Comentários da Lição 10 (2º Trim/2016) por Guilherme Carrijo, Jeser Castro e Ricardo Dantas
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Comentários da Lição 11 (2º Trim/2016) por Guilherme Carrijo, Jeser Castro e Ricardo Dantas

Comentários da Lição 11 (2o Trimestre/2016) da Escola Sabatina da Igreja do IASP
por Guilherme Carrijo, Ricardo Dantas e Jeser Castro
EVENTOS FINAIS

 

Todos temos muitas curiosidades sobre o futuro. “O que o amanhã nos preparou” é alvo de intensas discussões em diversas áreas. Desde meteorologia, passando por aplicações financeiras, política, formação acadêmico-profissional, até o cumprimento profético, sempre haverá um tema futuro responsável por tomar nossa atenção. É possível estabelecermos uma linha de similaridade em todos estes assuntos futuros: os “imprevistos nas previsões”. Quantas vezes, orientados pela meteorologia, levamos o guarda-chuva ao sair de casa, mas ao longo do dia experimentamos um belo e ensolarado dia? A mesma história na versão contrária é bastante comum também. Numa mesma lógica, profetas e falsos profetas causam frisson em seus escritos. O verdadeiro profeta por vezes é mal interpretado, já o falso profeta tem interesses próprios para prever algo, o que geralmente dá errado. Os motivos são diferentes, mas a confusão e dúvida são visíveis.

Estamos nos aproximando dos últimos passos de Cristo aqui na Terra. Ciente de Sua missão desde o princípio, Jesus nos deixou propositadamente um incrível legado em cada palavra e ação, que posteriormente foram brilhantemente registrados por Mateus e outros seguidores do Mestre, como Marcos, Lucas, João, Paulo, etc. Além disso, Cristo usou de Sua essência divina para mostrar através do exemplo a lógica do Seu Reino, mostrar que fé e obras andam juntas, e o amor é o maior motivador para ambos.

Jesus fez questão de descrever detalhes da Sua missão, tanto da primeira quanto da segunda vinda, e o objetivo principal do Mestre é de esclarecimento àqueles que verdadeiramente O seguem, para não haver engano nos eventos finais, pois sabemos que o inimigo tem suas armadilhas preparadas com o objetivo de enganar a muitos, por meio de profetas falsos e confusão/distração.

 

Guias Cegos

 

Há algumas semanas vimos que Jesus perguntou aos seus discípulos quem o povo acreditava ser O Filho do homem (Mt.16:13), e também quem os discípulos acreditavam ser Ele (verso 15). Os discípulos, principalmente Pedro, não tinham dúvidas: Ele é o filho do Deus vivo, o Messias. Em Mateus 23 está registrada o último apelo de Jesus aos fariseus e escribas, já vimos nas outras 10 lições a genealogia de Jesus, a confirmação de Seu ministério através da pregação de João Batista, o Seu batismo e confirmação divina, os muitos milagres que realizou e o poder de Suas palavras em comunicar as verdades do Reino de Deus a todos os povos. Os fariseus e escribas também acompanharam tudo isso, estavam sempre infiltrados na multidão espionando Jesus e procurando motivos para O incriminar. Por que então que não chegaram a mesma conclusão que os seguidores de Jesus? A resposta é simples: estavam espiritualmente cegos (Mt 23:19 e 24). E pior, além de cegos eram guias cegos! O que havia acontecido que os deixara cegos? A religiosidade que praticavam, hipocrisia, falsidade e aparências. Jesus sempre chamou a atenção deles para isso, eram ótimos praticantes de obras, mas vazios de justiça, misericórdia e fé (Mt 23:23). Nesse contexto fica muito fácil entender porque as obras por si só são tão prejudiciais para a salvação. Fica claro pelas palavras de Jesus que a vida dos fariseus e escribas era pautada por obras, ou seja, uma expressão religiosa vazia, fingida e falsa, que expressa algo que não está verdadeiramente no coração do crente.

É com muita tristeza que Jesus mais uma vez os repreende e exorta querendo que eles se arrependessem (Mt 23:37) e entendessem o importante acontecimento que está pestes a ocorrer, o sacrifício de Jesus na cruz, o cordeiro de Deus estava entre eles.

