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13/03/2020
Meditação diária de 14/03/2020 por Flávio Reti – Catéter
14/03/2020

Comentários da Lição 11 (1o Trim/2020)

Lição 11: “Da Batalha à Vitória”.

Não temas, homem muito amado! Paz seja contigo. Sê forte, sê forte. Dn 10:19.

Estamos nos aproximando da parte final do livro e da história do profeta Daniel. Os três últimos capítulos do livro não somente encerram a parte histórica da vida deste grande profeta, como também expõem a conclusão do tema do Grande Conflito cósmico entre Deus e Satanás.

No centro deste conflito estamos nós, no palco do universo, travando diariamente batalhas numa guerra que, não raras vezes, dão-nos a impressão de estar longe de terminar.  Se este é seu caso, o epílogo do livro de Daniel é um convite a olhar pra cima, para o céu, pois de lá provem a força, as respostas, o auxílio e principalmente a esperança, que no caso bíblico, se reveste de uma roupagem de “certeza convicta” do que se espera ou do que não se vê (Heb. 11:1).

O autor da lição deste trimestre nos faz um convite inusitado ao adotar uma abordagem menos ortodoxa do livro de Daniel.  Em lugar de uma trajetória complexa, recheada de profecias, cálculos e dados históricos, propôs em cada título um Binômio que espelha uma transição.

Cada uma das transições ecoa como uma provocação e um chamamento ao povo de Deus para observar algum aspecto que impacta a vida do cristão remanescente, e ao mesmo tempo estabelece uma conexão entre a experiência de Daniel e seus amigos, suas lutas e vitórias, e as formas encontradas para superação dos desafios impostos àqueles que aceitam ser servos, soldados e amigos de Deus, envolvendo-se nesta imensa e decisiva guerra do bem contra o mal.

Se por um lado é evidente a divisão do Livro de Daniel em dois volumes – o Histórico e o Profético, algo chama a atenção no texto como se para além destes dois livros houvesse uma terceira leitura, transversal ao texto.  Poucos livros na Bíblia apresentam de forma tão nítida os efeitos da oração e do relacionamento com Deus sobre os bastidores do palco da vida.

A oração permeia todo o livro de Daniel, e o mais incrível, é que não somente Daniel é apresentado assim, mas todos os personagens da história são representados desta mesma maneira.  Em contraste, enquanto não aprendiam a orar e a relacionar-se com o Deus de Daniel, viveram seus dramas e angústias sozinhos, colhendo em si mesmos os resultados deste conflito.

O capítulo 10 surge como ápice deste processo de uma vida de oração.

Frases como:  A oração é o abrir do coração a Deus como a um Amigo (EGW, CC p.93); Orai sem cessar (I Tes. 5:17); A oração é a respiração da alma (EGW, MJ p. 249); ganham no livro de Daniel um contorno especial.

No capítulo 1, a oração move os corações de inimigos e os fazem render-se aos pedidos de meninos cativos.

No capítulo 2, ela move o coração de um Deus que revela mistérios e salva a vida de seus filhos.

No capítulo 3, ela move o céu e o Filho de Deus para todas as atividades e se dirige a terra para pessoalmente libertar seus filhos de uma fornalha

No Capítulo 4, a oração de um Rei pagão com um coração arrependido e sincero, transforma sua sorte e lhe recobra o reino.

No Capítulo 5, o testemunho da rainha mãe evoca que no reino há um homem e “contata os deuses” e que estes lhe “revelam os mistérios”.

No Capítulo 6, a oração salva a Daniel e de um Rei pagão movem os anjos do céu para salvar Daniel da boca dos leões, ao mesmo tempo em que provoca ciúmes, inveja e irritação nos que se recusam a viver com Deus (Mateus 5:10-11)

E aqui termina o volume 1 – o Histórico – do livro de Daniel (cap. 1-6).

Nos capítulos 7, 8 e 9, o relacionamento íntimo de Daniel com Deus volta a revelar os mistérios do coração de Deus, e, principalmente no capítulo 9, somos conduzidos a parte interna do céu com uma frase: “no início das tuas súplicas saiu a ordem e eu, Gabriel, vim para te explicar o sentido e a visão.”  A razão: “Tu és muito amado por Deus.”

Diria um certo pastor Jael Eneas: TREMENDO!!!!  Uma oração tem o poder de movimentar a ordem das coisas no céu e movê-lo na direção da “simples” angústia de um de seus filhos terrenos.

Os capítulos 10, 11 e 12, encerram o volume 2 – o Profético – do livro (cap. 7-12) e formam o segundo conjunto deste mesmo volume.

De maneira surpreendente, as cortinas do fundo do palco são removidas e pode se perceber a movimentação nos bastidores de nossa história.  Por 70 anos Daniel orou incessantemente pelo cumprimento da promessa de Deus, pela libertação e retorno para casa.

A visão do conflito cósmico é algo que vez ou outra nos escapa pela rotina e correria da vida.  A percepção de que não apenas nós, mas o céu está plenamente envolvido em cada detalhe das nossas batalhas diárias é encorajador.

O pequeno vislumbre que Daniel pode ver (v.1) deste conflito, foi impactante a ponto de pô-lo em jejum e oração intensos, exaurir suas forças e aprofundar sua apreensão e angústia a ponto de impactar os homens que estavam ao seu redor a ponto de fugirem e esconder-se (v.7).

Detalhes como esse deveriam conduzir nossa mente a entender a solenidade e seriedade deste Grande Conflito, e mover-nos a buscar amparo, força e direção em Deus.

Felizmente, temos a chave para superar todas estas questões: a Oração.

Novamente a vida de relacionamento íntimo com Deus se demonstrou como a alternativa segura para mover o céu na solução do conflito.  O sonho de um povo liberto e da restauração do templo que parecia estar sendo desfeito/minado pela atitude de povos inimigos e de um Rei que cedeu aos enganos, ganha protagonistas distintos, Gabriel e Miguel (o Filho de Deus), atendem aos rogos de Daniel e intercedem com Ciro, e Miguel se mostra vencedor ao final.

Minhas dicas pra você:

Se a parte profética de Daniel estiver certa (e acredite, está!!!), vivemos o tempo mais agudo deste conflito cósmico.  Se houve um tempo em que precisamos nos aferrar a uma vida de oração, o tempo é este.

Se houve um momento na história em que o inimigo de Deus estivesse mais que alerta na tentativa de vencer o conflito, este tempo chegou. (Apoc. 12:7-17).

Portanto, não perca tempo. Como Nabucodonosor, levante os olhos aos céus, como Daniel, abra o coração à Deus diariamente e a todo tempo, como Dario deixe o que é supérfluo de lado e até perca o sono em oração se preciso for, como os amigos de Daniel, persevere firme na verdade em oração e entrega.

A resposta, o livramento, a sabedoria, a revelação e a certeza virão. É certo e não falhará o que fez a promessa. E você será conduzido Da Batalha à Vitória.

Se você puder, separe um tempo e leia o Capítulo 11 do Livro Caminho a Cristo – “O Privilégio de Falar com Deus” e/ou o Capítulo 78 do livro Mensagem aos jovens – “A Oração Sincera é Atendida” e pratique os conselhos que ali você encontrar.

E ouvirás uma voz atrás de ti dizendo: este é o caminho, andai por ele. Isaías 30:21

Não temas, homem muito amado! Paz seja contigo. Sê forte, sê forte. Dn 10:19

 Prof. Moisés Lopes Sanches Junior

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