas, que havia sido estabelecido de modo tão meticuloso, agora estava em ruínas. O povo hesitava em devolver os dízimos e ofertas pois eram mal utilizados. Neemias teve que começar de novo. E as pessoas do povo ficaram do lado de Neemias, opondo-se a Tobias e a Eliasibe, porque devem ter percebido que o servo de Deus fez tudo o que pôde para o benefício delas.

5) Quando o povo parou de devolver os dízimos, os serviços no templo foram arruinados, e todo o sistema de adoração estava em risco. O sistema de dízimos é belo em sua simplicidade, pois baseia-se na proporcionalidade de ganhos. Embora a gratidão deva fazer parte de todas as nossas expressões dirigidas a Deus, dizimamos porque Deus nos ordenou fazê-lo. O dízimo pertence ao Senhor, e Ele requer que Lhe devolvamos. O Senhor não precisa explicar por que estabeleceu algo. O Criador espera que confiemos que Ele está no controle.

6) Havia pessoas trabalhando no sábado. E com apoio dos nobres do povo. O sábado foi criado como o auge da semana da criação, porque é um dia especial em que as pessoas são renovadas e recriadas ao passar tempo com Deus de uma forma que não podem fazer quando estão envolvidas em ocupações e atividades seculares.

Dizem que “mais do que Israel guardava o sábado, o sábado guardava Israel”. O sétimo dia, o sábado, era e é um poderoso meio de ajudar a manter a fé dos que, pela graça de Deus, buscam observá-lo e desfrutar os benefícios físicos e espirituais que ele oferece.

7) Em razão de Neemias ser o governador de Judá, ele se sentia responsável por executar as regras. A base das normas da nação era a Lei de Deus. Por isso, ele se tornou guardião da Lei, o que incluía o sábado. Neemias primeiramente repreendeu os nobres e, depois, ordenou que os portões fossem fechados e que se pusessem servos para guardá-los. Quando o mercado simplesmente se mudou para fora da cidade, ele tomou medidas ainda mais drásticas e ameaçou prender os mercadores (Ne 13:21, NVI). Isso mostra como os servos de Deus, devidamente apoiados pela palavra de Deus, são revestidos de autoridade, quando se propõem a engrandecer o Nome de Deus.

8) A advertência de Neemias sobre a profanação do sábado, juntamente com outras exortações sobre a transgressão desse dia, parece ter ecoado através dos séculos até o tempo de Jesus. Sabemos disso porque os evangelhos repetidamente retratam Jesus em um embate com os líderes religiosos sobre a devida guarda do sábado. Em seu equivocado zelo para evitar a “profanação” do sábado, os líderes religiosos eram tão fanáticos que acusaram Jesus, o “Senhor do sábado” (Lc 6:5), de transgredi-lo. Realmente, na tentativa de defender uma coisa boa, eles foram longe demais! A ironia é que, enquanto muitos desses homens expressavam grande preocupação com a Lei, esqueciam seus preceitos mais importantes: “a justiça, a misericórdia e a fé” (Mt 23:23).

9) Essas situações nos fazem pensar sobre como é importante buscar a Deus em humildade e oração, com o objetivo de neutralizar o surgimento do fanatismo e do liberalismo.

10) Perguntas para reflexão:

  1. Como a igreja pode exercer disciplina com amor e, ao mesmo tempo, ser coerente com os padrões da verdade?
  2. Embora saibamos que não há nada de legalismo em guardar o sábado, assim como não há nada de legalismo em não cobiçar, roubar ou mentir, como podemos ter cuidado para não tornar a guarda do sábado (ou a obediência a qualquer mandamento) uma atitude legalista? Manter sempre na mente o que Cristo fez por nós na cruz seria a proteção mais poderosa contra a armadilha do legalismo?
  3. Como se proteger contra os perigos da lenta, mas constante transigência, como a que Neemias enfrentou?

Comentários da Lição 10 (4o Trim/2019) por Classe dos Pais(Comentário feito por Edson Jara, colaborador nas salas Missão 30 e classe dos Pais do UNASP/HT)

 

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