Ao chamá-los de hipócritas, Cristo mostrou-lhes o prejuízo de pregarem uma coisa e executarem outra. Pregavam um evangelho por obras, mas escondiam suas falhas. Cristo exortou-lhes à mente e ao coração, de maneira direta e prática quanto ao engano em que viviam, contudo fora rejeitado.

Ao deixar o templo, a expressão usada por Jesus “Eis que a vossa casa vai ficar-vos deserta” (verso 38), Ele estava triste com aquele cenário, e referia-se à Sua própria saída do templo, visto que não voltaria mais àqueles. Em breve, muitos outros judeus e gentios abertos à direção do Espírito Santo assumiriam o chamado à grande obra. Eles se tornariam a verdadeira semente de Abraão, “e herdeiros segundo a promessa” (Gl.3:29). Este apelo é estendido até nossos dias. Eu e você somos chamados a fazer parte desta família!

 

Sinais do Fim

 

Em Mateus 24:1-14 Jesus fez esse discurso em resposta às perguntas sobre os sinais de Sua vinda e do fim do mundo. “Jesus não respondeu aos discípulos falando em separado da destruição de Jerusalém e do grande dia de Sua vinda. Misturou a descrição dos dois acontecimentos. Houvesse desenrolado perante os discípulos os eventos futuros segundo Ele os via, e não poderiam suportar esse espetáculo. Por misericórdia deles, Jesus misturou a descrição das duas grandes crises, deixando que os discípulos procurassem por si mesmos a significação. […] Todo esse discurso foi dado, não para os discípulos somente, mas para os que haveriam de viver nas últimas cenas da história terrestre” (Ellen G. White, O Desejado de Todas as Nações, p. 628).

O quadro que Jesus apresentou neste discurso, é muito semelhante ao que presenciamos em nossos dias: Falsos cristos/profetas, guerras, fomes, pestes, terremotos, perseguição para Seus fiéis seguidores, humilhação, assassinatos, traições… com o aumento da iniquidade, o amor de muitos se esfriará, o ódio se multiplicará. O galardão está no fim de todas estas coisas, após a pregação do evangelho a todo mundo.

Neste contexto, aprendemos que a Palavra profética tem como objetivo nos animar na fé ao ver seu cumprimento. Usar as profecias para previsões futuras pode nos direcionar ao erro.

Uma coisa é muito clara na resposta de Jesus: os eventos que antecedem à Sua volta não são agradáveis, mas sabendo o que vai acontecer temos a chance de nos preparar. Não faltam comparações que deixam isso claro. Os acontecimento descritos são comparados às dores do parto, sabemos que a gestação dura nove meses, e quando está para nascer as dores vão aumentando em intensidade e frequência, assim é possível saber que está próximo o nascimento. Jesus começa alertando para que tenhamos muito cuidado para não sermos enganados, e repete que se possível o inimigo enganaria até os escolhidos. Alertas e advertências não faltam, em apocalipse 3:18 somos exortados a não sermos como os judeus da época de Jesus, cegos, mas que usemos “colírio da Palavra” para abrir nossos olhos.

 

Destruição de Jerusalém X A Segunda Vinda de Jesus

 

Em Mateus 24:1, após Jesus se retirar do templo, os discípulos se aproximaram dele para lhe mostrar as construções do templo, provavelmente com muito orgulho e admiração que todo judeu tinha desta magnifica construção. No capitulo 23 Jesus já havia argumentado com eles que o templo não era mais valioso do que o seu propósito, que era apontar para o Messias e para o sacrifício expiatório do Messias. Então mais uma vez Jesus deixa isso patente quando diz no verso 2 que não sobraria pedra sobre pedra desta construção. Segue-se então o verso 3, os discípulos eram assim, ouviam as palavras de Jesus e não entendiam mas sempre buscavam entender e voltavam a perguntar e pedir explicação ao Mestre. Eles fazem duas perguntas: quando ocorrerão estas coisas (destruição do templo) e quais os sinais da nova vinda de Jesus e da consumação do século. Não podemos esperar nada menos que uma resposta de Jesus para ambas perguntas, o que torna um pouco confuso a leitura do capitulo 24 de Mateus.

“Cristo viu em Jerusalém um símbolo do mundo endurecido na incredulidade e rebelião, e apressando-se ao encontro dos juízos retribuidores de Deus” (O Grande Conflito, p.22).

