Meditação diária de 15/06/2018 por Flávio Reti
15/06/2018
Culto Divino com Pr. Helbert Almeida – 16/06/18
15/06/2018

Comentários da Lição 11 (2o Trim/2018) por Pr Narcizo Liedke

Lição 11 – O selo de Deus ou a marca da besta?

 

Muitas ideias equivocadas têm surgido ao longo do tempo sobre o que seria a marca da besta. Alguns acreditam que a marca da besta seja um sinal físico na fronte e na mão, uma marca literal, outros sugerem que seja: um código de barras, o número do cartão de credito, uma identificação biométrica, contudo a questão é muito mais abrangente, tem implicações mais importantes.

O povo que tem a missão de proclamar (nós que vivemos no tempo do fim), a terceira mensagem angélica precisamos compreender com clareza o assunto para proclama-lo com poder.

Nesta semana, buscaremos compreender melhor o que é a marca da besta e como evitá-la, recebendo o selo de Deus.

O sinal de Deus identifica Seu povo

Sempre houve sinais indicativos de quem era o povo de Deus. Me refiro a sinais externos que basicamente eram dois.

No Antigo Testamento um deles foi a circuncisão ordenada por Deus a Abraão e seus descendentes. No Novo Testamento este sinal foi substituído pelo batismo.

O outro é o sábado que remonta à criação. A circuncisão é adotada como sinal com Abraão, enquanto o sábado é um sinal que vem desde a criação.

“Jesus disse, ao se referir ao Gênesis, que “o sábado foi estabelecido por causa do homem” (Mc 2:27). Ele demonstra que pertencemos a Deus pela criação, porque Ele nos fez, e pela redenção, porque Ele nos justifica e nos santifica.”

A besta e a falsa adoração

Os seguintes textos de Apocalipse, 13:17; 14:9 e 10; 16:2, mencionam a marca da besta e as consequências de quem recebe esta marca. Os textos também deixam claro que se alguém recebe esta marca é porque adoram a besta e a sua imagem.

A primeira mensagem angélica aponta que devemos adorar somente o verdadeiro Deus, Aquele que fez “os céus e a Terra, o mar e tudo o que neles há e, ao sétimo dia, descansou” (Êx 20:11).“

“…a proclamação dessas três mensagens separará toda a humanidade em dois grupos: aqueles que adoraram o Criador, guardando todos os Seus mandamentos, inclusive a observância do sábado, e os que adoraram a besta e a sua imagem. Uma alternativa, portanto, à adoração ao Criador mediante a guarda do mandamento do sábado é essa falsa forma de adoração.“

O selo de Deus

O selo de Deus está relacionado com o recebimento do Espirito Santo, por ocasião da nossa conversão e é uma garantia da recompensa que receberemos quando Jesus voltar.

No Apocalipse o selamento ocorre antes da segunda vinda de Jesus com o derramamento do Espirito Santo (chuva serôdia). São os 144.000 que recebem este selo.

“O selo é dado aos verdadeiros adoradores de Deus, enquanto a marca da besta é recebida pelos seus adoradores. O selo é recebido apenas na testa, indicando uma escolha mental definitiva de adorar a Deus da maneira que Ele ordenou. A marca, por outro lado, é recebida na testa ou na mão. Isso significa que as pessoas podem adorar a besta por uma das duas razões: ao receberem a marca na testa, concordam com ela em sua mente e pensam que realmente estão adorando a Deus. Ao receberem a marca na mão, não concordam com ela, mas continuam nesse caminho porque temem as sérias consequências de não se adequarem à marca da besta. Temem não poder comprar nem vender e, por fim, serem mortas (Ap 13:15, 17).“

A marca da besta

“Aqui está a perseverança dos santos, os que guardam os mandamentos de Deus e a fé em Jesus” (Ap 14:12). Os mandamentos citados neste verso incluem o quarto mandamento, a guarda do sábado. Estes receberão o selo de Deus os demais receberão a marca da besta.

“Isso significa que os cristãos que adoram a Deus no domingo têm a marca da besta hoje? Não. De acordo com Apocalipse 13:15, os que se recusarem a se unir a essa falsa adoração à besta serão mortos. No fim, isso se tornará uma questão de vida ou morte. Evidentemente, contudo, os eventos ainda não chegaram a esse ponto, e a marca da besta não será dada até que esse teste final ocorra. Portanto, ninguém ainda recebeu a marca da besta.”

O sábado como o selo

Como já sabemos o sábado é o selo de Deus e este tem sido um sinal diferenciativo do povo de Deus ao longo da história.

“O Novo Testamento identifica Jesus como Aquele por meio de quem Deus fez todas as coisas (Jo 1:1-3; Cl 1:16; Hb 1:1, 2). Cristo criou nosso mundo em seis dias e descansou no sétimo. Portanto, é muito significativo o fato de que, enquanto Jesus estava pendurado na cruz naquela tarde de sexta-feira, Ele bradou: “Está consumado!” (Jo 19:30). Assim como Cristo descansou no sábado depois de concluir Sua obra de criação, Ele também descansou no túmulo durante o sábado, depois de concluir Sua obra sacrifical ao morrer em nosso lugar para nossa redenção. Portanto, o sábado foi duplamente abençoado, primeiramente na criação e depois na cruz. Por essa razão, de acordo com o livro de Hebreus, ao descansar no sábado, o cristão mostra que “ele mesmo descansou de suas obras, como Deus das Suas” (Hb 4:10). O sábado é um símbolo perfeito de que não podemos nos salvar; de que, do começo ao fim, a salvação é a obra de Cristo, que se torna disponível a nós mediante a fé (compare com Hb 12:2).”

Comentário Final

“Assim que o povo de Deus for selado em sua testa – e não se trata de selo ou sinal que se possa ver, mas uma fixação na verdade, tanto intelectual como espiritualmente, de modo que não possa mais mudar – estará também selado e preparado para a sacudidura que virá. Na verdade, ela já começou; os juízos de Deus estão agora sobre a Terra […] a fim de sabermos o que está vindo” (Ellen G. White, A Fé Pela Qual Eu Vivo [Meditação Matinal, 2006], p. 285).

“O sábado será a grande prova de lealdade, pois é o ponto da verdade especialmente controvertido. Quando sobrevier aos homens a prova final, será traçada a linha divisória entre os que servem a Deus e os que não O servem.”

Que maravilhoso será recebermos o selo de Deus, cantaremos o cântico de Moises e do Cordeiro: “Grandes e admiráveis são as Tuas obras, Senhor Deus, Todo-Poderoso! Justos e verdadeiros são os Teus  caminhos,ó Rei das nações!” (ap 15:13).

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