A principal preocupação de Jesus é que seus seguidores não sejam enganados (Mt 24:4), por isso nos versos 5 a 14 Ele faz um rápido apanhado com o que há de mais importante em ambas as situações perguntadas. Seus seguidores devem estar atentos para não serem enganados por falsos cristos, não se devem deixar alarmar por guerras e rumores de guerras, fomes, terremotos, haverá perseguição aos seus seguidores e a maldade se multiplicaria grandemente e com isso o amor de quase todos se esfriaria, menos dos seus seguidores, mas haverá oportunidade para falar para todos da salvação em cristo Jesus assim viria o fim.

Do verso 15 a 22, Jesus então volta à primeira pergunta e fala especificamente da destruição da cidade de Jerusalém que fora profetizada por Daniel. Essa foi um informação muito valiosa para os primeiros cristãos, pois quando houve o cerco a Jerusalém pelos Romanos eles se lembraram das palavras de Jesus e nenhum deles perdeu a sua vida (Comentário Bíblico Adventista do Sétimo Dia, v. 5, p. 533).

Do verso 23 a 31 Jesus passa a responder a segunda pergunta dos discípulos. Ele começa com um “Então” como se voltasse a recapitular o rápido resumo que fizera dos versos 5 a 14 dando ênfase novamente aos falsos cristos cujo intento é enganar, se possível, os próprios escolhidos, mas dá mais detalhes de como não ser enganado pelos falsos cristos. Estes aparecerão em lugares específicos da terra (verso 26), mas o verdadeiro Cristo será visto por todos em toda terra, como um relâmpago que sai de um lado a outro da terra (verso 27) todo olho o verá. Jesus enfatiza uma correta leitura dos sinais em várias metáforas quando fala das dores do parto, das folhas da figueira, os abutres e o cadáver e sinais reais como escurecimento do sol e da lua (verso 29).

Falsos cristos e falsos profetas sempre existiram. A ênfase é de que na proximidade da segunda vinda este fenômeno aumentaria consideravelmente. Ele nos exorta para não acreditarmos. Para isto devemos estudar Sua Palavra e conhecê-Lo, eliminando possíveis dúvidas. A verdadeira volta de Jesus será visível em todo mundo (do oriente ao ocidente). Fenômenos da natureza incontroláveis explodirão. O próprio Cristo aparecerá nas nuvens com clamor de trombetas e Seus anjos ajuntando os santos por toda a terra. Uma grande diferença para o caráter de humilhação e morte da primeira vinda, na segunda vinda Jesus virá como Rei triunfante.

 

Para Refletir

 

Imagino que com tantos sinais e explicações os discípulos estavam quase a perguntar o dia e a hora da volta, pois é o clímax da história, a maior expectativa de todo cristão, mas Jesus, antevendo a pergunta já revela no verso 36 que nem Ele, nem os anjos, só o Pai sabe. E Jesus mais uma vez enfatiza que apesar dos muitos sinais devemos ficar atentos, pois assim como na época de Noé, o dilúvio pegou muitos de surpresa, ou assim como o Ladrão vem na calada da noite, na hora em que não estamos preparados, assim será para muitos a Sua vinda. E este é o principal fator motivador para permanecermos vigilantes. Quando vivermos uma vida dedicada no servir, pregar o evangelho ao mundo, cuidar dos nossos queridos que mais precisam, aí sim não iremos nos importar, “temerosos”, com o tempo da segunda vinda, pois esta é certa, mais cedo ou mais tarde o juízo virá, e estaremos prontos!

A causa do mal foi a negligência da vigilância e da oração particular, seguindo-se naturalmente a negligência de outros deveres religiosos, sendo assim preparado o caminho para todos os pecados subsequentes. Cada cristão é assediado pelas seduções do mundo, pelas solicitações da natureza carnal e por tentações diretas de Satanás. Ninguém está livre dessas coisas. Não importa qual tenha sido nossa experiência, não importa quão elevada seja nossa posição, precisamos vigiar e orar continuamente. Temos que ser diariamente guiados pelo Espírito de Deus, ou seremos dirigidos por Satanás. As instruções do Salvador aos discípulos foram dadas em benefício de Seus seguidores de todos os tempos. Ele tinha em vista os que viveriam próximo ao fim do tempo, quando disse: “Olhem por vocês.” É nossa tarefa cultivar no coração, cada qual por si, as preciosas graças do Espírito (Testemunhos Para a Igreja, v.5, p. 101,102).
Guilherme, Ricardo e Jeser

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